sábado, 26 de junho de 2010

Sem e Com

Coisa boa é uma viagem. É uma coisa que faz você não pertencer e ao mesmo tempo estar em contato com alguma coisa que você não tem controle. Desde do início até depois do fim traz consequências ao viajante. No início decide-se onde quer ir, põe o dedo no mapa e escolhe. Escolhido o destino, arruma mala, compra coisas ou até mesmo se chateia em fazer mala e não a faz. Depois,mala pronta. Destino na mão. Caminho desconhecido. Nada paga.Aliás se você tem mais dinheiro caminhará por um caminho mais desconhecido ainda.Então chega-se ao destino, sente o cheiro do lugar,procura um local para se instalar. Sai, desobrindo o que existe por ali. Conhece gente diversa, ou se aproxima de gente que você conhecia mas que nem falava. Tira fotos, come em restaurantes, compara sua cidade com aquela. O povo com seu povo.E vai a festas, se diverte. Esquece a vida lá que tivera. Descola-se de sua vida conhecida. E  arrisca a reinventar-se. Inventar-se do zero. Sem conhecidos, sem parentes. Sem e Com.Não pertence aquele lugar ali, não pertence aquele momento ali. Nem a ninguém ali. Tanto despertencimento não apavora. Traz a liberdade pura, envolvente,pulsando frenética. Meio louca. Muitos tentam controlá-la e não se divertem na viagem.Outros, por saberem experimentar e por a desejarem querem fazer de sua vida uma viagem constante. Volta, desfaz mala. Mas não desfaz a lembraça,o cheiro, gosto, companhias...nem a liberdade! Essa fica..mas precisa de fôlego e busca sempre por uma nova rota...

sexta-feira, 25 de junho de 2010

CHOOSE *

Algum tempo atrás, fiz um texto sobre o tema:"Choose". Naquele texto procurei levantar algumas hipóteses que levavam a escolha de determinadas obras artísticas. A escolha neste caso, era predominantemente política.Veja por exemplo, a história da literatura nacional. Neste texto aqui, pretendo refletir um pouco sobre as escolhas durante a vida de um sujeito.Para não ser determinista, ou até mística demais colocando a "culpa" no destino,prefiro acreditar na vontade das pessoas. Sim, a vontade é consciente e não existe espaço para "o foi sem querer". Muitas vezes,as pessoas lamentam devido as suas escolhas.Então o mundo está contra elas, ou elas contra o mundo.Algumas vezes estas escolhas se baseiam em pais, avós, namorados(as),amigos,professores.Algumas muitas vezes se baseiam em nós mesmos.É assim, não existe bola de cristal, nem cartas, nem oráculos para afirmar tal caminho ou descaminho.Uma escolha somente será perfeita para aquele que a escolheu.Mesmo sem querer, nascemos escolhendo.Não se pode ter tudo, mas pode-se não ter nada.Pode ser que "ser nada" é uma das coisas que não podemos escolher,porque já somos alguma coisa.Ninguém é invisível e sempre você é um sujeito que interfere. Somos interferências nas vidas dos outros. Esse é o diálogo da escolha. Como disse alguém: "até não escolher é uma questão de escolha"**


* Choose=escolha- optei pelo vocábulo em inglês para dar mais sentido ao meu texto.
**se não estou enganada estouparafraseando Sartre.

domingo, 20 de junho de 2010

coisas com a lógica do senso comum..

1. Você sendo brasileiro precisa torcer pela seleção canarinho, que sofre em cada jogo por um golzinho. Você deve gastar seu tempo torcendo e não existe escapatória em não torcer. Por que? Porque o barulho é tão grande que te impede de fazer qualquer outra coisa que faça uso de sua cognição. Todos ficam sonambulos em frente a Tv. E no meu caso, adoraria ter um pouquinho desse ópio que todo o torcedor bebe,que o faz esquecer a vida mesquinha de brasileiro. Em época de copa,come bola de manhã e de noite, e se tem ressaca de bola. Acho que os bandidos não assaltam,nem matam nestas épocas também não. Ai te falam: ´"-você é o contra cara..! deixa disso, você nasceu onde mesmo?" . Tem gente que não torce por ser do contra mesmo, mas tem gente como eu que não consegue entender, comecei a não entender isso aos 10 anos, essa ideologia forte que conceitua o nosso páis como centro da bola. Nós brasileiros somos os únicos que jogamos bola bem, por isso sofreu ao passar pela Coréia..agora faz uns golzinhos contra Gana..Pena que não vou sentir o alívio de toda uma massa que respira futebol. Pena que não vou me sentir mais cidadã e brasileira, pena..É azar meu pertencer a uma ideologia de ruptura neste contexto pós-moderno. Deve ter sido um pouco isto que os "pós-estruturalistas" sentiram para quebrar aquelas ideias cristalizadas...O Brasil vai bem,melhor agora na copa..depois na eleição será....Se a Seleção já perdeu o brilho do passado, será que tinha? Acho que sim, os outros times não tinham se dado conta da importância de uma copa Mundial..Correram atrás..e só o Brasil permanece perdido no tempo, Se perdemos isso o que nós seremos? ah é melhor torcer..pena que não se torce, se conforma com tudo isso aqui. Vamos torcer...


2. Mulher ter útero não desejar procriar...( texto longo..depois escrevo..)....

Tem mais um milhão ou trilhão talvez de coisas explicadas por esta lógica. Neste momento, não poderei discorrer sobre todas, mas na próxima talvez.

sábado, 19 de junho de 2010

Mais um...

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"[...]Sozinha com o quente sentimento de viver."
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CLARICE LISPECTOR. A maçã no escuro.idem. p.225

sábado, 12 de junho de 2010

FRAGMENTO II:SRª LISPECTOR.

                                                                                                                                 
"[...]Por que teria uma pessoa que decidir cada dia e cada noite?."

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CLARICE LISPECTOR.A maçã no escuro.Rio de janeiro: nova fronteira,1982.p.220
                                                                                                                                                                                     

sexta-feira, 4 de junho de 2010

"Quem era ele?" - fragmento de Lispector

                                                                                                                                                                     
"Quem era ele? Teve a certeza intuitiva de que não somos nada do que pensamos e somos o que ele estava sendo agora,um dia depois que nascemos nós nos inventamos - mas nós somos o que ele era agora."
                                                                                                   LISPECTOR,Clarice. A Maçã no escuro. Rio de janeiro: Nova Fronteira,1982. p.208