terça-feira, 30 de novembro de 2010

a frase fica pelo avesso...

Citando a Ana Carolina,


"[...]a frase fica pelo avesso..."


                                      porque estou sem inspiração!


Npf.
30/11/2010

sábado, 27 de novembro de 2010

Só sei que estou limitada a escrever em meu blog!

Aos meus poucos leitores,

Saibam vocês que após a inscrição de vários textos de genêro reclamativo nestes dias,e em outros...É meu hobby me indignar!

Então,Eu enviei minhas reclamações aos jornais,para aquelas colunas tipo:"Espaço do leitor".Como sempre não recebi feedback.Assim ,movida pela indignação, que parece que morrerei com isso...,procurei por todos os programas televisivos que a cidade de Salvador dispõe para reclamações, linkei em tudo que assinalava uma interlocução público-editor..mas não deu certo.Por fim,cansada e quase certa de que não conseguiria nada, escrevi minha reclamação, em um local impróprio.Visto que,o espaço deveria ser somente para elogios.Então,blog querido, tu és o único espaço que tenho para gritar contra o "[...]sistema é maus, mais minha vida é legal.."(Vamos fazer um filme-Renato Russo)

Naiana Freitas- 27/11/2010

Preciso reclamar 2!

Preciso reclamar 2!

As obras no campus de Ondina, em frente ao PAF3 estão paradas. Estes obras iniciaram desde início do semestre 2010.1. Nós estudantes passamos o inverno inteiro andando por cima de pontes improvisadas de pedras e madeiras. Agora, que estamos na primavera fazendo bastante sol, a poeira com o vento levanta fazendo enormes redemoinhos. Além disso, muitos dos tapumes colocados para isolar a área de realização da obra caíram dificultando a passagem, fora que podem cair em cima de qualquer um que passa. Acredito que as instituições estudantis compostas por estudantes de diretórios acadêmicos, centros acadêmicos estão mais preocupados com assuntos como a legalização da maconha, como pode ser visto, em pleno almoço no restaurante universitário de Ondina. Os estudantes munidos de auto- falantes e de um som horrível gritavam “– nós não estamos fazendo apologia não, queremos a legação desta plantinha.”. Agora, imagine estaremos nós os não fumantes de nicotina a mercê da fumaça da maconha a qualquer hora do dia. Coisa que acontece na própria universidade, os usuários universitários e os amigos não universitários possuem regalias. Já que é possível, perceber ás 18h perto dos bancos em frente a biblioteca Reitor Macedo Costa a fumaça proveniente da queima. Como se pode pensar em legalização já que os líderes estudantis não possuem nem poder para reclamar de um trânsito feroz em frente a sua universidade? Como eles podem vir a discursar “conscientemente” acerca deste assunto? Quem são estes estudantes mesmo? Porque sem nenhuma dúvida eles não são de forma alguma os meus representantes.E as estações passam...os problemas se acumulam!



 
Naiana F.

21/11/2010





Postado por Naiana P. Freitas às 15:26

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

E o tempo...passa.

E o tempo...passa.
foto: escada ILUFBA,outubro de 2010.

NPF.25/11/2010



                                                                                                         

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Meu amor- FLORBELA ESPANCA

DAL FARRA, Maria Lúcia. (ORG). Poemas de Florbela Espanca. São Paulo: Martins fontes, 1996.p.309
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Meu amor- FLORBELA ESPANCA


De ti somente umnome sei, Amor,
É pouco, é muito e é o bastante
Para que esta paixão doida e constante
Dia após dia cresça com vigor!


Como de um sonho vago e sem fervor
Nasce assim uma paixão tão inquietante!
Meu doido coração triste e amante
Como tu buscas o ideal na dor!


Isto era só quimera,fantasia,
Mágoa de sonho que se esvai num dia,
Perfume leve dum rosal do céu...


Paixão ardente, louca isto é agora,
Vulcão que vai crescendo hora por hora...
O meu amor, que imenso amor o meu!

domingo, 21 de novembro de 2010

Preciso reclamar 1!

Os carros na Avenida Ademar de Barros passam a qualquer hora do dia em alta velocidade, não respeitam os pedestres nem o semáforo. Os motoristas não param na faixa localizada em frente à portaria 01, da UFBA. Fazem ultrapassagens perigosas, ainda não atropelaram nenhum ser humano, mas já atropelaram micos e macacos que tentam passar pela rua. Gostaria que os órgãos competentes instalassem foto-sensor nesta localidade.

E o amor já existiu?

E o amor já existiu?


A construção do amor romântico foi subjugada. Já que amor é sinônimo de sexo e o sexo tornou-se demasiadamente banal. Parece-me que com raras exceções um relacionamento entre sujeitos ocorre de forma que o dito cujo venha depois de um tempo. Nesta era tudo se aproxima tão antes. Eu não sei se sobra tempo para sentir alguma coisa. Acho que pressa virou sentimento.





Naiana F. 21/11/2010

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Os meus versos *FLORBELA ESPANCA*

DAL FARRA, Maria Lúcia. (ORG). Poemas de Florbela Espanca. São Paulo: Martins fontes, 1996.p.55
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Trocando olhares(1915-1917)- FLORBELA ESPANCA
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Os meus versos


Leste os meus versos?Leste? E adivinhaste


O encanto supremo que os ditou?


Acaso,quando os leste,imaginaste que era o teu esse olhar que os inspirou?


***
Adivinhaste?Eu não posso acreditar


Que adivinhastes, vês? E até, sorrindo,


Tu disseste para ti: “Por um olhar


Somente, embora fosse assim tão lindo,


***

Ficar amando um homem!...Que loucura!”


- pois foi o teu olhar, a noite escura,


(eu só a ti o digo, e muito a medo...)


***
Que inspirou esses versos!Teu olhar


Que eu trago dentro d’alma a soluçar!


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Ai não descubras nunca o meu segredo!


8/4/1916 Florbela Espanca

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Poema Fumo (Florbela Espanca)

DAL FARRA, Maria Lúcia. (ORG). Poemas de Florbela Espanca. São Paulo: Martins fontes, 1996.p.173.



Fumo


Longe de ti não há luar nem rosas,

Longe de ti há noites silenciosas,

Há dias sem calor, beirais sem ninhos!

 

Meus olhos são dois velhos pobrezinhos

Perdidos pelas noites invernosas...

Abertos, sonham mãos cariciosas,

Tuas mãos doces, plenas de carinhos!



Os dias são outonos: choram... choram...

Há crisântemos roxos que descoram...

Há murmúrios dolentes de segredos...
 

Invoco o nosso sonho! Estendendo os braços!

E ele é, ó meu Amor, pelos espaços,

Fumo leve que foge entre meus dedos!...



Longe de ti são ermos os caminhos,

sábado, 13 de novembro de 2010

Um estado de não neuroticidade...

Um estado de não neuroticidade...

Um estado de não neuroticidade permitiu que escrevesse sobre “uma experiência tola, para meu prazer”. E um estado de constante observação cientifica também colaborou para as análises das conversas, dos comportamentos alheios. Não é fofoca é ciência. Agora, a partir de observações minhas posteriores a esse primeiro texto, e de alguns comentários que recebi, Eu resolvi escrever esse novo texto, que de certa forma já é velho porque irei falar sobre o mesmo assunto: relacionamentos.

Penso neste estado neurótico que em muitos casos atrapalha os relacionamentos do “Eu e os outros” ou do “Eu com os outros”. Muitas pessoas acreditam que os problemas relacionais provêm dos outros. Fato é que na maioria das vezes surgem de nós. É claro ,que existem aqueles outros que trazem em sua corcunda um histórico complexo de não relacionar-se bem com ninguém,mas falarei dos problemas relacionais referentes ao “Eu”,já que estes me interessam.

Quando me referi a neuroticidade feminina, desejei acentuar este emaranhado ideológico em que somos formadas, educadas. È como se você não reclamasse de homens, não comentasse o seu desejo de casar e te ruma prole de filhos, ou tipo o que já ouvi: “ele é um grosso, mas é bom naquilo”. Você não fosse um sujeito participante daquilo que as pessoas julgam ser o relacionamento entre homens e mulheres. È claro que me refiro ao relacionamento amplo, aquele em que se formam conjugues e quase nunca são amigos. Estes comportamentos me fazem sentir um peixe fora d’água porque tais condutas são tão-tão minguadas. Para que perder tempo com isso? Quanto aos homens poderia avançar com maior propriedade em suas conversas,mas se o fizesse precisaria estar mais junto a eles e para estar tanto tempo assim,possivelmente ouviria algo que não me agradaria.

Em todo o caso, a pergunta: tenho tempo para ser dona de alguém? Pode ser ampliada. Acredito que não há tempo para se fazer isto, porque eu mesma somente sou dona do meu texto agora e futuramente será de quem lê. A mãe só pode ser considerada dona de alguém enquanto tem o feto dentro de si, depois é outra história. As pessoas em geral teimam em fazer isto todo o tempo “ser donas de alguém” como resultado não vivem. É a construção do amor delas. Elas deveriam se perguntar “será que tenho tempo para amar? gostar de alguém? Sem nada em troca? Algo que dependesse do “eu” não dos outros, outro ou outra?

Só perde quem é dono de alguma coisa. Só ganha neuroses quem é dono de muitas delas. Só ama quem tem tempo. E amar pode dar menos trabalho do que possuir. É por isso que somente me preocupo com coisas grandes, coisas que dependem de mim para resolvê-las. E deve ser por isso que me preocupo em amar. Em amar o meu motivo, e assim posso me sentir muito bem em afirmar que tudo que faço passa por esta frase e tudo que amo também: “Eu aceito você tão sem condições que [acho] que isso me engrandece. Lispector, p.139.”

Naiana F. 12.11.2010

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Poema de E. E. Cummings por Ana Carolina

Poema de E. E. Cummings por Ana Carolina



Eu gosto do seu corpo

Eu gosto do que ele faz

Eu gosto de como ele faz

Eu gosto de sentir as formas do seu corpo

Dos seus ossos

E de sentir o tremor firme e doce

De quando lhe beijo

E volto a beijar

E volto a beijar

E volto a beijar

Naiana F.9/11/2010



segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Uma experiência tola, para o meu prazer...

Uma experiência tola, para o meu prazer



Tenho descoberto o quão neuróticas algumas mulheres são quando o assunto começa com h, na língua portuguesa é claro, e terminha com m: Homem. É incrível como algumas delas se comportam, se lamentam, se chateiam com eles. E acredito que por serem humanos eles devem fazer a mesma coisa. Elas embirram com tudo que eles fazem ou não fazem. Elas falam para as amigas: as mulheres não prestam, elas roubam seu marido, namorado ou qualquer coisa que valha para você, na sua frente. Fico a pensar, é tanto seu e meu que o sujeito é apenas um enfeite. Esse enfeite tem que ser mostrado às outras ou outros.. Mas, repare ao mesmo tempo deve escondê-lo para que não ocorra um seqüestro dele para coração alheio. Eu escuto tudo isto e não consigo me conter na gargalhada e pensar: nossa tenho que me afastar de todos eles e elas... Na verdade ser dona de uma casa que não anda, fala ou beija dá trabalho, tentar ser a produtora de um texto dá trabalho em dobro ou triplo. Imagina se eu tenho tempo para ser dona de alguém?E discutir sobre as atitudes desta pessoa com outros, como se tudo isso fosse uma experiência tola, para o meu prazer?Parece que por um continuísmo psicológico, estético, cultural costuma-se dizer que mulher fala para desabafar. Em alguns casos, elas falam para exaltar o erro e não estarem sós. Porque é melhor saber que todos os homens são iguais do que não ter nenhum para matar a amiga de inveja. È a lógica que me incomoda. Por alguns motivos. Motivo 1: as relações de gêneros nas formações discursivas de homens e mulheres dá pano para manga e tese de doutorado (risos) Motivo 2:Se cada um vivesse a sua vida para felicitar o seu amado,ou desgostá-lo o fizesse por sua vontade...porque quem são os interessados destas reciprocidades são os amados ou os desamados. Quem tem haver com isso?



Naiana Freitas 08/11/2010.





domingo, 7 de novembro de 2010

ops..estrada.

ops...
Adoro imagens de estradas, então esta é a foto que tirei de mais uma estrada encontrada pelos caminhos que ando a percorrer..
Universidade sudoeste da Bahia, 11 de outubro de 2010.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

" Eu sempre disse a mim mesma que o amor que os outros têm pela gente cria mais deveres do que o amor que a gente tem pelos outros,"

" Eu sempre disse a mim mesma que o amor que os outros têm pela gente cria mais deveres do que o amor que a gente tem pelos outros,"

Lispector, Clarice.Minhas queridas.Rio de janeiro:Rocco,2007.p.137.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Os Versos que Te Fiz.

Os Versos que Te Fiz.

(Florbela Espanca)



Deixa dizer-te os lindos versos raros

Que a minha boca tem pra te dizer !

São talhados em mármore de Paros

Cinzelados por mim pra te oferecer.



Têm dolência de veludos caros,

São como sedas pálidas a arder ...

Deixa dizer-te os lindos versos raros

Que foram feitos pra te endoidecer !



Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda ...

Que a boca da mulher é sempre linda

Se dentro guarda um verso que não diz !



Amo-te tanto ! E nunca te beijei ...

E nesse beijo, Amor, que eu te não dei

Guardo os versos mais lindos que te fiz!



Autoria: Florbela Espanca

Citando mais uma vez Clarice Lispector...

Citando mais uma vez Clarice Lispector...



“Eu disse a uma amiga:


— A vida sempre superexigiu de mim.

Ela disse:

— Mas lembre-se de que você também superexige da vida.

Sim.”



Disponível em:http://www.claricelispector.com.br/autobiografia.aspx