domingo, 18 de janeiro de 2009

CRÍTICA A RELEITURA DE UMA OBRA ARTÍSTICA


Critica a releitura de uma obra artística


Escolher e conseqüentemente criticar é uma capacidade inerente do ser humano. Escolhemos se tal blusa é melhor que aquela, se a cor agrada ou desagrada, se assistir aquele filme valerá á pena. Para isso, comparamos e acrescentamos valor naquilo que identificamos como “nossa cara” e se aquilo se afasta do nosso jeito de ser ,logo imprimimos uma critica acompanhada de uma adjetivação menor.A vida humana está repleta de releituras,seja de um acontecimento que você viu ao passar de ônibus, seja de um livro que você terminou de ler. Por isso, acredito que uma releitura de uma obra artística é uma forma de critica. Logo, como poderei utilizar minha capacidade de escolher e criticar, se isso já foi feito pelos estudantes desta classe? Como estudante de letras poderia dizer que é uma critica de segunda mão e não haverá problema algum, porque somos especialistas na arte de inventar coisas novas. Se a critica é uma escolha e dizem por aqui que escolher qualificando é canonizar. E escolher desqualificando é excluir.Não criticarei nada. Já que posso realizar esta comparação ali mesmo na esquina, longe de qualquer sujeito que possa me dizer: “essa sua crítica, hein? É especializada!” Mesmo assim, “especializada ou desespecializada” a critica de segunda mão é aclamada e eu não posso fugir. Então, farei uma leitura sobre as releituras que ocorreram aqui (mas isso não seria uma critica? Com outro nome?). Observei que as representações femininas estavam passeando pela aula inteira. Foram “somente” quatro releituras sobre a personagem Macabéia.Oferecendo a ela um destino que não fosse a morte em vida.Seguida por uma Geni, que cansou de ser a boba. Ela encontrou com uma menininha cheia de poderes. Com a vontade de deixar de ser bestinha.Depois, se bateram com uma tal de Éster muito complicada e mudaram de rota. Caminhando avançaram até encontrar uma bela alemã espevitada. Que estava conversando com uma Capitu que não morreu. Bateram na casa de uma professora de arte desempregada que decidia o que ver na tv, seria um desenho?Depois cansaram e pararam em uma praça onde um homem quase bêbado recitava sonetos para um amor distante. Distante e não morto. Como as releituras transmitidas.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

FELIZ TARIFA NOVA...

Feliz tarifa nova!
Naiana P. de Freitas.



Se hoje,2 de janeiro de 2009, nós perguntássemos a uma criança soteropolitana: o que você quer ser quando crescer? Ela possivelmente responderia: VEREADORA. Por que? É o emprego mais seguro em época de crise financeira, conquistável pois se exige um insuficiente ensino médio. Não é necessário saber inglês, francês, computação..esqueça este clichê moderno: seja um profissional global!. Eles são eleitos e conquistam a coroa com o poder. Aquele que era bonzinho, professor, médico torna-se o defensor do povo, apenas no discurso é claro. Somente o discurso é tão valoroso. Apenas com o discurso e com o excesso de inércia, eles garantem os vencimentos que somam e ultrapassam a casa de R$ 9000. E quando tomam posse daquela preciosa cadeira da câmara. Defendem a si próprios.Clamam por assistência, benefícios com tanta ira e decência. E em conseqüência o eleitorado é esquecido, menosprezado..A lógica destes senhores do poder é lúcida. Veja-se porque: somos 40 na assembléia, é muito pouco para quase 3 milhões de soteropolitanos. È pesado, por conta disso sofremos com acúmulo de funções..E assim o poder permanece nas mãos sagazes de poucos. Se são poucos os escolhidos, é bom desde cedo incutir na cabeça de seus filhos, sobrinhos, afilhados: Seja um vereador profissional! Assim em 2013 será possível usufruir as graças provindas dos cofres públicos. E continuar a garantir um acréscimo de quase 30% em seus “Vereadizíacos” vencimentos. E em contrapartida oferecer ao povo com todo prazer e calor um aumento de 20% na tarifa de ônibus. Pela lógica política é um aumento imperceptível. Acredito que seria se fossem descontados dos R$ 9000 recebidos para fazer muita graça.Bobos em uma corte em que borbulham a violência, as alagações, os estupidamente cheios transportes urbanos. Aliás, é preferível ser um bobo rico do que um bobo pobre, excluído e esperançoso. Desejo-lhes a vocês uma FELIZ TARIFA NOVA! Desejemos juntos, assim praticaremos a solidariedade.