sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Ela & Ele




Ela...
Olhou os olhos dele. Faiscavam
Sentiu o cheiro dele. Exalava
Observou os dentes dele. Brilhavam


Olhou as mãos dele. Acarinhavam
Sentiu a respiração dele. Desufocavam
Observou a alma dele. Necessitava.


Ele...
Amou a alma dela. Iluminava
Gargalhou das piadas dela. Conquistavam
Tocou o corpo dela. Arrepiava


Amou cada gesto dela. Acalmava
Gargalhou do sorriso e jeito dela. Suavizava
Tocou uma música no corpo dela. Encantava


Ela olhou,sentiu, observou.
Eles faiscavam,exalavam,brilhavam
Ela olhou,sentiu, observou.
Eles acarinhavam, desufocavam, necessitavam.


Ele amou,gargalhou,tocou.
Eles iluminavam,conquistavam, arrepiavam.
Ele amou,gargalhou,tocou.
Eles acalmavam, suavizavam,encantavam.
Eles...
Naiana.P.Freitas@
21/12/09

***Imagem pintada por mim, em 2007.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A negação da solidão por Vanessa da Mata

Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz (2x)

Não me deixe só
Tenho desejos maiores
Eu quero beijos intermináveis
Até que os olhos mudem de cor

Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz

Não me deixe só
Que o meu destino é raro
Eu não preciso que seja caro
Quero gosto sincero do amor

Fique mais, que eu gostei de ter você
Não vou mais querer ninguém
Agora que sei quem me faz bem

Não me deixe só
Que eu saio na capoeira
Sou perigosa, sou macumbeira
Eu sou de paz, eu sou do bem mas

Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz (2x)

Ah ah.ah ah ah ah ah aah
Ah ah.ah ah ah ah ah aah
Ah ah.ah ah ah ah ah aah

Fique mais, que eu gostei de ter você
Não vou mais querer ninguém
Agora que sei quem me faz bem

Não me deixe só
Que eu saio na capoeira
Sou perigosa, sou macumbeira
Eu sou de paz, eu sou do bem mas

Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Tenho medo do inseguro

Dos fantasmas da minha voz

**********AS PARTES EM DESTAQUE: EU PODERIA TER ESCRITO, CONTUDO A INSPIRAÇÃO CHEGOU eM VANESSA DA MATTA PRIMEIRO" ÓTIMA MÚSICA POEMA, BASTANTE MELODICA E POÉTICA.TODA A PARTE, PERFEITA. CONGRATULATIONS!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Amor, por Elisa Lucinda.

Da chegada do amor

Elisa Lucinda


Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.
Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.

Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.
Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a sem-vergonhice
do macho
quanto a sabedoria do sabedor.

Sempre quis um amor cujo
BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado presente futuro
coisa da mesma embocadura
sabor da mesma golada.
Sempre quis um amor de goleadas
cuja rede complexa
do pano de fundo dos seres
não assustasse.
Sempre quis um amor
que não se incomodasse
quando a poesia da cama me levasse.
Sempre quis uma amor
que não se chateasse
diante das diferenças.

Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita
o embrulho
e a outra metade é o
futuro de saber o segredo
que enrola o laço,
é observar
o desenho
do invólucro e compará-lo
com a calma da alma
o seu conteúdo.
Contudo
sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.
Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.
Sempre quis um amor
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.
Sem senãos.
Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.
Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o "garantido" amor
é a sua negação.
Sempre quis um amor
que gozasse
e que pouco antes
de chegar a esse céu
se anunciasse.

Sempre quis um amor
que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.
Sempre quis um amor não omisso
e que sua estórias me contasse.
Ah, eu sempre quis um amor que amasse.