segunda-feira, 21 de março de 2011

O fim de Dorian Gray

O fim de Dorian Gray

 
Ufa!O fim da leitura que pensei que nunca iria chegar ao fim. Porque estava em meio a tantas atividades ao mesmo tempo. Wilde que pensei que seria o último a chegar. Chegou primeiro e até causou-me uma agitação nos capítulos finais. Sim, pois o livro no início é bom, mas no meio estanca parecendo uma cruz pesada atravessando seus olhos cansados. Em certo momento que avançava na leitura, pensei que o livro iria me vencer tal qual fez o retrato contra o personagem central Dorian Gray. Mas no fim deu tudo certo e eu venci a energia do detalhamento em alguns capítulos. Excesso de ambientes que sufocam. É claro, que tal estilo é reflexo do período vivido, por Oscar Wilde (1854-1900), na sociedade inglesa do final do século XIX. Existem criticas calorosas ao estilo de vida inglês, a igreja, a literatura inglesa, ao casamento e a mulher. E há quase no fim do enredo uma explicita acusação a um livro pelo envenenamento moral do personagem principal. Quanto às censuras a igreja, acredito que mudou pouca coisa no que se refere a dogmatismo do século XIX para cá. Quando os personagens masculinos criticam as mulheres em alguns pontos senti vontade de rir e em outros de falar: que cara sem vergonha. Posso afirmar após a leitura que o livro é um clássico mesmo. Ele desafia o tempo com suas idéias “modernas”. E ao ir fazendo minhas anotações no meu pequeno e surrado pedaço de papel, conseguia parar e pensar: Que coisa! E desta forma, começava a dialogar com o autor personificado em seus personagens. È muito engraçado literatura. E falava, “se você tivesse vivendo no meu tempo, acho que já teria morrido se suicidado... sei lá”. Eu sozinha no meu canto, distante temporalmente, geograficamente, e em certa medida ideologicamente conversava com Oscar Wilde. Assim, para não me alongar mais, cito Wilde que de certa forma me fez pensar em Freud... “Sempre que fazemos alguma coisa com muita freqüência, ela jamais constitui um prazer.”p.271.

Quem puder ler, leia.

Quem não puder assista ao filme!



®Naiana Freitas, 21 de março de 2011

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