segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Vou tecendo, tecendo imitando Penélope...


 Vou tecendo, tecendo imitando Penélope...

Nada novo. Tudo copiado. A minha rota de fuga é escrever a mesma coisa de uma forma diferente. E entreter meus pontos, vírgulas, dois-pontos com uma nova tingida no tecido.  E vou tecendo, tecendo imitando Penélope, mas sem barco, sem Ulisses... Sem a volta. Sempre esquecendo e relembrando. Talvez porque Ulisses está longe e eu estou aqui sem o rolo de linha na mão... Na verdade nunca soube costurar nada.  As minhas bonecas sempre souberam disso e eu só agora. Sei que a minha personificação de Ulisses não voltará da aventura porque ele nunca se foi. Elas não sabiam como sei agora.

® Naiana Freitas, o1 de agosto de 2011.

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