segunda-feira, 25 de abril de 2011

Um pouco mais de William S.

Encontrei  alguns sonetos de Shakespeare em português neste  site interessante: http://www.starnews2001.com.br/sonnets.html. Então, escolhi o soneto 65 para analisar e sinceramente gostei de ouvi-lo.

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**Soneto 65**



Se bronze, pedra, terra, mar sem fim
Estão sob o jugo da mortalidade,
Como há de o belo enfrentar fúria assim
Se, como a flor, é só fragilidade?

Como há de o mel do estio respirar
Frente o cerco dos dias, que é implacável,
Se nem rochas o podem enfrentar
Nem porta de aço ao Tempo é impermeável?

Diga-me onde, horrível reflexão,
Pode o belo do Tempo se ocultar?


Seu passo é retardado por que mão?
Quem pode a ruína do belo evitar?
Só se eu este milagre aqui fizer
E a tinta ao meu amor um brilho der.


®Naiana Freitas.25 de abril de 2011

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