sábado, 31 de julho de 2010

Uma apreciação oficial- informal de "A maçã no escuro"

foto tirada por mim,livro da apreciação...
No início da semana, terminei de ler o livro "A maçã no escuro" de Clarice Lispector. Esta leitura perdurou por uns meses, porque não tinha tempo suficiente para entendê-lo.Após, tantas leituras claricianas, acreditei que nesta já estaria totalmente adaptada a ela, Clarice. E não estava, e não estou.

A cada folha que dobrava e não entendia, voltava. Não tenho vergonha de dizer que voltei muitas vezes. E nos intervalos, necessitava ou me obrigavam a ler tantas coisas. Após o primeiro mês de leitura, comecei a lançar voo em suas palavras, que  ecoavam e faziam-me refletir, mais e mais.

No meio do livro, eufórica por saber o fim e me perguntando se aceitaria o fim. Comecei a ler menos.Não queria ver o fim, ao mesmo tempo que sim.O que me deixava curiosa, louca e tudo mais. Era o fazer literário de Lispector. Aquela coisa sem fim que te diz alguma coisa e que você, leitor, necessita estar pronto a saber.

É um livro iniciação? Não, nem tanto. Já que o livro é de 1961. O primeiro é o "Perto do coração selvagem", que também já li.

A maçã no escuro? por que maçã e escuro? por que aquele dialógo inquietante no fim? Por que eu estou tentando escrever sobre o Martim, Vitória, Ermelinda e o professor?  e  a Fazenda? Seria fácil iniciar com: "O livro conta as perípércias de um personagem chamado Martim, que desde o inicio apresenta-se fugindo de alguma coisa, na fuga encontra a fazenda lá se estabelece e..."

Como se faz um homem? intitula o primeira parte do livro.É o que está escondido em toda a narrativa. Depois este homem passa a ser herói. Como se dá isso? Estranho estar tentando escrever isto, é estranho. Porque são tantas ideias, e implicações que por agora, eu poderia aniquilar o livro. Depois, eu até já falei de iniciados, usando uma prática comum da crítica literária tradicional...

O livro é uma enxurrada de ideias. Eu por enquanto, não ouso ir além. Neste instante, vou sentir aquele livro  e o que ele fez em mim. Depois, deste instante de euforia. Tentarei escrever novamente sobre o Martim de Lispector...espero que o instante seja imenso e e possa escrevê-lo em uma página da web.

domingo, 25 de julho de 2010

traduziu...

Ele traduziu diversas páginas,não os meus beijos,sem definição.

Ele lembrou e produziu um dicionário,dos meus beijos,com definição.

Eu e ele trabalhamos,dia e noite, noite e dia, sem pensar.Com amor,

Nós esquecemos,desfazemos o estudo.Após algum tempo,rasgasmos o dicionário..

Não precisávamos traduzir ao mundo, nenhuma linha.

As linhas erámos nós.

Para quê teses,artigos, monografias?
Para quê explicação?
Para quê saber de tudo?

                                                                                                    Naiana P. 24/07/2010

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Ausência...

Ela estava em frente ao espelho chorando. Alguém entrou pelo quarto de repente sem bater. Ela enxugou as lágrimas rapidamente. E o visitante não as viu. Pena que ele, olhou além dos olhos dela. Além das lágrimas, que neste momento, não escorriam.Ele sentiu os olhos melancólicos que gritavam por liberdade. Olhos, boca e corpo inteiro que clamavam por algo além. Algo além da roupa, dinheiro, pessoas em volta. Algo além da superfície, algo não aparente que ninguém sabia. Ela virou-se  levantando os olhos para ele. Ele em silêncio obedeceu e aproximou-se. Abraçaram-se. Ela e Ele buscavam o um e os dois neste momento.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

"a gente não entende..."

***
"[...] Tudo o que a gente não entende,se resolve com amor."

Clarice Lispector, p.267- A maçã  no escuro.
*********

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Tempo...

Vários escritores já se debruçaram sobre o tema: "tempo".Em épocas, contextos diferentes, em gêneros diferentes. O tempo explode para eles em forma de carta, poema, conto.Pode ser que o tema "tempo" esteja concorrendo com o tema "amor". Os dois andam ora juntos, ora separados. Ambos continuam a ser enigmas. Eles continuam sem definição. Porque cada qual dá a eles seu sentido. E o sentido não é apenas linguistíco. É aquela coisa do sentir. É tão difícil definir sem palavras o que cada um é. E com palavras tudo é tão parcial.Os enamorados pela vida e pelo outro tentam dizer aos que não fazem parte de sua confusão, o que é amor. Mas como dizem, somente os privilegiados, podem vir a sentir amor pelo outro. Não sei por qual perspectiva se é privilegiado,ou desprevilegiado de alguma coisa. Então desisto de discutir sobre o amor. Pergunte ao enamorado mais próximo que encontrar e obterá a resposta.Se o que ouvir não for satisfatório, ame.Ame do seu jeito. Por outro lado, o tempo atinge a todos, e não usa flechas nem feitiço. O tempo chega a todos. Ao nosso corpo físico e a nossa alma. Dizem que o melhor deste processo é amadurecer,crescer e encontrar até mesmo tempo para viver e ser menos infeliz.Só acho que a gente não tem todo o tempo do mundo para viver e ser "feliz". Porque tudo é tão rápido e fugidio, que só se sente os problemas das coisas. E muitas vezes os problemas são tão grandes, que quando acabam não sobra tempo para sentir a "felicidade" que vem depois.Só sei que : " Todos os dias quando acordo,Não tenho mais o tempo que passou".Renato Russo(tempo perdido)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Suspiro

Em baixo de um suspiro, habita alguma coisa que poucos conseguem sentir. O suspiro é uma reação daquela ação sentida anteriormente.O suspiro traz um cansaço da vida em alguns, ou a frustração de um sonho em outros. É um bocejo que a alma produz e não o corpo.

Naiana Freitas 05/07/2010

sábado, 3 de julho de 2010

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Sonho...


Todos temos um. Um menor do que o outro.Ou um grandão. Uns querem ter uma bicicleta, um par de patins,um carro, casa, apartamento. Outros querem ser alguma coisa, ser diferente daquilo que seus pais foram,irmãos ou avós.Sempre um sonho. Uns acham bobagem sonhar, é coisa de tolos. Outros preferem sentir a vida atráves de um sonho. Uns corajosos unem o sonho com a vida. E se dão bem, às vezes nem tanto.Porque o sonho só vale para aquele que sonha, não para o outro.O outro já sonha outra coisa.Qualquer coisa,menos o que aquele sonha. E isso pode ferir o sonhador. E algumas vezes fere. Algumas vezes sem querer, porque o outro está  condicionado a não compreender.E o sonhador se sente só, atordoado e cabisbaixo. Sente aquela pergunta dolorosa: "Para quê sonhar?" a vida é um pesadelo constante,lhe dizem .E o sonhador corajoso tem vontade de recuar, e desistir. Mas na vontade repara, que a pergunta dolorosa não vê, não sente, e não pode ser capaz de criar um sonho só dela. É por isso que acredito nos sonhos dos outros, porque eu acredito nos meus. Que no mundo comum, são tolos.