terça-feira, 9 de agosto de 2011

Fragmento: Devaneio e embriaguez duma rapariga.


“[...] Ela, ainda á cama, tranquila, improvisada. Ela amava... estava previamente a amar o homem que um dia ela ia amar. Quem sabe lá, isso ás vezes acontecia, e sem culpas nem danos para nenhum dos dois. Na cama a pensar, a pensar, quase a rir como a uma bisbilhotice. A pensar, a pensar. O quê? Ora, lá ela sabia. Assim deixou-se a ficar."


LISPECTOR, Clarice. Devaneio e embriaguez duma rapariga. In: idem. Laços de família. Rio de janeiro: Livraria José Olympio. 1982. p.8

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