quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O livro de Eli: É para pensar, questionar e interpretar com a toda a fé da razão.


O livro de Eli: É para pensar, questionar e interpretar com a toda a fé da razão.


Assistindo hoje, sem querer querendo, porque foi arrumando tudo que encontrei o filme: O livro de Eli. No inicio o filme é bastante sangrento. Mas depois de muito sangue, faca e mentirada norte-americana. Aquela do tipo, um contra dez e o um ganha. A narrativa de o livro de Eli é bastante interessante, pena que só tive acesso à versão dublada, então as minhas idéias acerca do filme, serão formuladas a partir desta versão. O enredo se desenvolve em uma atmosfera caótica, pois a terra foi reduzida à poeira e a famintos. O personagem central carrega um livro, cobiçado. Um livro poderoso: a bíblia.   O inimigo de Eli obcecado pela obra afirma: “[...]. Não é qualquer livro, é uma arma cujo alvo são os corações.”.  Essa é a idéia que eu quero agarrar.. Em um mundo sem esperanças, a bíblia torna-se uma arma poderosa. Pois, através dela pode-se aglomerar, alienar e confortar. A narrativa poderia ser transposta para o nosso presente. Sem nenhum prejuízo. O inimigo, que no caso não lembro seu nome, persegue Eli todo o resto do filme. Ele deseja possuir o livro poderoso, para mandar com maior propriedade, como os reis fizeram por muito tempo. Mandar na verdade ele já mandava, mas a intenção é que os outros obedecessem mais facilmente.  Ele precisava das palavras da bíblia para que elas o ajudassem a comandar e em conseqüência os comandados obedeceriam pela fé. Por fim, sem texto escrito na mão, Eli por um processo de transcrição reconstitui a obra. Lembrei-me dos copistas, e do filme Fahrenheit 451.  E de como a bíblia é interpretada como a original. E o que é original? Por minha perspectiva de leitura, o filme possui uma intertextualidade abundante. É para pensar, questionar e interpretar com a toda a fé da razão.
NPF :)

30/01/2011

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