segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Ser a resposta e a pergunta... Ser nada e ser tudo.


Ser a resposta e a pergunta... Ser nada e ser tudo. 

Ele talvez soubesse que a mãe e a outra fossem melhores do que ele. Melhores do que aquela. Do que ela. Sem os toques das mãos. Sem a generosidade. Com o excesso de responsabilidade e todo desleixo possível na escrita compulsiva. Com certeza ele sabia. Ele sabia que não eram as palavras, porque aquela nunca em presença dele se deixava perder a voz. Ele sabia que na presença daquele outro ela permitia ser a voz. Ser a resposta e a pergunta. Ser o olho que lê. Ser a cabeça que pensa. Ser o lábio quente que beija. Ser a bochecha que sente. Ser nada e ser tudo.  Ela; elas; ele; eles; tudo amarrado pela sua alegria que ele chamava felicidade.

®Naiana Freitas 08 de agosto de 2011

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada!!!