terça-feira, 12 de julho de 2011

Tradução Poema: Oben,Geräuschlos de Paul Celan



OBEN ,GERÄUSCHLOS...


Oben, geräuschlos,die


Fahrenden: Geier und Stern.

Unten, nach allem, wir,
zehn an der Zahl, das Sandvolk. Die Zeit,
wie denn auch nicht, sie hat
auch für eine Stunde, hier,
in der Sandstadt.

(Erzähl von den Brunnnen, erzähl
von Brunnenkranz, Brunnenrad, von
Brunnenstuben - erzähl.

Zähl und erzähl, die Uhr,
auch diese, läuft ab.

Wasser: welch
ein Wort. Wir verstehen dich, Leben.)

Der Fremde, ungebeten, woher,
der gast.
Sein triefendes Kleid.
Sein triefendes Auge.

(Erzähl uns von Brunnnen, von -
Zähl und erzähl.
Wasser: welch
ein Wort.)

Sein Kleid-und-Auge, er steht,
wie wir, voller Nacht, er bekundet
Einsicht, er zählt jetzt,
wie wir, bis zehn
und nicht weiter.

Oben, die
Fahrenden
bleiben
unhörbar.

Tradução:


EM CIMA, SEM RUÍDO...

Em cima, sem ruído, os 
viajantes: Abutre e estrela. 

Em baixo, depois de tudo, nós, 
dez no número, o povo areia. O tempo, 
como que não, ele tem 
uma hora também para nós, aqui, 
na cidade de areia. 

(Conte dos poços, conte 
da coroa dos poços, da roda dos poços, dos 
reservatórios dos poços - conte. 

Conte e conte, as horas, 
também essas, expiram. 

Água: que 
palavra. Nós entendemos você, vida.) 

O estrangeiro, desconvidado, para onde
o forasteiro. 
Seu traje molhado. 
Seu olho molhado. 

(Conte-nos de poços, de - 
Conte e conte. 
Água: que 
palavra.) 

Seu traje-e-olho, ele fica, 
como nós, cheio de noite, ele mostra 
juízo, ele conta agora 

até dez, como nós, 
e não continua. 

Em cima, os 
viajantes 
continuam 
inaudíveis. 

Tradução: M.A.S. 07/07/2011[publicãção autorizada]
Gostei do poema, daria uma boa análise através da perspectiva psicanalítica. Muito bom.
®Naiana Freitas, 12 de junho de 2011



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