quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

A melancolia ao som da canção da propaganda televisiva daquele partido...

A melancolia ao som da canção da propaganda televisiva daquele partido...
Você está melancólico? Rezando para que os festejos cheguem ao fim? Assustado pelo volume de promoções? Atualmente você somente vê pessoas felizes? Ajudando poucas pessoas sem pão? Assiste a neve na televisão?  Se suas respostas forem positivas não se preocupe você não está sozinho. Vamos compor a cena na qual estou submersa nesse fim de ano? Primeiro quadro: passou o natal... Participei da festa porque minha família inibe a minha recusa. E por serem minha família, no caso meus pais e irmãos, submeto-me a não liberdade no natal. Minha posição no natal é sempre a de observação: saio às compras no intuito de acompanhar minha irmã e irmão que são apaixonados pelos vermelhos sedutores do bom velhinho. Se não acompanhar abrigarei uma guerra dentro de casa. Segundo quadro: acompanho no mercado, na feira livre. Ela junto com meu irmão escolhe, negocia... Eu apenas guardo caixão na fila imensa. Terceiro quadro: ela e mãe fizeram os comes e bebes... Eu, até, confeitei o bolo... É a única coisa que acho legal fazer... Porque invento moda. Quarto quadro: comemos em um movimento intimista quase tudo. Já que não somos adeptos a comemorações que prezam pelo excesso de convenção. Quinto quadro: dia 25, gosto de ver a surpresa de minha irmã ao pegar o presente dela. Sempre invento uma embalagem que não parece nada com o que está dentro. Sexto quadro: não sei se por ser feriado a moleza chega e transformo no dia do ócio.  Sexto quadro: rezando para que o ano acabe logo. Sétimo quadro: a melancolia fininha enganada pelo excesso da festança apropria-se de meu corpo. Oitavo quadro: tenho o controle da televisão nas mãos buscando um filme água com açúcar para me concentrar no meu relógio que continua batendo do mesmo jeito o ano inteiro, mas os dos outros estão em frenesi. Nono quadro: eu que não espero mais nada, com duzentos canais a disposição que não passam nada... Na passagem eis que vejo a propaganda de fim de ano daquele partido politico que tem um ex-cantor.  A “comunidade” partidária cantando ao som de qualquer coisa. Cantando a todos os salários que receberam fazendo tanta coisa pelo Brasil e pelos brasileiros. Décimo quadro: chorei de emoção ao perceber que não tenho problemas de coração, porque se tivesse, essa festança “eleitoral” seria o bode expiatório para o meu infarto no miocárdio.

©Naiana Freitas, 29 de dezembro de 2011.

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