domingo, 1 de maio de 2011

É a minha dose mínima, mas profunda de liberdade...

É a minha dose mínima, mas profunda de liberdade...

Só sei que quando optei por seguir esta frase: "[...] Eu tenho essa tendência geral para exagerar, e resolvi tentar não exigir dos outros senão o mínimo. É uma forma de paz..."C.Lispector... Tornei-me quase livre, porque livre ninguém é totalmente neste mundo. Acho que nada é pleno neste mundo, tudo é quase. E se já tenho o quase, posso estar quase livre. Mas o quase para muitos não é nada, ou em alguns casos é uma espécie de apatia. Seguindo lá Freud, parece que a plenitude só se dá com a morte. È algumas religiões pescam isso também. Quem inventou não é o problema. Quando me dizem que a morte resolve, eu não acredito. Porque a desconheço. Empiricamente só conheço a vida. A morte foi apagada de mim quando nasci. Livre somente a nossa ideologia, teoria, forma de viver... E isso é apenas uma dose. Uma pequeníssima dose. Mas, é a minha dose mínima, mas profunda de liberdade. Que me deixa longe de um divã, de uma loucura clínica, de uma desmotivação... De falta de amor. Amor sim. O próprio e o para o outro... È nesta minimidade que me permito ser eu e praticar alguns verbos deste vocabulário humano... E outros também, o vocabulário animal tem?Voltando ao quase, esta palavra para mim resume minha ambigüidade e minha mudança. Quase porque não sou nada plenamente. E porque posso ser tudo. Oh pessoa para verbear!

® Naiana Freitas,01 de maio de 2011.





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