domingo, 8 de maio de 2011

*Um imagético divã roto e verde musgo no domingo*

*Um imagético divã roto e verde musgo no domingo*

A vida é um problema. E cada qual com seu problema. Acho que ás vezes nós criamos os problemas, às vezes espreito a mim mesma e percebo, e agora compreendo que me importo com coisas que são mínimas e não valem apena. Coisas simples que se transformaram em um problemão. Como percebi isto, observando as vidas alheias. Os problemas alheios, as chateações, as queixas. E de tanto perceber, parece que hoje estou saudavelmente sem nenhum problema. Será? Não sei. Mas com certeza aprimorei aqueles sentimentos... Sem precisar de ajuda especializada, criei a minha própria cura pela conversa. E acho que tenho desenvolvido bem, porque tenho transferido poucos os problemas que escuto para mim. Não quer dizer, que vou abrir uma tenda, uma mixuruca clínica de psicanálise com um divã roto e verde musgo - essa frase pesquei de um texto que estava tentando escrever-. Mas parece que com todas as experiências, com todos os amigos que venho conquistando, com todos os nãos que recebo. Fiquei mais resistente. Posso não estar tão forte como alguém que conheço. Mas, tenho aprendido. E hoje, domingo. Escutei problemas. Para mim problemas imensuráveis, porque felizmente ou infelizmente não posso medir. Estou de fora. Estou fora do corpo que sente. Da cabeça que roda sem centro. Dos desejos incontroláveis de chegar ao fim de uma vida. Das confusões de família. Dos relacionamentos amorosos não correspondidos. Das frustrações amargas. Da falta de amigos. Da falta de amor. Sempre o amor. Sempre a falta de bondade para sim mesmo. Porque a vida se tornou tortura. É se passei se passo... Se passarei por tudo isto. Penso que sei e ao mesmo tempo não. Porque o caminho não é retilíneo. Só sei neste instante que não tenho problema algum que não possa resolver. É auto-suficiência? Também não sei. Muitas vezes acho que é teimosia. O que dizer, sinto que não posso acalmar tanto, mas tento. Sinto que existe sempre alguém tentando isso para mim e por mim. E que não é religião não. É o método da paz.



® Naiana Freitas, 08 de maio de 2011

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