domingo, 30 de janeiro de 2011

"[...]Tenho sempre que me  lembrar que tudo que consegui na vida foi à custa de ousadias,embora pequenas..."

Lispector,Clarice. Minhas queridas.Rio de Janeiro:Rocco,2007.p.206

sábado, 29 de janeiro de 2011

- A little comment about Post colonial literature-

- A little comment about Post colonial literature-

In the post colonial literature the writers observe the relationship between their country and their colonizers. After long years of domination, the writers think about the domination in their territory. There are two main forms of domination by force and also by symbolic discourse. There are some characteristics about the post colonialism literature: the language, the culture and the ideology. In post colonial literature, we can see a new appropriation of language, because, there are words that are repeated constantly and new words too. For example, the native, during the period of colonialism (new colonialism) lost his own language. When the colonizers go out of country the natives mix their language with the empire language. I believe that the cultural and ideological aspects are almost the something, because one factor depends of other.

December, 2010. Naiana Freitas

Entre

Entre

Se entre tudo
Se entre todos
Se entre ela e ele
Se entre beijos
Se entre toques
Se entre mãos
Se entre o trato
Nós,
Entre nós,
Há o consolo...


Sem data
Naiana Freitas

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Arrisquei muito, e já que era para queimar... Queimei logo o corpo todo.

Arrisquei muito, e já que era para queimar... Queimei logo o corpo todo.

Será que um texto pode mudar a vida de uma pessoa?Acho que no meu caso, mudou. Muda a cada dia. Sou amante dos textos. E neste inicio do ano, sem nenhuma expectativa, encontrei um texto... Que de certa forma mudará meu comportamento enquanto estudante de língua inglesa. Claro, que o texto não veio sozinho... O busquei. Ele foi lá e trouxe uma companhia. Aliás, duas companhias. Duas companhias que em medidas diferentes sussurraram, gritaram: você é capaz!. Além disso, foi o encontro com a minha escolha. Escolhi a minha profissão. Escolho instigar sempre alguém a ler alguma coisa, que diga os meus irmãos. Tadinhos! . Por que faço isso com eles? Porque a literatura é a minha paixão. Ela só é paixão, quando a tento expressar para alguém,para os meus alunos, o que ela faz. Porque no resto do tempo, ela é perene e por ser perene, pode ser amor. Engraçado, neste ano não fiz nenhum plano..foi estranho é verdade. Iniciei-o sem nenhum peso nas costas. E hoje, vejo o plano todo aqui na minha frente, aos meus olhos. Ele não foi feito por mim, desta vez não. O plano, desta vez, é a busca pela identidade. Como? Eu não sou ninguém? A minha identidade pessoal já possuo. A profissional também. Falta mais alguma? É porque sou cheia de RG´S.... A que estava faltando renasceu. Devo isto à Virgínia Woolf´s, a professora potencializadora, a amiga, (viu? Você mesmo). A minha companhia de sempre, é muita suspeita deixa quieta... No fim, no finzinho agora..eu só posso dizer:Thanks!!!!!..
A verdade é que me arrisquei muito, e já que era para queimar... Queimei logo o corpo todo. E valeu a pena ê,ê ! Ainda bem que a pomada: passar! Aliviou minha dor e me tornou mais forte! Meu rosto incendiou naquele dia.... Totalmente! E hoje foi um dia glorioso! E nem caiu a ficha! :)



Npf-27/01/2011

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Gentilezear..

Onde se escondeu a gentiliza das pessoas? Quando a encontro,fico é surpresa..e bem. E por me sentir bem, procuro gentilezear quem encontro...mas acho que as pessoas não..


NPF-26/01/2011

domingo, 23 de janeiro de 2011

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

"Vocês esperam uma intervençaõ divina mas não sabem que o tempo agora está contra vocês"

Fátima-Renato Russo & Flávio Lemos

NPF-21/01/2011

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

somente é fácil reclamar para as pessoas "erradas": as "certas"tem razão.

Como sempre você reclama,mas eles que estão no poder, dizem o que dizem,fazem o que fazem..e ainda dizem que não houve motivo para você reclamar.Porque tudo é ilusão, e você deveria estar naquele momento que reclamou, por aquele motivo, simplesmente alucinado, cego, ou analfabeto.Ou até sem nada para fazer..parece até que é fácil reclamar. Aliás, somente é fácil reclamar para as pessoas erradas. Quais são as pessoas erradas? Aquelas que são subalternas como você. Então o sistema acaba com teu cerébro extraindo sua criticidade, e você só reclama com quem não pode fazer nada..Parecendo aquela briga eterna de marido e mulher.Então, sem canais de reclamações, tenho que usar o meu sintaxe.Ou mudar de planeta!

:) :(
NPF -19/01/2011

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Era quase uma vez se não fosse sempre...

Parece que estão pagando para que eu seja contra o órgão que organiza o transporte coletivo de salvador, mas na verdade são tantas observações diante da inexatidão lógica desse órgão que me apavora tanto... Em meu pouco tempo livre, entre uma propaganda e outra..contando o relógio para ir dormir. Olha que encontro a mais nova preciosidade da organização. Sábado a noite, lá vem a história... A propaganda comemorativa dos 30 anos... Uma criatura entra no ônibus, ela diz que pega o mesmo carro todos os dias e que conhece o cobrador. Tão amigável tanta harmonia. Então, teve um dia que a criatura estava indo ver a irmã na maternidade e no meio do caminho o telefone toca avisando-a : -seu sobrinho nasceu! A criatura ficou tão alegre que a primeira pessoa que deu a maravilhosa noticia foi ao cobrador. Assim no the end, o narrador avisa algo do tipo há 30 anos participando de sua vida... Se eu fosse uma fada e ao redor de mim só existissem sininhos..eu iria agradecer, com um obrigadão...mas como não sou fada nem conheço nenhum outro ser místico..preciso pegar ônibus de manhã... Hoje por acaso,o ônibus estava com a porta quebrada. nós pagamos esse valor caro só para comprar novos pneus.




Naiana Freitas- 17/1/2011

domingo, 16 de janeiro de 2011

Só o professor de matemática é gênio é por isso que ele ganha mais!

Lendo o jornal hoje pela manhã, observei um anúncio de jornal no qual informava:
ESTAGIÁRIOS DE MATEMÁTICA R$ 10,00 HORA AULA

ESTAGIÁRIOS DE LETRAS R$ 6, OO HORA AULA
Usando de uma frase feita, é um absurdo....

As pessoas pensam que qualquer um pode lecionar português, como não especificam a língua, pressuponho serem as vernáculas... Não é qualquer um que pode dar aulas de matemática. Porque é comum em uma sala de 30 alunos somente 5 passarem em matemática. E o professor não tem nada a ver com isso, matemática é a matemática e ninguém é gênio... Só o professor é gênio. Por outro lado, aulas de português são mais legais, qualquer um que nasceu na língua pode ensiná-la. Como vi no outro dia, letras ou filosofia para aulas de português. Qual a ligação entre elas, mesmo? Só se penso que a linguagem é a forma de externar meu pensamento... Só que ao contrário das aulas de matemática, em que alunos perdem o ano letivo, e o professor não tem nenhuma participação no processo. Os professores de português são os responsáveis por tudo. Tudo: ortografia, produção escrita, produção oral, leitura, estrutura gramatical etc.. Se um pai, um coordenador observa que o aluno está escrevendo caSa com Ç o problema é o professor que não sabe ensinar.Não sabe ler, não sabe escrever e blá..blá..blá..

È um absurdo, estudo tanto para ouvir propostas indecentes.

Naiana Freitas 16/01/2011.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Rilke, Machado de Assis & Deleuze entre um faz de conta e um fato.

Rilke, Machado de Assis & Deleuze entre um faz de conta e um fato.

                                                                                                                           
Na superfície tudo está calmo. Ninguém vê nada de anormal. Na profundeza tudo esta confuso. Ninguém, também, vê nada de anormal. Poucos são aqueles que enxergam o de fora e o de dentro. E desconfia quando tudo está perfeito de mais. Poderia citar Rilke, mas a frase exata fugiu. Então assim como Machado de Assis posso dizer que estou citando vulgarmente Rilke, como fez a Rita com o Hamlet. O equilíbrio é estar no meio, acho que é o devir de Deleuze. Acho, não tenho tanta certeza, ora tenho, ora não. E no meio ter a noção de ficcionar a vida. Deve ser por isto que poucos se equilibram. Uns perdem o controle da ficção e tornam-se um faz de conta. Outros esbanjam realidade demais e tornam-se um fato. No meio, no canto, dentro e fora de si não é para quem quer, mas para quem pode.

Naiana de Freitas 15/01/2011

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Poucos são aqueles que leram Hamlet algum dia.

Sinceramente,acho que poucos são aqueles que leram Hamlet algum dia. E sem ler e lendo, repetem:ser ou não ser eis  a questão.

14/1/2011
NPF

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Estes sim terão um bom fim.

Como sempre, os mais abastados pagam para dançar em um Bonfim light. Enquanto, os menos bastados dançam obrigatoriamente o balé dos empacotados no ônibus lotado. Observando de relance a festa dos que não estão nem ai, E os muitos que estão lá da parte de cá, se alegram e cantam.Estes sim terão um bom fim.

NPF- 13/01/2011

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ele recebeu o amor não com o simples recurso do coração, mas com a profundidade da alma.

Ele recebeu o amor não com o simples recurso do coração, mas com a profundidade da alma.

Naiana Freitas

Escrevi o mini-conto, ou quase conto-fragmento chamado: Depois, do amor o fica o fragmento. Na verdade, este título condensa a minha opinião sobre o Eros. Qual sentimento pode viver sem a necessidade de haver um coração físico? Qual sentimento pode ir além de tudo que é superficial? È fato, que o coração tornou-se o símbolo maior da soberania deste sentimento, mas felizmente tal figura é apenas uma ponta visível das bordas invisíveis do não carnal. Em geral, os leitores precisam de um elemento metafórico, simbólico, surrado que indiquem a existência deste sentimento ali ou acolá. Poucos olhares atentos poderiam ler a sintaxe do amor com a inexistência do termo coração. Sintaxe é escrita. Mas, a sintaxe do sentir não. Porque do coração, tentaram induzir a morte meu personagem. E eu bravamente, recusei o fim. Por quê? Porque algum autor celebre por ai, não sei se Clarice, não sei se Joyce, não sei se Woolf afirmou que o personagem era maior do que ele. A personagem era mais forte e vivo do que o autor que o vivificara. Acho que foi Shakespeare. Talvez não. Não sei. A questão é : o meu ele em Depois, do amor fica o fragmento é mais forte do que o meu sujeito autor. Meu personagem possui vida própria, eu fiz isso quando o iniciei em sua trajetória de vida, sozinho sem mim. De mim ele deve ter recebido amor, não o amor na sintaxe. Que afirmaram ser emperrada demais em uns momentos. Ele recebeu o amor. O amor sentido. Aquele que sentindo para mim um dia, sentindo e vendo através de mim alguém me ofertou, não com o simples recurso do coração, mas com a profundidade da alma. E é por isso, mesmo afastado de mim, o meu ele permanece vivo, mesmo sem coração. O personagem vive, mas não sabe o que sei dele. E ele, não sabe por que a literatura não é relatar sobre si mesmo. Literatura é construir uma atmosfera, é construir outro eu. Que não sou eu nem ele. Acho que não me ofertaram um dia. Acho que me oferta a cada dia, mesmo sem pétala na mão.****



Naiana Freitas 11/01/2011

O preço,qual é?

Qual o preço mais caro para respirar em Salvador?
 Posso garantir que andar de ônibus cheio as min da manhã. O trabalhador sai cedo de casa, paga R$ e não encontra um espaço para por o pé dentro do ônibus. Imagine respirar nas janelas. Tal posição é luxo. Luxo daqueles que pegam o ônibus no fim de linha da rota, ou tem a sorte de sentar lá antes que o seu destino chegue ao fim. É um sufoco. Quase nunca consigo sentar antes do meio do caminho. Sentar é luxo.Pena, que estão fazendo coisa melhor com os reles R$ 0.20 que aumentaram da passagem.Ouvi este lamento de algum veículo de comunicação..É um nojo tudo isto,como posso ouvir, também posso escrever agora e enojar quem quer que seja.Porque, até 2014 vamos estar pagando R$ 5.00 de passagem, com certeza em um ônibus perfumado e com ar puro e condicionado.
:)
NPF- 11/01/2011

sábado, 8 de janeiro de 2011

:- Menina,segundo eu vi na televisão, ônibus cupido você encontra aos montes.

E agora, depois do aumento da passagem de ônibus...Depois de protestos inflamados.Resolveram( sujeito indeterminado,oculto ou irônico?.) vincular uma propaganda em que um rapaz e uma moça se conhecem no amarelinho e que no fim de tantos sacolejos e dessacolejos. Os dois terminam se casando. Se enlaçando oficialmente...Isso me fez lembrar que uma amiga hoje cedo, me perguntou um: -você não conhece nenhum cara que é meu tipo não?Eu pensei..pensei...respondi que não. E sinceramente, se soubesse não iria dizer,porque esse negócio de arranjar marido para amigas não é confiável. Já que, amizade como a nossa, pode ser quebrada por uma paixão louca. Que com o fim sobra para mim.Mas, agora ,se ela me fizesse a mesma pergunta diria:- sim, sei sim, onde encontrará um bom partido..Ela irônica e mais doida do que eu, exclamaria um é mesmo,onde?E eu simples, direta ,aconselharia:- Menina, procura no ônibus mais lotado que você encontrar em Salvador, porque ,segundo eu vi na televisão, ônibus cupido você encontra aos montes.E nós duas iríamos, sim, cair na gargalhada!


Ahhh..chorar não dá!

NPF-08/1/2011

Ressaca: por Myriam Fraga.

Ressaca

A paixão é como vinho
Passada a embriaguês
Resta um co(R)po vazio.

FRAGA.Myriam.  Poesia reunida.Salvador:Assembléia Legislativa do estado da Bahia.2008,p.391.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Pensando bem, bem muito. Coisa que faço sem pensar:É o fluxo de consciência!

Pensando bem, bem muito. Coisa que faço sem pensar. Admito que  os autores que exercem um fascínio em mim são os  existencialistas, românticos e inconformados. Normalmente, eles se suicidam no final. Ou morrem tristemente sem luz. É o fluxo de consciência!Coisa que desejo atingir em textos meus.Haja labuta com eles. Para chegar perto.Não pertissimo. Mas chegar ao fim.De tudo e de mim.

NPF-07/1/2011

Depois do amor, só fica o fragmento

Depois do amor, só fica o fragmento.

Naiana Freitas 07/01/2011

Ele estava sozinho. Sem nada. Sem ninguém. Sem conforto e sem alma. Naquela noite de natal. Ele estava desacompanhado de tudo. De fé. De pessoas e daquele alguém. Noite escura e desesperançada. Não por opção. Fé em Deus só pode ser sentida. Papai Noel não a traz. A faísca de fé, ele já possuiu um dia. Mas, tudo que é parco acaba um dia. E só fica o fragmento. Sua família havia desmontado há muito tempo. Com a morte da mãe. Ficou sozinho no mundo. A alma sem fé desistira de sofrer. E segundo a fé ocidental, alma que não sofre não contempla o paraíso. Banido. Desvalido. Entretanto, com a alma íntegra. Para muitos que acreditam na absolvição, a alma dele estava perdida na escuridão. Ele admirava aquele alguém belo e doce. Porém longe. Porém triste. Porém pensativo e sem decisão. E que, contudo amava-o loucamente e moderadamente. Alegremente e pensativamente. Seriamente e comicamente. Não o amava com a mente e sim com o coração.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

E agora buzú?Só protesto!!!!!!!!!

E agora buzú?Só protesto!!!!!!!!! 


Acredito que toda a sociedade civil soteropolitana que se amontoa todos os dias nos ônibus da cidade proteste também.Porque ninguém aguenta mais esses discursos de políticos! Então, quem não engoliu a ideia de comprar pneus para a frota e novas melhorias.Devem protestar também!Amontoados do buzú uni-vos!

Naiana Freitas (29/12/2010 - 19:01)

sábado, 1 de janeiro de 2011

Exagero- Clarice Lispector

Trecho extraído do livro Minhas queridas, p.204. Já que devo iniciar o ano,o inicio com a minha grande inspiração:

"Eu tenho essa tendência geral para exagerar, e resolvi tentar não exigir dos outros senão o mínimo. É uma forma de paz... Também é bom porque em geral se pode ajudar muito mais as pessoas quando não se está cega pelo amor."
Clarice Lispector