sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A filha senhora

 A minha última postagem de 2010. Como sabemos, este período festivo dispensa protestos.Os meus protestos parecem surdos. Todos estão felicíssimos. O tímido conto abaixo reflete o meu estado de graça. è a graça das plavras, das imagens, e da criação. Se pudesse escrevia,escrevia,escrevia todo o tempo sem nehuma lamentação.
Naiana P. de Freitas 31/12/2010

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A filha senhora


No quarto havia recortes de artistas colados na parede. Quadros de flores. E no centro, a imagem de Jesus, com uma coroa de espinhos na cabeça. O semblante dele trazia a serenidade de uma imagem de cera bem feita. Eram muitas imagens, detalhes, sufocação. A porta do quarto às vezes rangia de velha. A quarentona que morava lá tivera desejo de liberdade.
Um dia aos 24 anos ela decidira sair de casa. Contudo, seu pai se indispusera contra ela. Blasfemou-a:
- Saia daqui, e não volte mais! ...Se precisar de ajuda não lhe darei. Está decidido!
Assim a jovem, que é velha agora, recuou o pensamento. Encolheu-se. Murchou. E questionou a si mesma a afronta aos familiares. Um ano passou. Aos 25 anos, novamente a idéia voltou, com a palavra “liberdade” na lapela. Ela conseguiu um emprego. Encontrou um namorado. Estava quase feliz pela primeira vez. Ela tomou fôlego e com as mãos suando, meio rouca, e um pequeno pigarro na garganta. Abriu a porta do quarto e foi à sala. Seu pai sentado na poltrona velha. Com um jornal amarelo nas mãos. A mãe sentada na saleta ao lado em uma mesa grande de madeira nobre.
Esse pigarrear aparecia em três em três minutos e após eles um excesso de tosse a tomava. Desde criança desenvolvera tiques nervosos. A educação que recebera a tornara uma espécie de misantropa. Parou em frente ao pai. A mãe da sala a olhou com um olhar atravessado, porém piedoso. Ela gaguejou todas as palavras da frase. Palavras que saíram mal acabadas. Mas que tinham sentido:
- P-aaaa-i v-o-u mo-rarrr jun-tooo co-om Jor-gi-nhooo...
A sua decisão em meio a pigarros, tosses e gaguejos adquiriu um tom de graça ao mesmo tempo uma melancolia frenética. E uma impressão de que este seria o último suspiro de alguém que se afoga em um mar revolto.
O pai sentado levantou os olhos para ela, e exclamou:
- Filha minha não se ajunta, ainda mais com um sujeito de nome Jorginho. Volte para o quarto! Filha ingrata!
A jovem baixou a cabeça entrou no quarto. Soluçou durante dias. Ela não desejava magoar o pai nem a mãe. Ela arranjou neste dia, a imagem de Jesus e prendeu-a na parede do quarto. E o rosto frio para ela mostrou-se mais quente. Assim, se conformou com a idéia de que um dia enfrentou um tormento como Jesus o fez. Rezou muito. Chorou muito. Abandonou o emprego. O Jorginho desaparecera. O vestígio da paixão desaparecera. Paixão sem convivência morre. E a deles findou. Sem data marcada.
Aos 26 o lampejo liberdade, apareceu novamente. Porém a quarentona, não observou. Estava muito ocupada com os afazeres domésticos da casa dos pais. Iniciou os recortes na parede. A liberdade tornou-se sonho. E sonho distante. Aos 27, alimentou-se dos sonhos distantes dos artistas. Nutriu-se da liberdade dos outros e a sua não voltara. Ela não esperou. Outros anos se passaram, ficou velha. Não descobriu o sexo. Enfraqueceu-se.
Hoje, sozinha no quarto bordava. A lembrança dos pais mortos agora parece boa. A sensação típica dos colonizados do passado. Os pais lhe tiraram a liberdade, identidade e força. Hoje em dia na velhice, ela apenas pensa que foi uma filha ingrata.



18/12/2010

Naiana Freitas-


quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

olé..olá..R$2.50 vamos pagar...

O transporte público em Salvador é péssimo. Não houve nenhuma melhoria desde o último aumento.Nós estudantes temos que nos deslocar (gastar passagem)para colocar crédito.Esse amarelinho só funciona no belo discurso governamental,porque o trânsito de salvador é um caos.Mas,como sempre tudo está ótimo em Salvador. A grande realização da prefeitura de Salvador é o reveillon da alegria!

Naiana Freitas 29/12/2010

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

About Jane Austen

Jane Austen*



The book Sense and sensibility was written by Jane Austen. She was a writer of English literature. Jane Austen was born in a period of great changes in Europe. The beginning of 18 century occurred in Europe an important movement called of French Revolution. In this century was born also the Romanism. Jane Austen began to develop a text that criticized the novels half of 18th century. For it, she used irony, sarcasm in the stories. I think that the importance of this writer is to bring to literature a point of view of a woman. In this period of time, a woman didn’t have a voice. They were things for the society. Jane Austen used pseudonyms as a strategy. When Jane Austen was alive she had little positive criticism. The mains subjects of her books are around money and marriage. This was the main universe of woman. I think that she hated therefore she writes about.

*This text was produced by me in the discipline in the English  novel in 2010.2.

Naiana Freitas 24/12/2010

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

cartãozinho...


Esta é a versão online de meu cartãozinho de natal...achei uma graça. então vou exibi-lo um pouco .
Feliz natal!!!!!!
ohhhhhhhhhhh...
Perdi o papai-noel..
22/12/2010

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

My opinion about the book “A Small place”- Jamaica Kincaid

My opinion about the book “A Small place”- Jamaica Kincaid



I liked very much to read the book “A Small place” because; I thought of the relationship between my country and Jamaica’s country. It’s fantastic the memories of Jamaica Kincaid in this book. She remembers her childhood, her old Antigua before the British Empire devastated all the things. As the language, the library, the identity of people that lived there.

A small place has a perfect name, because the book talks about the little island called Antigua. Jamaica Kincaid describes the beautiful place a beautiful nature. She observes the point of view of a tourist and the point of view of a native. A tourist will see only good things in Antigua. The natives in general don’t see any problems in their country. There are little natives that can criticize writes the organization of their country.

Jamaica Kincaid writes about the cultural features in this boo. This element is more important in all post colonial literature. She tells us about the behavior of natives in relationship the colonizer behavior.

The post colonialism literature is a shout for freedom because the people in the oppressed countries are tired of oppressor. For example, there is a passage of text that she says: We can’t speak our language. We have to speak that language of oppressor we haven’t choice.

At the end, A small place, has little events, the natives think that slavery was a good thing to them. Because the cultural discourse of the empire is strong. The people the generations forget their own culture, ideology, or better, the sense of wrong or right. Because they always wait for an order, an idea, or a reason of their lives.

I think that Jamaica Kincaid is sensible to speak about the problems of her country softly and with irony. And of course, she was there. And for it the narrative is real and reflexive.



Naiana Freitas - 20/12/2010

domingo, 19 de dezembro de 2010

A afrouxidão do espírito natalino

                                                              
A afrouxidão  do espírito natalino

Somente em dezembro, o espírito do natal empoeirado aparece com um sorriso amarelo falso. Então no dezembro das luzes, dos bons desejos, dos panetones, e dos muitos cifrões... Tudo é lindo, todos são afetivos, adoráveis... blá,blá,blá..Natal é natal para quem tem dinheiro para comprar a idéia. Algumas pessoas dizem: - ah gosto do natal porque posso me reunir com minha família! Nossa, será que não praticam isto durante o ano todo? Que desculpa, que desculpa mais suja.

O espírito natalino fica contente quando recebe um presentinho. Presentinho de amigo oculto. Claro, que o presente não venha daquele seu inimigo durante o ano todo, porque talvez, você retruque um: - Ele sabia que eu não gosto disto, fez somente para irritar!! Parece que mesmo com a presença do espírito do natal nas ruas, becos, casas, barracos, jornais-cobertores as pessoas em geral se detestam. Os estranhos se detestam. É cada comportamento mesquinho, indo contra qualquer ideal de pacificação. Acho, que nem mesmo o mês de dezembro seja mais capaz de dar uma trégua nas agressões sociais,físicas, psicológicas, emocionais sofridas e elaboradas pelas pessoas na sociedade brasileira.



Naiana Freitas 15/12/2010-19/12/2010

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O dinheiro brasileiro, parlamentares...e os 365 dias da politicagem brasileira

      A manchete do jornal A tarde do dia 16/12/2010,: "PARLAMENTARES DÃO AUMENTO DE 61,83% AOS PRÓPRIOS SALÁRIOS" me causou mais um arrepio, pena que não é o Halloween!Acredito que nenhum palavrão, nem o uso de todos os palavrões do mundo, acalmariam suficientemente meu estado permanente de indignação.Eu sim, que em estado de indignação constante, deveria receber algum dinheiro,ou melhor, um aumento de salário.Por suportar durante 365 dias toda a politicagem brasileira. Aliás, todos os brasileiros deveriam receber este tal aumento.Porque além de suportar tudo isto, ouvimos claramente da mídia, jornalistas intelectuais, cientistas políticos o seguinte jargão: "brasileiro não sabe votar, o povo não sabe votar, o povo é culpado, o povo meceresse os políticos que tem.". Parece que eles não são povo,o povo é a gentinha esquálida,morrendo de fome, se matando para receber R$510, quando recebem,porque haja desemprego.Então, eles desprovidos desta inqualidade:povo.Devem ter razão...
Agora, eu brasileira, gentinha também porque sou povo..voto errado?Como votar certo,se não existe opção?è por isto, que não voto mais, votar nestes parlamentares ai? nem pensar. Somente os parlamentares pobres, devem possuir algum senso de indignação, já que  eles ainda estão espremidos pelo centro, pelo dinheiro,pelo poder.Depois, eles ganham um dinheiro, tentam ganhar, ganham..e passam a espremer quem está em baixo...e foi por isto, e por outras coisas que o Tirica foi barrado, era um espécie do conjunto povo, sem eira nem beira, sem letra nem nada. quantos destes parlamentares estudou mesmo? Deixa,eu cá me sufocar sozinha, com os meus neurônios, contentes,inteligentes e cansados!
:)Só rindo!:)
Naiana Freitas 16/12/2010

domingo, 12 de dezembro de 2010

Tudo é massa na Bahia, não sou eu que vou dizer que não.

Tudo é massa na Bahia, não sou eu que vou dizer que não.
Naiana P. de Freitas 10/12/2010

Por motivos mercadológicos os dois jornais de grande circulação em salvador andam se estranhando. O jornal impresso que sempre fora o segundo, agora, é o primeiro. Desbancou o outro. Assim, o segundo jornal tornou-se o mais forte. Já que tudo mudou na contemporaneidade, ele também o fez.

O primeiro, agora, segundo jornal elaborou um jornalzinho a fim de contrabalançar a queda. Este jornalzinho prima pela falta de noção. A mais grotesca delas, é trazer sempre na capa uma mulher quase sem roupa, ou quando de roupa traz algum fetiche sexual. Isto deve ser para sugerir a exclamação: “Que mulher massa!”. Quem são estas mulheres? Qual o valor de sua fotografia?Acho que elas devem ganhar o preço da fama. É um bom preço.

A linguagem do jornal é primorosa. Uma linguagem barata. Os editores devem acreditar que esta tática colabora para um acesso fácil. Claro, acesso para aqueles que estão afastados do centro do poder em Salvador. Linguagem com gírias e abreviações coloquiais. Nada contra, mas tipo assim tudo deve ser medido. Por que o jornal mais velho deles, não possui linguagem similar?Será porque é mais caro? E sendo caro não é o povo marginalizado, desalfabetizado, suburbano que compra? A linguagem deve ser na certeza de encontrar um público largo. É uma ironia, uma afronta a inteligência. Só pode ser...

Para completar o cenário grotesco, o jornalzinho resolveu oferecer de brinde aos seus leitores, uma bandeirinha, depois um esmaltinho e por assim vai... Mas como tudo é massa na Bahia, não sou eu que vou dizer que não.







sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Sobre amor e saudade.

Sobre amor e saudade.



Existem duas palavrinhas de difícil compreensão: amor e saudade. Cada pessoa possui o seu próprio dicionário. Saudade dói amor também. Saudade traz distância, amor nem tanto. Saudade traz um vazio. Amor traz alguns beijos. Existem vários níveis das duas. Tem pessoas que amam a primeira vista, e após doze horas de contato, já gritam o “eu te amo”. Tem pessoas, que ao contrário, amam tão secretamente, tão homeopaticamente o tempo inteiro, que levam uma vida inteira amando uma única pessoa. A saudade inspira também sensações extremas. Tem pessoas tão apegadas, que já sentem saudade após três horas de distância. Já tem pessoas que sentem uma saudadizinha boa, que aguarda o outro chegar, aguarda não apressa... Assim, pessoas com saudade e amor choram, têm outras que por saudade e amor choram também

Naiana Freitas-10/12/2010.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Se pudesse só escreveria sobre a existência...e o amor deve estar lá.

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Se pudesse só escreveria sobre a existência...e o amor deve estar lá.

N.PF-08/12/2010

Entre a prosa e o verso: qualquer coisa sem fim...

Fim de semestre. Cansaço. Trabalho. Aulas próximo ano. Alunos. Em casa. Nas escolas. Públicas. Privadas. Cursinhos. Universidade. Formação docente. Quero ser professora?


Hoje. Notícia. Aluno universitário. Esfaqueia professor. Onde. Universidade. Quem são os alunos?

Amigos. Com medo de lecionar. Crianças. Adolescentes. Adultos. Onde isto vai parar?

Fim. Fim de semestre. Fim do inicio. Quem será que continuará?

País. Sem escolas. Sem educação familiar. Sem educação escolar. Com muito discurso. Só.

Professora. Que fim que ninguém quer.

Como ser? Sem família? Sem escola.

Só resta pedir.

Almas boas.

E voltar ao misticismo de idades anteriores.


E o início


E o fim


Explicam-se


Em


Uma folha.

Naiana F.
08/12/10

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Em breve meu texto...sem direito de imagens com mulheres quase nuas na publicação.

Deixa eu respirar um pouquinho....E me indignar de montão!
que jornal é esse,Deus?Apelação total...Meu texto dará uma tese, sem dúvida.A única coisa massa é o nome, porque o resto....restou para uma ótima Análise Crítica do discurso.!

Em breve meu texto...sem direito de  imagens com mulheres quase nuas na publicação.


Naiana F.
03/12/2010

terça-feira, 30 de novembro de 2010

a frase fica pelo avesso...

Citando a Ana Carolina,


"[...]a frase fica pelo avesso..."


                                      porque estou sem inspiração!


Npf.
30/11/2010

sábado, 27 de novembro de 2010

Só sei que estou limitada a escrever em meu blog!

Aos meus poucos leitores,

Saibam vocês que após a inscrição de vários textos de genêro reclamativo nestes dias,e em outros...É meu hobby me indignar!

Então,Eu enviei minhas reclamações aos jornais,para aquelas colunas tipo:"Espaço do leitor".Como sempre não recebi feedback.Assim ,movida pela indignação, que parece que morrerei com isso...,procurei por todos os programas televisivos que a cidade de Salvador dispõe para reclamações, linkei em tudo que assinalava uma interlocução público-editor..mas não deu certo.Por fim,cansada e quase certa de que não conseguiria nada, escrevi minha reclamação, em um local impróprio.Visto que,o espaço deveria ser somente para elogios.Então,blog querido, tu és o único espaço que tenho para gritar contra o "[...]sistema é maus, mais minha vida é legal.."(Vamos fazer um filme-Renato Russo)

Naiana Freitas- 27/11/2010

Preciso reclamar 2!

Preciso reclamar 2!

As obras no campus de Ondina, em frente ao PAF3 estão paradas. Estes obras iniciaram desde início do semestre 2010.1. Nós estudantes passamos o inverno inteiro andando por cima de pontes improvisadas de pedras e madeiras. Agora, que estamos na primavera fazendo bastante sol, a poeira com o vento levanta fazendo enormes redemoinhos. Além disso, muitos dos tapumes colocados para isolar a área de realização da obra caíram dificultando a passagem, fora que podem cair em cima de qualquer um que passa. Acredito que as instituições estudantis compostas por estudantes de diretórios acadêmicos, centros acadêmicos estão mais preocupados com assuntos como a legalização da maconha, como pode ser visto, em pleno almoço no restaurante universitário de Ondina. Os estudantes munidos de auto- falantes e de um som horrível gritavam “– nós não estamos fazendo apologia não, queremos a legação desta plantinha.”. Agora, imagine estaremos nós os não fumantes de nicotina a mercê da fumaça da maconha a qualquer hora do dia. Coisa que acontece na própria universidade, os usuários universitários e os amigos não universitários possuem regalias. Já que é possível, perceber ás 18h perto dos bancos em frente a biblioteca Reitor Macedo Costa a fumaça proveniente da queima. Como se pode pensar em legalização já que os líderes estudantis não possuem nem poder para reclamar de um trânsito feroz em frente a sua universidade? Como eles podem vir a discursar “conscientemente” acerca deste assunto? Quem são estes estudantes mesmo? Porque sem nenhuma dúvida eles não são de forma alguma os meus representantes.E as estações passam...os problemas se acumulam!



 
Naiana F.

21/11/2010





Postado por Naiana P. Freitas às 15:26

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

E o tempo...passa.

E o tempo...passa.
foto: escada ILUFBA,outubro de 2010.

NPF.25/11/2010



                                                                                                         

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Meu amor- FLORBELA ESPANCA

DAL FARRA, Maria Lúcia. (ORG). Poemas de Florbela Espanca. São Paulo: Martins fontes, 1996.p.309
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Meu amor- FLORBELA ESPANCA


De ti somente umnome sei, Amor,
É pouco, é muito e é o bastante
Para que esta paixão doida e constante
Dia após dia cresça com vigor!


Como de um sonho vago e sem fervor
Nasce assim uma paixão tão inquietante!
Meu doido coração triste e amante
Como tu buscas o ideal na dor!


Isto era só quimera,fantasia,
Mágoa de sonho que se esvai num dia,
Perfume leve dum rosal do céu...


Paixão ardente, louca isto é agora,
Vulcão que vai crescendo hora por hora...
O meu amor, que imenso amor o meu!

domingo, 21 de novembro de 2010

Preciso reclamar 1!

Os carros na Avenida Ademar de Barros passam a qualquer hora do dia em alta velocidade, não respeitam os pedestres nem o semáforo. Os motoristas não param na faixa localizada em frente à portaria 01, da UFBA. Fazem ultrapassagens perigosas, ainda não atropelaram nenhum ser humano, mas já atropelaram micos e macacos que tentam passar pela rua. Gostaria que os órgãos competentes instalassem foto-sensor nesta localidade.

E o amor já existiu?

E o amor já existiu?


A construção do amor romântico foi subjugada. Já que amor é sinônimo de sexo e o sexo tornou-se demasiadamente banal. Parece-me que com raras exceções um relacionamento entre sujeitos ocorre de forma que o dito cujo venha depois de um tempo. Nesta era tudo se aproxima tão antes. Eu não sei se sobra tempo para sentir alguma coisa. Acho que pressa virou sentimento.





Naiana F. 21/11/2010

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Os meus versos *FLORBELA ESPANCA*

DAL FARRA, Maria Lúcia. (ORG). Poemas de Florbela Espanca. São Paulo: Martins fontes, 1996.p.55
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Trocando olhares(1915-1917)- FLORBELA ESPANCA
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Os meus versos


Leste os meus versos?Leste? E adivinhaste


O encanto supremo que os ditou?


Acaso,quando os leste,imaginaste que era o teu esse olhar que os inspirou?


***
Adivinhaste?Eu não posso acreditar


Que adivinhastes, vês? E até, sorrindo,


Tu disseste para ti: “Por um olhar


Somente, embora fosse assim tão lindo,


***

Ficar amando um homem!...Que loucura!”


- pois foi o teu olhar, a noite escura,


(eu só a ti o digo, e muito a medo...)


***
Que inspirou esses versos!Teu olhar


Que eu trago dentro d’alma a soluçar!


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Ai não descubras nunca o meu segredo!


8/4/1916 Florbela Espanca

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Poema Fumo (Florbela Espanca)

DAL FARRA, Maria Lúcia. (ORG). Poemas de Florbela Espanca. São Paulo: Martins fontes, 1996.p.173.



Fumo


Longe de ti não há luar nem rosas,

Longe de ti há noites silenciosas,

Há dias sem calor, beirais sem ninhos!

 

Meus olhos são dois velhos pobrezinhos

Perdidos pelas noites invernosas...

Abertos, sonham mãos cariciosas,

Tuas mãos doces, plenas de carinhos!



Os dias são outonos: choram... choram...

Há crisântemos roxos que descoram...

Há murmúrios dolentes de segredos...
 

Invoco o nosso sonho! Estendendo os braços!

E ele é, ó meu Amor, pelos espaços,

Fumo leve que foge entre meus dedos!...



Longe de ti são ermos os caminhos,

sábado, 13 de novembro de 2010

Um estado de não neuroticidade...

Um estado de não neuroticidade...

Um estado de não neuroticidade permitiu que escrevesse sobre “uma experiência tola, para meu prazer”. E um estado de constante observação cientifica também colaborou para as análises das conversas, dos comportamentos alheios. Não é fofoca é ciência. Agora, a partir de observações minhas posteriores a esse primeiro texto, e de alguns comentários que recebi, Eu resolvi escrever esse novo texto, que de certa forma já é velho porque irei falar sobre o mesmo assunto: relacionamentos.

Penso neste estado neurótico que em muitos casos atrapalha os relacionamentos do “Eu e os outros” ou do “Eu com os outros”. Muitas pessoas acreditam que os problemas relacionais provêm dos outros. Fato é que na maioria das vezes surgem de nós. É claro ,que existem aqueles outros que trazem em sua corcunda um histórico complexo de não relacionar-se bem com ninguém,mas falarei dos problemas relacionais referentes ao “Eu”,já que estes me interessam.

Quando me referi a neuroticidade feminina, desejei acentuar este emaranhado ideológico em que somos formadas, educadas. È como se você não reclamasse de homens, não comentasse o seu desejo de casar e te ruma prole de filhos, ou tipo o que já ouvi: “ele é um grosso, mas é bom naquilo”. Você não fosse um sujeito participante daquilo que as pessoas julgam ser o relacionamento entre homens e mulheres. È claro que me refiro ao relacionamento amplo, aquele em que se formam conjugues e quase nunca são amigos. Estes comportamentos me fazem sentir um peixe fora d’água porque tais condutas são tão-tão minguadas. Para que perder tempo com isso? Quanto aos homens poderia avançar com maior propriedade em suas conversas,mas se o fizesse precisaria estar mais junto a eles e para estar tanto tempo assim,possivelmente ouviria algo que não me agradaria.

Em todo o caso, a pergunta: tenho tempo para ser dona de alguém? Pode ser ampliada. Acredito que não há tempo para se fazer isto, porque eu mesma somente sou dona do meu texto agora e futuramente será de quem lê. A mãe só pode ser considerada dona de alguém enquanto tem o feto dentro de si, depois é outra história. As pessoas em geral teimam em fazer isto todo o tempo “ser donas de alguém” como resultado não vivem. É a construção do amor delas. Elas deveriam se perguntar “será que tenho tempo para amar? gostar de alguém? Sem nada em troca? Algo que dependesse do “eu” não dos outros, outro ou outra?

Só perde quem é dono de alguma coisa. Só ganha neuroses quem é dono de muitas delas. Só ama quem tem tempo. E amar pode dar menos trabalho do que possuir. É por isso que somente me preocupo com coisas grandes, coisas que dependem de mim para resolvê-las. E deve ser por isso que me preocupo em amar. Em amar o meu motivo, e assim posso me sentir muito bem em afirmar que tudo que faço passa por esta frase e tudo que amo também: “Eu aceito você tão sem condições que [acho] que isso me engrandece. Lispector, p.139.”

Naiana F. 12.11.2010

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Poema de E. E. Cummings por Ana Carolina

Poema de E. E. Cummings por Ana Carolina



Eu gosto do seu corpo

Eu gosto do que ele faz

Eu gosto de como ele faz

Eu gosto de sentir as formas do seu corpo

Dos seus ossos

E de sentir o tremor firme e doce

De quando lhe beijo

E volto a beijar

E volto a beijar

E volto a beijar

Naiana F.9/11/2010



segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Uma experiência tola, para o meu prazer...

Uma experiência tola, para o meu prazer



Tenho descoberto o quão neuróticas algumas mulheres são quando o assunto começa com h, na língua portuguesa é claro, e terminha com m: Homem. É incrível como algumas delas se comportam, se lamentam, se chateiam com eles. E acredito que por serem humanos eles devem fazer a mesma coisa. Elas embirram com tudo que eles fazem ou não fazem. Elas falam para as amigas: as mulheres não prestam, elas roubam seu marido, namorado ou qualquer coisa que valha para você, na sua frente. Fico a pensar, é tanto seu e meu que o sujeito é apenas um enfeite. Esse enfeite tem que ser mostrado às outras ou outros.. Mas, repare ao mesmo tempo deve escondê-lo para que não ocorra um seqüestro dele para coração alheio. Eu escuto tudo isto e não consigo me conter na gargalhada e pensar: nossa tenho que me afastar de todos eles e elas... Na verdade ser dona de uma casa que não anda, fala ou beija dá trabalho, tentar ser a produtora de um texto dá trabalho em dobro ou triplo. Imagina se eu tenho tempo para ser dona de alguém?E discutir sobre as atitudes desta pessoa com outros, como se tudo isso fosse uma experiência tola, para o meu prazer?Parece que por um continuísmo psicológico, estético, cultural costuma-se dizer que mulher fala para desabafar. Em alguns casos, elas falam para exaltar o erro e não estarem sós. Porque é melhor saber que todos os homens são iguais do que não ter nenhum para matar a amiga de inveja. È a lógica que me incomoda. Por alguns motivos. Motivo 1: as relações de gêneros nas formações discursivas de homens e mulheres dá pano para manga e tese de doutorado (risos) Motivo 2:Se cada um vivesse a sua vida para felicitar o seu amado,ou desgostá-lo o fizesse por sua vontade...porque quem são os interessados destas reciprocidades são os amados ou os desamados. Quem tem haver com isso?



Naiana Freitas 08/11/2010.





domingo, 7 de novembro de 2010

ops..estrada.

ops...
Adoro imagens de estradas, então esta é a foto que tirei de mais uma estrada encontrada pelos caminhos que ando a percorrer..
Universidade sudoeste da Bahia, 11 de outubro de 2010.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

" Eu sempre disse a mim mesma que o amor que os outros têm pela gente cria mais deveres do que o amor que a gente tem pelos outros,"

" Eu sempre disse a mim mesma que o amor que os outros têm pela gente cria mais deveres do que o amor que a gente tem pelos outros,"

Lispector, Clarice.Minhas queridas.Rio de janeiro:Rocco,2007.p.137.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Os Versos que Te Fiz.

Os Versos que Te Fiz.

(Florbela Espanca)



Deixa dizer-te os lindos versos raros

Que a minha boca tem pra te dizer !

São talhados em mármore de Paros

Cinzelados por mim pra te oferecer.



Têm dolência de veludos caros,

São como sedas pálidas a arder ...

Deixa dizer-te os lindos versos raros

Que foram feitos pra te endoidecer !



Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda ...

Que a boca da mulher é sempre linda

Se dentro guarda um verso que não diz !



Amo-te tanto ! E nunca te beijei ...

E nesse beijo, Amor, que eu te não dei

Guardo os versos mais lindos que te fiz!



Autoria: Florbela Espanca

Citando mais uma vez Clarice Lispector...

Citando mais uma vez Clarice Lispector...



“Eu disse a uma amiga:


— A vida sempre superexigiu de mim.

Ela disse:

— Mas lembre-se de que você também superexige da vida.

Sim.”



Disponível em:http://www.claricelispector.com.br/autobiografia.aspx

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Talvez...

Talvez...

Talvez você não saiba.
E eu saiba muito bem.
Talvez você sim,queira. E eu não.
Talvez você dê para este fim. E eu não.
Talvez eu saiba,queira,permita para você.
Talvez,
Talvez,
Possamos fazer a troca...

Naiana F. 10/09/2010

sábado, 16 de outubro de 2010

o discurso de origem falocêntrico na sociedade brasileira...

Sendo quem sou, preciso eleger uma mulher. É tão nítido o discurso de origem falocêntrico na sociedade brasileira. Que dá nojo. Eles querem provar que são mais,e nós somos. Esta discussão está muito além deste disse-me-disse, eu sou mulher e ele homem. Até governo de união irá existir...imagine se fosse de desunião? quanto ao mal pior, Marina silva, ao que parece se pôs neutra. se existe neutralidade, preferiu calar. Se falasse também arruinaria o discurso que construiu em torno dela. Acho que vou fazer campanha contra poder falocêntrico de burguês(termo tão desapropriado,já que é um pobrezinho).

Naiana F.
16/10/2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Escrever...por Lispector

Às vezes, tenho a impressão de que escrevo por simples curiosidade intensa. É que, ao escrever, eu me dou as mais inesperadas surpresas. É na hora de escrever que, muitas vezes, fico consciente de coisas, das quais,sendo inconsciente, eu antes não sabia que sabia.

Clarice Lispector, “Sobre escrever”. In: A descoberta do mundo, p. 254.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Não entendo- Clarice Lispector- nem eu.

Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.

Clarice Lispector, A descoberta do mundo,1996

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

sábado, 2 de outubro de 2010

CRÔNICA: AMOR SÓ DE LETRAS- MÁRIO PRATA


Li a crônica abaixo, concordando e discordando. Mas a achei interessante, para refletir.



Amor, só de letras
  Conta a história que dom Pedro II casou-se sem conhecer a sua noiva.

Tinha visto um quadro com a cara da princesa. Casamento de interesses políticos lá dos portugueses, fazer o que? E quando a moça chegou no porto do Rio de Janeiro - consta - que ele fez uma cara emocionada. Pela feitura da imperial donzela. Mas casou, era o destino, era a desdita.



Tenho um avô que foi pedir mão da moça e o pai dela disse:



- Essa tá muito novinha. Leva aquela.



E ele levou aquela que viria a ser a minha avó. Ah, a outra morreu solteirona.



Quando aconteceu o grande boom da imigração japonesa, alguns anos depois, familiares que lá ficaram mandavam noivas para os que cá aportaram. Tudo no escuro. E de olhinhos fechados, ainda por cima.



De uns tempo para cá, o conceito da escolha foi mudando. Até ir para a cama antes, valia. Ficava-se antes.



Só que agora, finzinho do finzinho do século, surgiu um outro tipo de casamento. O casamento de letras. Letras de textos. O texto - finalmente, digo eu, escritor - virou casamenteiro. Apaixona-se, hoje em dia, pelo texto. Via internet. Via cabo, literalmente.



Conheço quatro casos bem próximos. Gente que desmanchou o casamento de carne e osso por uma aventura no mundo das letras.



Claro que estou me referindo aos encontros via Internet. Começa no chat, com o texto. Gostou do texto, leva para o reservado. E lá, rola. Eu mesmo já me envolvi perdidamente por dois textos belíssimos. Moças de vírgulas acentuadas, exclamações sensuais e risos de entortar qualquer coração letrado ou iletrado.



Sim, pela primeira vez nesta nossa humanidade já tão velhinha, as pessoas estão se conhecendo primeiramente pela palavra escrita. E lida, é claro.



Já disse, isso envaidece qualquer escritor. Agora, o texto pode levar ao amor. Uma espécie de amor-de-texto, amor-de-perdição.



A relação, o namoro, começa ali no monitor. Você pode passar algumas horas, dias e até semanas sem saber nada da outra pessoa. Só conhece o texto dela.



E é com o texto que vai se fazendo o charme. Você ainda não sabe se a pessoa é bonita ou feia, gorda ou magra, jovem ou velha. E, se não for esperto, nem se é homem ou mulher. Mas vai crescendo uma coisa dentro de você. Algo parecidíssimo com amor. Pelo texto.



Pouco a pouco, você vai conhecendo os detalhes da pessoa. Idade, uma foto, a profissão, a cor. Inclusive onde mora. Sim, porque às vezes você está levando o maior lero com o texto amado e descobre que ele vem lá da Venezuela. Ou do Arroio Chuí. Mas se o texto for bom mesmo, se ele te encanta de fato e impresso, você vai em frente. Mesmo olhando para aquela fotografia - que deve ser a melhor que ela tinha para te escanear (ou seria sacanear, me perdoando o trocadilho fácil) você vai em frente. "Uma pessoa com um texto desses..."



A tudo isso o bom texto supera.



Quando eu ouvia um pai ou mãe dizendo "meu filho fica horas na Internet", todo preocupado, eu também ficava. Até que, por força do meu atual trabalho, comecei a navegar pela dita suja.



E descobri, muito feliz da vida, que nunca uma geração de jovens brasileiros leu e escreveu tanto na vida. Se ele fica seis horas por dia ali, ou ele está lendo ou escrevendo. E mais: conhecendo pessoas. E amando essas pessoas.



Jamais, em tempo algum, o brasileiro escreveu tanto. E se comunicou tanto. E leu tanto. E amou tanto.



No caso do amor ali nascido, a feitura, o peso, a cor, a idade ou a nacionalidade não importam. O que é mais importante é o texto. O texto é a causa do amor.



Quando comecei a escrever um livro pela internet, muitos colegas jornalistas me entrevistavam (sempre a mim e ao João Ubaldo) perguntando qual era o futuro da literatura pela Internet.



Há quatro meses atrás eu não sabia responder a essa pergunta. Hoje eu sei e tenho certeza do que penso:



- Essa geração vai dar muitos e muitos escritores para o Brasil. E muita gente vai se apaixonar pelo texto e no texto.



Existe coisa melhor para um escritor do que concluir uma crônica com isso?



Quer uma prova? Estou fazendo um concurso de crônicas no meu site (marioprataonline.com.br), entre os leitores/escritores. Entre lá e veja o nível. Pessoas que há pouco tempo atrás odiava escrever redação nas escolas, estão descobrindo o texto. Leiam e me digam se eu não estou certo. E são jovens, muito jovens.



Como diria Shakespeare, palavras, palavras, palavras.



Como diria Pelé, love, love, love.

.PRATA> Mário. Amor só de letras. Inhttp://www.marioprataonline.com.br/obra/cronicas/frame_cronicas.htm:






sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A viagem é uma fissura na vida que vivo,descansa minha alma e acomoda meu coração.

A viagem é uma fissura na vida que vivo,descansa minha alma e acomoda meu coração.




Naiana F. 01/10/2010

Clarice Lispetor por ela mesma 2

Um novo pedaço da carta, sinto as palavras e não me sinto só:





"[...]Minha impressão é a de que eu trabalho no vazio, e para não cair eu me agarro num pensamento e para não cair desse novo pensamento eu me agarro em outro. É essa minha vida mental..."***


LISPECTOR,Clarice. Minhas queridas. Rio de janeiro:Rocco,2007,p.127.



***Por favor se alguém copiar assinale a referência, o texto é de Clarice Lispector...não deixa o trecho sem dono..ok?"




Naiana F.01/09/2010

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Clarice Lispector por ela mesma.

Transcrevi abaixo, um  trecho de uma carta de Clarice Lispector a uma de suas irmãs. Tal trecho, é singular, é a autora personificada nela mesma, escrevendo sobre o seu labor de escritora. Com adjetivações bastante canônicas, perfeita carta.Espero, ter tempo para transcrever alguns pedacinhos.



"[...]Eu de novo estou junto da máquina e interrompo meu trabalho rude que é tão duro como quebrar pedras,para lhe escrever e repousar. Você me pergunta se eu tenho trabalhado . Não sei se tenho trabalhado: meu trabalho não tem aparecido. Acho que ele consiste na maior parte do tempo em me vencer. Em vencer meu cansaço e minha impotência. Acho que meu trabalho de elaboração é tão exaustivo que eu depois não tenho ímpeto e a força da realização. É um trabalho acima de minhas forças, eu diria, se ao mesmo tempo não visse que o que eu escolho para fazer é a única coisa que posso. Se isso se chama poder.”





LISPECTOR,Clarice. Minhas queridas.Rio de janeiro:Rocco,2007.p.127.


Naiana F. 30/09/2010

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

fragmentos de discursos

São tantos fragmentos de discursos que escuto, que me fazem lembrar de não esquecer que "meu mundo é infinito e particular". (Claro que ,com todas as licenças autorais, caso não esteja parafraseando a canção completamente.e não sei o autor, só escuto a canção...)

Naiana F.
29/09/2010

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Qual a diferença entre voto nulo e branco?

Qual a diferença entre voto nulo e branco?

Quando mesmo "perco" meu voto?

Qual será a resposta mais inteligente do que estas perguntas?

Estou cansada destes discursos!!

Paciência!!

Naiana F. 27/09/2010

domingo, 26 de setembro de 2010

capa de veludo transparente

Se ,ela estivesse ,hoje, vestida com sua capa de veludo transparente ninguém observaria ela.Talvez, Ele a observasse.Sempre ele.Ela poderia estar vestida com qualquer peça. Ele a via por meio de um raio-X.


Naiana F. 26/09/2010

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Eu tenho a opção 0 nesta Eleição!!!!

Eu tenho a opção 0 nesta Eleição!!!!Eu tenho a opção 0 nesta Eleição!!!!












Eu tenho a opção 0 nesta Eleição!!!!Eu tenho a opção 0 nesta Eleição!!!!














Eu tenho a opção 0 nesta Eleição!!!!Eu tenho a opção 0 nesta Eleição!!!!












Eu tenho a opção 0 nesta Eleição!!!!Eu tenho a opção 0 nesta Eleição!!!!









Naiana F. 23/09/2010





fluxo de pensamento votativo!

Glória( interjeição divina)!


Eu tenho a opção 0 nesta Eleição!!!!


Para livrar-me desse stress maldito!!


Para quê entender de discursos?


Não quero ficar doente, porque deste carnaval. E eu que tenho que ser consciente?

Ou melhor, obrigada pelo discurso de nação?

Naiana F. 23/09/2010

Nós seres ingênuos... necessitamos votar direito,consciente....Como???

Parece que em um sentido geral, o eleitorado brasileiro não confia, não compreende, não vê a utilidade dos candidatos a eleição de 2010.Um certo senhor disse no ônibus"_ parece um covil" outro retrucou "-é um bando de ratos,ratazanas". Depois no ponto,recebo um santinho made in photoshop. Misericórdia!!, gritei. Mas voltando ao descrédito ingênuo que nós creditamos aos futuros defensores da pátria, porque assim eles- o poder discursivo-  nos dizem, nós seres ingênuos, necessitamos votar direito,consciente. Devemos votar no candidato certo. Qual será ele? acho que se eu não manipulasse o photoshop em meu computador, acabaria votando, naquele santinho que ganhei.

Naiana F. 23/09/2010