quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Uma quase crônica de viagem...

Uma quase crônica de viagem...

Quando você escapole de sua realidade cotidiana, o exterior a você muda e em consequência o relógio dissolve e o tempo não gira. Trava. Lá não existe tempo bom, mal, péssimo, doente... Porque lá é tudo novo e meio contente que você esquece-se de pensar o que fazer depois e depois e depois... Só vai vivendo, experimentando e até mesmo refletindo sobre você e você mesmo, longe de qualquer fator que atrapalhe, invente a imagem sua... Que nunca é sua porque não é você quem cria... Também não sei se o interior, se uma cidade mais afastada da capital tem seu relógio próprio, um processo independente de ser cidade que no fundo encanta. Mesmo que tenha um trânsito caótico, deficiente, cheio... Mas fica divertido. Pois, você acha graça dessa confusão urbana que não é de sua cidade natal. Sim, sim, acho que no fim das contas, foi à viagem... Foi a minha viagem física sem estar em meio a palavras contadas. Foi à viagem real, ela sim, me impede de escrever sobre ela mesma, sobre mim mesma lá. Bem quase longe daqui, eu estava e de mim não me apartei, mas de toda invenção me afastei. E adoro observar através das palavras como cada lugar, cada casa, cada cantinho possui uma ordem própria para todas as coisas... Escrever o que se experimenta é tão difícil, falta sempre as palavras, meias palavras ou palavras inteiras. É por isso, que sou sugada para a literatura... Para a li-te- ra-tu-ra! Porque lá muitas vezes eu poderia ler o que estou sentindo agora. Sem sombra de dúvidas foi a viagem. Conheci gente e ainda não conheci o mundo, nem o umbigo do mundo porque ainda não nasci de fato para as épicas viagens.

®Naiana Freitas, 16 de novembro de 2011

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada!!!