quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Não aprendo: escolher roupa.

 Não aprendo: escolher roupa.


Normalmente nunca sei de nada. Tenho certeza que não aprendo: escolher roupa. Quer dizer, escolher a minha própria roupa. A roupa que já está no armário. Uma roupa que já é minha e que desconheço. Já fiz promessa de político: “_Não vou ter muita roupa, só o básico”. Na semana passada me desfiz de umas roupas por grau de simpatia. Assim: essa eu não visto, nunca vesti o ano todo etc...etc... Normalmente o problema vem e se instala. Não a qualquer hora, não em qualquer momento, não em crise hormonal. Os sintomas só surgem quando tenho tempo. Somente quando tenho tempo. Então, se eu sairei às 17h e estou com o tempo ocioso. Começo a escolher desde às 13h. Escolho trezentas peças. Imagino a roupa perfeitinha na mente. Quando visto, a perfeição mental é melhor. Desvisto a roupa. Visto outra. Desvisto e visto. Olho o espelho. O espelho entorta, engorda, me enche. Então, perto das 17h ainda não vesti nada. E a única saída é não olhar mais para nada. Não perguntar nenhuma opinião. As opiniões tendenciosas que as mulheres desejam: “_você está ótima, benzinho” e o benzinho replica: “_se você falou benzinho, é porque está horrível. Você quer me tapiar”.Na verdade já me disseram uma resposta tão legal a minha dúvida.Pena que não posso reproduzir aqui o que foi. Não por achar tendencioso. Mas por achar que alguém pode achar tendencioso. Com intenção, é melhor voltar para a roupa. Escolho a peça X, Z, Y, W. Visto a X com a Z, não dá certo. A Z com a W e a Y. E haja análise combinatória. Por fim, sem tempo, escolho a peça A e B que nem estavam na história. As peças A e B são as mais velhas. E como são sabias sempre me dizem a mesma coisa: “_você nunca aprende menina!”


®Naiana Freitas,  02 de janeiro de 2011.


®Naiana Freitas, 14 de dezembro de 2011.

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