sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Depois do amor, só fica o fragmento

Depois do amor, só fica o fragmento.

Naiana Freitas 07/01/2011

Ele estava sozinho. Sem nada. Sem ninguém. Sem conforto e sem alma. Naquela noite de natal. Ele estava desacompanhado de tudo. De fé. De pessoas e daquele alguém. Noite escura e desesperançada. Não por opção. Fé em Deus só pode ser sentida. Papai Noel não a traz. A faísca de fé, ele já possuiu um dia. Mas, tudo que é parco acaba um dia. E só fica o fragmento. Sua família havia desmontado há muito tempo. Com a morte da mãe. Ficou sozinho no mundo. A alma sem fé desistira de sofrer. E segundo a fé ocidental, alma que não sofre não contempla o paraíso. Banido. Desvalido. Entretanto, com a alma íntegra. Para muitos que acreditam na absolvição, a alma dele estava perdida na escuridão. Ele admirava aquele alguém belo e doce. Porém longe. Porém triste. Porém pensativo e sem decisão. E que, contudo amava-o loucamente e moderadamente. Alegremente e pensativamente. Seriamente e comicamente. Não o amava com a mente e sim com o coração.

2 comentários:

  1. Tenho pena dele!
    Realista, coerente, todavia, deprê!
    Mas parece que a vida tem esse lado.
    Abs Nai, espero que não se deixe tornar parte demais do seu personagem.

    ResponderExcluir
  2. continuação do conto

    Uma certa manhã ele acorda. E como sempre repetia todo ritual de quem acaba de acordar. E,algo diferente se iniciava. Uma dor. Uma forte dor no peito o leva a uma escuridão, talvez por causa da agonia do dia anterior. O coração para. acaba o amor?

    ResponderExcluir

Obrigada!!!