segunda-feira, 13 de julho de 2009

Rubra*

Desde que se vira como gente: mulher. Ela negara o vermelho. Vermelho forte, azedo... Jamais cintilante. Ela Procurava no armário uma roupa vermelha e não encontrava porque esta cor não habitava o seu ser. Ela apenas expelia muitas vezes com dor e nunca alegria, a cor. Poderiam ter perguntado se ela aceitaria o sim. Sim, aceito esta cor para mim. Não perguntaram. A natureza, dizem, escreve certo por linhas tortas e vermelhas no corpo feminino. Não se dobrava a natureza. De repente viu-se dobrada diante dele.Ele ali parado na rua. Ele com o corpo cinza, meio prateado. Ele aproximou-se, abriu a mão com uma flor rubra, puro sangue, cintilante. Ela assustou-se deu um passo para trás. Nunca vira cor igual. Jamais... Assim desejou aquela cor naquela flor ali. Desejou a mão e o corpo inteiro daquele homem ali parado.
Naiana P.de Freitas*27/06/09

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