segunda-feira, 14 de março de 2011

O primeiro toque, querido!

O primeiro toque, querido!

 
Você foi a alegria do meu domingo. Recebi você eufórica. Depois, não acreditei que você estava ali comigo. Eu segurava você. E você com toda certeza não se dava conta da minha presença ali. Entramos. Sentei ao seu lado. Desnudei-o do seu manto sintético. E eu não acreditava. Por que tu não disseste que viria tão cedo? Eu esperava por você lá pela quinta-feira e chegaste hoje! Justo hoje que eu nem esperava. Acho que é porque sabia que a surpresa possui um hálito fresco. O hálito da novidade. Olhei para dentro de ti e no canto do rosto uma lágrima surgiu. Foi emoção. Possuí-lo. Você tão lindo, calmo, esperando por um toque meu. O primeiro toque. Nunca relação de mortal para sagrado. Abracei você antes de conferir-lhes suas dobras. Senti teu cheiro. È a coisa que faço sempre com os meus. Você não sentirá ciúme de mim. Talvez seja o contrário eu sinta ciúme de você. E só deixe você passear com quem confio. Não posso te deixar ir com qualquer um... E eu te queria tanto. Quem é você? Seu nome? Muitas vezes não revelo. Mas hoje é exceção e tu me pedes com estes olhos miúdos quase imperceptíveis na cara. E eu direi. Os meus outros não sentirão o peso da palavra dita. Porque sabem o quanto estão sendo meus sempre. Sempre do lado esquerdo do meu peito. Sempre com mãos que me tocam sem pedir. Sempre com uma ternura. Que os outros não conhecem. Só eu. Quem é você? Querido visitante? Que agora morará comigo para sempre?-Sou o teu novo livro chamado: Contos completos de V. Woolf.



®Naiana Freitas,13 de março de 2011

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