sábado, 1 de outubro de 2011

Castro Alves, Academia de letras da Bahia e Ângela Vilma.


Castro Alves, Academia de letras da Bahia e Ângela Vilma.

É verdade bebi.  Tomei uma overdose de Castro Alves essa semana na Academia de letras da Bahia.  Bebida real nunca fez minha cabeça, nem nunca visitou meu fígado jovem. [risos]. Mas sempre tive essa tendência em beber algo meio metafisico, inconcreto e pouco tocado.  Então, se pudesse mensurar diria que tomei um barril de Castro Alves com azeitonas maduras plantadas e colhidas na Bahia. Essa plantação é vasta e o barril imortal. Seu líquido nunca acaba. Não foi a primeira vez que estive lá. Naquele lugar que me puxa como imã. É, alma centenária que habita nesta moça cara. Nem foi a primeira vez que participei do curso. Esse ano porque algo diferente? Deve ser porque estou com os olhos menos cegos, ou porque o mundo de fora, esse real, tem me agradado pouco. E o meu consolo é estudar, participar de conjecturas que nunca serão tocadas, ou que serão pelo dedo ardiloso do mundo real. É a ALB me trouxe surpresas boas e redundantemente inesperadas. Encontrei-me com a sabedoria dos mais velhos, encontrei-me  com  o passado perdido em cada canto daquele casarão, encontrei-me com Ângela Vilma.  Sim, fui à sala na qual ela apresentaria um trabalho e coordenaria a mesa. Pensei, vou adiante sim, conversarei com ela. No meio do caminho, repensei trilhões de vezes tal qual fez Hamlet em um ficcionalizado dia. Assisti, esperei... E fui tremulantemente no fim falar com ela. Disse-lhe: “Professora, gostei do seu texto, mas gostaria de falar também dos seus textos do blog... gosto demais”. Contei-lhe que a seguia via mundo virtual e que me identificava com sua escrita. E que independente de acompanhá-la academicamente- Já que o corpus de minha pesquisa de iniciação científica conta com a presença dos textos dela- sentia-me bem lendo seus textos. Eu que sigo tantos blogs, comento uns, faço escambo com outros e visito sempre aqueles que gosto muito e que só após algumas visitas consigo rasurar meus comentários. No aeronauta, [Blog da autora] muitas vezes, leio e não sei como me portar diante do texto. É aquela tentativa meio estúpida de não se expor muito. E penso como comentar? Sim, a conversa foi longa. Longa para uma tímida como eu, que sei pensar muito mais com as palavras.  A professora e escritora Ângela Vilma foi tão receptiva a minha abordagem, bem calma, animada e afetuosa que me fez pensar: a identificação não foi por acaso. Adorei a minha luta, adorei a minha vitória e adorei ter quebrado a barreira do virtual.

®Naiana Freitas, 01 de outubro de 2011.

4 comentários:

  1. Ô Naiana, que texto lindo, poético, humano, bem escrito! Você tem literatura na alma. Bonito isso: "(...) sei pensar muito mais com as palavras". Eu também sou assim, no mundo. Uma pena que foi tão rápido nosso encontro. Espero que um possamos conversar mais, trocar ideias sobre literatura, ao vivo, e não só virtualmente.
    Gostei demais de você! Bjos, Ângela.

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  2. Nem dá para dizer obrigada,
    mesmo assim, obrigadíssimo!!
    :D
    :D
    :D

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  3. Que bonito, Naiana. Eu também adorei o: "(...) sei pensar muito mais com as palavras". E Ângela é uma pessoa maravilhosa mesmo. Rara. Bjs

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  4. Obrigada Lidi, te conheço dos comementários do blog Aeronauta!!risos.
    Verdade!!
    :D

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Obrigada!!!