domingo, 29 de agosto de 2010

chegar ao meio...

Ela só podia chegar ao meio dela. E muitas vezes com dificuldade.Se ela pudesse, chegaria ao meio dele para sentir o que ele sentia...não por meio de palavras.Essa é a sintaxe mais fácil, tinha gramática. A sintaxe mais díficil é a do sentir...

Naiana F.
29/8/2010

sábado, 28 de agosto de 2010

Ano de eleição...

Acho que todo ano deveria ser ano de eleição...tudo fica tão mais perfeito, os serviços então,tão eficientes...

é tanto discurso bonito, tudo tão lindo, seria extremamente perfeito, se não fizesse letras...

Mas, já que faço e não sou humorista, posso ironizar um pouco...

veneno bom esse!

Tudo lindo,tá tudo lindo,maravilhoso!!

Naiana F.  28/08/2010

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Diálogo amoroso

Diálogo amoroso



Segundo o cristianismo, João e Maria foram os pais adotivos do filho de Deus. Segundo o curso de letras, João e Maria são os sujeitos mais usados em oração, em comparações e exemplos. Segundo eu, João e Maria é um casal. Eles moram juntos e separados. João vive cansado de ser João ninguém e Maria de ser aquela que vai com as outras. Eles chegam em casa estressados com tanta frustração. Maria faz cara de zangada e diz:


-você comeu hoje? Vamos sair para comer ali?


João, na calma danada, diz:- não quero não!


Maria insiste. Fecha mais a cara:


- não falo com você mais...


João fica quieto nem se mexe, ou se apavora, toma banho. E volta a conversar com ela. Ele faz logo uma piada. Maria não quer dar risada. Ele insiste. Uma piada é lançada. E ela dá gargalhada.


É o dialogo mais amoroso que já ouvi. Dizem que quem ama, briga, porque “amar” sem discussão, ciúme, competição não é amor. Talvez meu ouvido esteja surdo. Segundo eu, esse Eros dialogado é perfeito.






Naiana Freitas 26/08/2010

domingo, 22 de agosto de 2010

sábado, 21 de agosto de 2010

Os homens...

Os homens não são fortes´por dentro. Uns são fortes por fora. Qualquer um pode ser.Os homens de tão fracos que são construíram ao longo um tempo uma couraça embalsamada ao corpo, chamada discurso.Este tipo de material não envelhece, ou apodrece  feito carne de animal. Pelo contrário, fortifica-se com o tempo. Um homen fraco encontra um outro mais fraco. Eles precisam de um escudo para não ser ameaçado. E não perder o poder. Então, pega tua pena e começa a escrever, deste tabuinhas ao material digital, escrevendo tipo assim: " aqui eu mando e sou obedecido", " bato em você, pode ir..." ; " êta que essa mulher é boa..."; "eu posso...sou homem.." " só caso com virgem"; " pego qualqer uma..se for muda e surda então melhor ainda.." Eu posso"
Eles nunca admitirão o que são, ( neste caso, não estou generalizando, como dizia um professor meu, generalizar nestes tempos é perigoso.) Tem mulheres, crianças, esposas, mães, empregados que mesmo sabendo que os homens não são o que dizem ser, fingem não saber..dá trabalho..muito trabalho saber e agir.
Estes homens estão sozinhos.E o que não estão um dia estarão, porque a paixão acaba, o carro, moto quebra..já que estes querem mulher..como mercadoria..
só rindo..nem quero discutir com estes ...
Eu posso escrever! viva aos tempos novos  que rasgam a tradição! :)

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Adélia Prado

FATAL




"Os moços tão bonitos me doem,

impertinentes como limões novos.

Eu pareço uma atriz em decadência,

mas, como sei disso, o que sou

é uma mulher com um radar poderoso.

Por isso, quando eles não me vêem

como se dissessem: acomoda-te no teu galho,

eu penso: bonitos como potros. Não me servem.

Vou esperar que ganhem indecisão. E espero.

Quando cuidam que não,

estão todos no meu bolso."



Adélia Prado

Helena Parente Cunha

"[...]Abrigada em teu sorriso/ Espero teu ombro morno/ e o claro espaço do abraço/em que decifras meu silêncio nas convergências do corpo"



Helena Parente Cunha

É que nós somos modestamente o nosso processo"Clarice Lispector

"[...]Para dizer a verdade,não tenho a menor vergonha de, não sendo nada,ser tão poderoso:É que nós somos modestamente o nosso processo"Clarice Lispector- in a Maçã no escuro

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Eu quero ser é Deputada Federal..

Pobre sofre... e pobre que estuda sofre mais..

Eu quero ser é deputada Federal..

Preciso rir, dar gargalhada ...


Se não morro com tanto absurdo!

Naiana F. 18/08/2010

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Quando Salvador parar tu vens chamar-me?

Este é só mais um relato do "trastorno transportístico" que nós soteropolitanos- suburbanos- passageiros de ônibus lotado sofremos.Segue o pequeno relato, acompanhem:

Na segunda-feira, dia 16/08/2010, estava no ponto de ônibus. Cheguei lá às 17:40. Começa a chover. O ponto não possui teto suficiente para tanta gente sem sombrinha. Como estava com uma, precisei sair e dar espaço.Às 18:00 aparece um ônibus. Peguei. Para ir sentada preciso ir para o destino final da linha para depois voltar para casa. Essa ida e volta, leva tempo. O ônibus lotou. Desta vez não houve briga. Porque as brigas neste espaço tem um caratér peculiar.Por que? Poque parecem aquelas lutas épicas de sobrevivência. Pegar ônibus é uma prova de sobrevivência. Haja luta, discussão pelo cantinho. Normalmente,sou esmagada no ônibus. Primeiro porque sou magra. E magro só tem vez em passarela. Depois, tenho que me manter o tempo todo sobrevivendo nos espços da vida, e não sobra tempo para lutar no ônibus.Cheguei em casa às 20:45, na maior chuva, vento,frio.Cansada.
Quando Salvador parar de vez (vo)Cê vem me chamar e nem adianta vir de carro, moto, ou bicicleta...acho que é necessário ter um helicóptero e sua família for grande um avião.

Naiana P. -17/08/10


sexta-feira, 13 de agosto de 2010

coração...

" [...] Também,trato meu pobre coração como se fosse uma criança doente: dou-lhe tudo o que pede.Mas não diga a ninguém: há pessoas que não me compreenderiam."

IN:GOETHE. Os sofrimentos do jovem werther.p.17

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

é para entender?

Ela respirou ,hoje,fundo e aguentou. Ninguém soubera o porquê.

Ela, porém, sabia.Ela não entendeu.Mas no fundo se sentia.

Talvez mais bela e forte.Quem sabe como uma Joana ,de Lispector,  com  os seus cavalos novos!


risos.muitos.muitos.muitos...é para entender?

Naiana Freitas 12/08/10

domingo, 8 de agosto de 2010

Ele finge que não sabe o que você sabe...e você faz o mesmo.

Se você for existencialista, pode em pleno dia dos pais, descobrir que aprendeu mais que seu pai. E que agora parece, que ele precisa mais de você. Do que antes. Porque antes, você era incapaz de perceber, ele sem sua capa de herói. Ele de carne e osso.E agora,tu descobres que ele é um corpo frágil como o seu, um corpo sensível. E que se mostra ,agora, sem necessitar se esconder. A casa  que antes estava cheia de crianças, agora, está com elas em retirada. Cada filho segue teu rumo, e sempre um fica. Quem sabe você ,que é o mais sensível para perceber, o seu pai de agora.Muitos dizem que foi covardia sua não ter saído de casa logo, enquanto podia. Mas acredito que no fundo, você é muito mais corajoso do aqueles que se foram.Porque você fica lá de frente para o seu pai. Fingindo que não percebeu a sua fragilidade.Ele por sua vez, percebe que você já está na idade de saber e sabendo que você sabe, ele finge que não sabe o que você sabe...e você faz o mesmo.Não por pena, mas sim por amor.

sábado, 7 de agosto de 2010

sonho, coração e Werther...


Minha mãe contou-me uma história recentemente, para vocês que desejam saber qual é,leiam estas linhas. A história é singela e garantiu a mim uma mistura de sentimentos. Sendo que passei pela inveja, raiva, tristeza e no ponto mais alto melancolia.
A historiazinha é assim, Mãe conheceu um pedreiro, um homem bem simples, que a convidou para ir na casa dele acertar o trabalho que ela pagaria para que ele fizesse. Neste caso, o trabalho do pedreiro seria levantar algumas paredes. Minha mãe consentiu  em ir na tal casa.
Chegando lá, ela conheceu a esposa do sujeito e seus dois pequeninos filhos.Conversou com a mulher, e se espantou por tanta simplicidade, calma e ingenuidade do casal de dois filhos.Se espantou tanto que chegou em casa,com o seguinte comentário: "nunca pensei que havia gente assim na cidade."
Lá na conversa,minha mãe descobriu que a esposa do cara,estava estudando à noite. E que o marido orgulhoso, cuidava dos filhos só para que ela frequentasse o colégio.O pedreiro disse-lhe com um ar triunfante :"...que por ele faria de um tudo pra que sua mulher se formasse.Porque ela tinha um sonho, e que para isso seria necessário estudar....".
Minha mãe curiosa, do jeito que é, perguntou pelo sonho. E a mulher na simplicidade disse-lhe que "sonhava em trabalhar na C&A..." . A história não acabou neste ponto, com certeza, já que sei que minha mãe falou a ela sonhos maiores...Mas  ouvir até este instante basta.
Quando tomei conhecimento desta história, ocorreu-me aquele misto de sensações. Primeiro senti inveja, porque desde que eu lembre de mim como gente, eu sonho em ser "coisa" grande, como astronauta, oficial da marinha etc...Senti inveja da simplicidade do sonho.De um sonho só. Eu que sonhei tantos, sonho-os ainda.Depois, senti raiva de mim.Para que sonhar tanto? E não viver? Querer tanto e não chegar? ou Chegar e sentir que não chegou?. Assim, gritei, sinto raiva de mim porque quero tanto.E o tanto não basta.Porque só vivo para querer.Com tanto questionamento, senti a tristeza. A tristeza de ser consciente de tudo. De saber o que está na frente e atrás das coisas.E saber que meu grau de felicidade está tão extrapolado que a felicidade tornou-se um elemento discursivo difuso, confuso e ilusório.A consciência da ilusão traz a mim, a melancolia.E é está que aflige.Dizem que os escritores melancólicos são mais sucedidos em morte, quem sabe, encontro o auge da produção quando a morte acontecer...
O melhor desta situação toda é que compreendo tudo tão claro, e aprendi a respeitar os sonhos alheios. E neste respeitar, respeito meus sonhos, que são só meus.É no contato com o outro que você descobre o desabafo de Goethe por Werther: ".[...]Ah! o que sei,todos podem saber...Mas este coração é somente meu.".(GOETHE,J.W.Os sofrimentos do jovem Werther,p.99.São Paulo:Abril,2010.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Os amigos possuem aquele poder de deixar a nossa alma,que ás vezes já tão fatigada, mais leve.

                                                                                                                                                
Os amigos possuem aquele poder de deixar a nossa alma ,que ás vezes já tão fatigada, mais leve.
Pode ser aquele amigo de sempre, aquele amigo que nos acompanha, ou aquele que reencontramos...
O que importa é que são amigos.E nós felizmente precisamos deles,
Pois, voar sempre é fantástico.
Queridos, obrigada pela tarde...

NPF -05/08/2010.
                                                                                                                    

domingo, 1 de agosto de 2010

será que é no intuito de travar uma discussão hiper-super-mega feminista?

A doença às vezes, traz algumas oportunidades inusitadas. Como por exemplo, assistir a um filme bem velho em frente a tv. Neste domingo, a doença me proporcionou isto. Assisti ao velho filme: Um lugar chamado Notting hill. Na verdade, assisti ao fim do filme, ou precisamente a parte que Julia Roberts, não sei o nome da personagem que representa no filme, para em frente a Hugh Grant  e diz,quer dizer, mais ou menos diz assim: "lembre-se que sou apenas uma mulher pedindo para um homem para ser amada".Essa é a questão,porque capturei essa frase? será que é no intuito de travar uma discussão hiper-super-mega feminista?

Não.

É para chegar a pergunta elementar, que todos desejamos. Ou ao assunto primordial que move a maioria.:Ser amado, desejado, adorado por alguém. E por isso, necessito discutir isto longamente, em um próximo momento , até quem sabe discutindo, a questão de gênero...

Freitas, Naiana. 01/08/2010