segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Em 2013...






Criação Naiana Freitas
     

A postagem 200 de 2012!

Naiana Freitas, 31 de dezembro de 2012.

domingo, 30 de dezembro de 2012

As duas almas do homem de acordo com Machado de Assis...



“[...] Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro*... Espantem-se à vontade, podem ficar de boca aberta, dar de ombros, tudo; não admito réplica. Se me replicarem, acabo o charuto e vou dormir. A alma exterior pode ser um espírito, um fluido, um homem, muitos homens, um objeto, uma operação. Há casos, por exemplo, em que um simples botão de camisa é a alma exterior de uma pessoa; - e assim também a polca, o voltarete, um livro, uma máquina, um par de botas, uma cavatina, um tambor, etc. Está claro que o ofício dessa segunda alma é transmitir a vida, como a primeira; as duas completam o homem, que é, metafisicamente falando, uma laranja. Quem perde uma das metades, perde naturalmente metade da existência; e casos há, não raros, em que a perda da alma exterior implica a da existência inteira”


ASSIS, Machado de. O Espelho. In: Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar 1994. v. II.

Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000240.pdf
(* A letra em vermelho, eu acrescentei)


Esse texto é um manancial para discussões, fora que a escrita preenche a lacuna dos amantes do passado.  Sugiro a leitura integral do conto e o site da biblioteca digital: http://www.dominiopublico.gov.br/ .

Naiana Freitas, 30 de dezembro de 2012. 

P.S:
(* A letra em vermelho, eu acrescentei)

Trecho de "A mensagem" Clarice Lispector


“[...] Sobretudo a moça já começara a não sentir prazer em ser condecorada com o titulo de homem ao menor sinal que apresentava de... de ser uma pessoa. Ao mesmo tempo que isso a lisonjeava, ofendia um pouco: era como se ele se surpreendesse de ela ser capaz, exatamente por não julgá-la capaz. Embora, se ambos não tomassem cuidado, o fato dela ser mulher poderia de súbito vir à tona. Eles tomavam cuidado.”


LISPECTOR, Clarice. A mensagem. In: idem. A legião estrangeira. Rio de janeiro: Rocco, 1999.p.31

Naiana Freitas, 30 de dezembro de 2012

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

...


"[...]Se tanto amor dentro de mim
Eu tenho, mas no entanto
Continuo inquieto
É que eu preciso que o Deus venha
Antes que seja tarde demais."

Trecho da canção: Que o Deus Venha/Cazuza.

Naiana Freitas, 26 de dezembro de 2012.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Feliz Natal!



Naiana Freitas, 23 de dezembro de 2012.

Lugares Proibidos/Adriana Calcanhoto


Eu gosto do claro quando é claro que você me ama
Eu gosto do escuro no escuro com você na cama
Eu gosto do não se você diz não viver sem mim
Eu gosto de tudo, tudo o que traz você aqui
Eu gosto do nada, nada que te leve para longe
Eu amo a demora sempre que o nosso beijo é longo
Adoro a pressa quando sinto
Sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby, com você já, já...

Mande um buquê de rosas, rosa ou salmão
Versos e beijos e o seu nome no cartão
Me leve café na cama amanhã
Eu finjo que eu não esperava
Gosto de fazer amor fora de hora
Lugares proibidos com você na estrada
Adoro surpresas sem datas
Chega mais cedo amor
Eu finjo que eu não esperava

Eu gosto da falta quando falta mais juízo em nós
E de telefone, se do outro lado é a sua voz
Adoro a pressa quando sinto
Sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby com você chegando já...

Gosto de fazer amor fora de hora
Lugares proibidos com você na estrada
Adoro surpresas sem datas
Chega mais cedo amor
Eu finjo que eu não esperava...

 disponível em:

Link: http://www.vagalume.com.br/adriana-calcanhoto/lugares-proibidos.html#ixzz2FvL2Gd3W

Naiana Freitas, 23 de dezembro de 2012.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Feliz 2013! (Cartãozinho de natal)


O  mundo está muito árido, não por falta de água,  mas por falta de alma, ou coração.Por isso, fiz este cartão de natal. Seguem duas versões.
Criação: Naiana Freitas

Criação: Naiana Freitas

Naiana Freitas, 22 de dezembro de 2012. 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Fênix/Jorge Vercillo



Eu!
Prisioneiro meu
Descobri no breu
Uma constelação...

Céus!
Conheci os céus
Pelos olhos seus
Véu de contemplação...

Deus!
Condenado eu fui
A forjar o amor
No aço do rancor
E a transpor as leis
Mesquinhas dos mortais...

Vou!
Entre a redenção
E o esplendor
De por você viver...

Sim!
Quis sair de mim
Esquecer quem sou
E respirar por ti
E assim transpor as leis
Mesquinhas dos mortais...

Agoniza virgem Fênix
O amor!
Entre cinzas arco-íris
Esplendor!
Por viver às juras
De satisfazer o ego mortal...

Coisa pequenina
Centelha divina
Renasceu das cinzas
Onde foi ruína
Pássaro ferido
Hoje é paraíso...

Luz da minha vida
Pedra de alquimia
Tudo o que eu queria
Renascer das cinzas...

E eu!
Quando o frio vem
Nos aquecer o coração
Quando a noite faz nascer
A luz da escuridão
E a dor revela a mais
Esplêndida emoção...

O amor!
Quando o frio vem
Nos aquecer o coração
Quando a noite faz nascer
A luz da escuridão
E a dor revela a mais
Esplêndida emoção...

Quando o frio vem
Nos aquecer o coração
Quando a noite faz nascer
A luz da escuridão
E a dor revela a mais
Esplêndida emoção
O amor!...(2x)

Disponível em:

Naiana Freitas, 21 de dezembro de 2012.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

A brutalidade




Que a brutalidade nem tente lançar suas garras para dentro de meu texto.


Naiana Freitas, 18 de dezembro de 2012.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Carpinteiro do Universo/ Raul Seixas


Para registrar a canção que nunca vou esquecer...

***************************
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.

Não sei por que nasci
pra querer ajudar a querer consertar
O que não pode ser...

Não sei pois nasci para isso, e aquilo,
E o inguiço de tanto querer.

Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.

Humm...Estou sempre,
pensando em aparar o cabelo de alguém.
E sempre tentando mudar a direção do trem.
À noite a luz do meu quarto eu não quero apagar,
Pra que você não tropece na escada, quando chegar.

Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
O meu egoismo, é tão egoísta,
que o auge do meu egoismo é querer ajudar.
Mas Não sei por que nasci
pra querer ajudar a querer consertar
O que não pode ser...

Não sei pois nasci para isso, e aquilo,
E o inguiço de tanto querer

Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.

Carpinteiro do universo inteiro eu sou (Ah eu sou assim!).
No final,
Carpinteiro de mim!

Referência: http://letras.mus.br/raul-seixas/68662/

Naiana Freitas, 17 de novembro de 2012.

[...]escrever não é o bastante...

[Gostar de ] escrever não é o bastante...

Naiana Freitas, 23 de novembro de 2012

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Nas palavras de Mary Wollstonecraft ....


The art of travelling is branch of the art of thinking”

Mary Wollstonecraft

Naiana Freitas, 13 de dezembro de 2012.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

“Mãe, eu ganhei um bebê no ônibus”.



Há uns três meses, eu peguei um ônibus. No meio do caminho, esbarrei com uma mulher e uma criança, lamentavelmente não foi com uma pedra. A mulher transtornada entrou no ônibus com um bebê no colo, novinho.  Como eu estava nas cadeiras da frente, ela quase jogou a criança no meu colo para que carregasse. Disse- me: “segura para mim!” Eu recusei, levantei e dei o meu lugar. Ela não quis. Empurrava-me o menino para que eu o segurasse.  Neguei, neguei e neguei.  Não havia lógica nisso... a passageira que estava ao meu lado se comoveu com o empurra-empurra e carregou. A mãe, ou a criatura que entrou com ele no colo, iniciou uma doutrinação no ônibus. Se eu acreditava ser ilógico segurar aquela criança, imagina agora que descobri que a ele na verdade era apenas uma sacola. A mulher iniciou as orações... Indignada virei para a passageira e disse: “Não tem lógica isso...”. Após um tempo, a passageira ao meu lado, esticou as mãos e me entregou a criança dizendo: “vou soltar!”. Simples, assim. O menino veio para meu colo. Eu não fazia ideia de como segurá-lo. Estava com minha bolsa, livros e etc. Uma senhora sentou ao lado e me ajudou com a bolsa. E, eu fui com o bebê, estranhamente fui. A senhora estava com a filha e elas acreditaram que fosse meu filho. Um filho concebido em moldes de ficção cientifica. Novo modelo de gerar bebês: você entra no ônibus pela porta traseira e desce a dianteira com um bebê em seu colo. O menino era uma criança linda. Eu perguntava à senhora: “é assim que segura, né? eu não sei, eu estou apenas segurando para a mãe...” A senhora e a filha assustadas disseram em coro: Como não é seu filho? Cadê a mãe?”“. Suando como aquelas personagens de Mangá de tão sem graça, repliquei: “a mãe é essa que está falando e pedindo dinheiro”.  Pronto, a desordem se aproximou mais de mim. Elas ficaram achando que a criatura iria descer do ônibus e largar o filho comigo, e eu já estava pensando que iria parar na delegacia, para devolver a criança.  Depois, uma tocante piedade se apossou de mim, o menino dormia tão bem nos braços de uma desconhecida sem jeito. Que cheguei a cogitar um telefonema a minha mãe: “mãe, ganhei um bebê no ônibus”. As senhoras desceram e eu continuava com a criancinha. Um rapaz achou que o era meu e começou a me ajudar... Ele já iria me perguntar o nome, essas coisas assim. Quando a criatura terminou sua ladainha e puxou o menino de mim. Ela puxou por cima da cadeira, o bebê que dormia e nem sei se disse obrigada. O rapaz, coitado, olhou para minha cara sem entender... Eu disse: “O filho não é meu não, eu só estou segurando.”  Nesse desfecho, provavelmente fui julgada por ele, como uma mãe desnaturada.
Sim, sim podem rir. Agora tudo para mim tornou-se engraçado, mas suei frio nesse episódio. E desse dia para cá, venho coletando situações mais grotescas que não me deixam escapar à afirmativa: Salvador entrou no hall das metrópoles. Muitas pessoas com transtornos mentais, emocionais, financeiros. Enormes engarrafamentos a qualquer hora do dia. A cidade tornou-se comprida e empalideceu também. Fanáticos religiosos profetizando o fim do mundo.   E de quebra disseminando a contradição. Como esta senhora no ônibus que lia as vantagens do Reino dos Céus e em contrapartida usava o filho tão terno como chamariz para receber algumas moedas.

Naiana Freitas, 11 de dezembro de 2012.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O supérfluo do amor...

Se os amores custam dinheiro, realmente nós estamos perdidos...
E muitos dizem que amam, como? Se compram tudo?É... Eu  registro um novo termo: O supérfluo do amor!
Eles  são os compradores do supérfluo de tudo e do amor também...e o mais angustiante é que nem sabem...estão vivendo e amando e cobrando o tempo que perderam com o outro...perderam tempo e amaram. A contradição das mais loucas...é por isso que a lei foi convocada para obrigar os caloteiros do amor a pagar o que devem aos seus amantes... 

Que coisa!

Naiana Freitas, 10 de dezembro de 2012.

domingo, 9 de dezembro de 2012

O Lutador/ Carlos Drummond de Andrade




Lutar com palavras
é a luta mais vã.
Entanto lutamos
mal rompe a manhã.
São muitas, eu pouco.
Algumas, tão fortes
como o javali.
Não me julgo louco.
Se o fosse, teria
poder de encantá-las.
Mas lúcido e frio,
apareço e tento
apanhar algumas
para meu sustento
num dia de vida.
Deixam-se enlaçar,
tontas à carícia
e súbito fogem
e não há ameaça
e nem há sevícia
que as traga de novo
ao centro da praça.

Insisto solerte.
Busco persuadi-las.
Ser-lhes-ei escravo
de rara humildade.
Guardarei sigilo
de nosso comércio.
Na voz, nenhum travo
de zanga ou desgosto.
Sem me ouvir deslizam,
perpassam levíssimas
e viram-me o rosto.
Lutar com palavras
parece sem fruto.
Não têm carne e sangue…
Entretanto, luto.

Palavra, palavra
(digo exasperado),
se me desafias,
aceito o combate.
Quisera possuir-te
neste descampado,
sem roteiro de unha
ou marca de dente
nessa pele clara.
Preferes o amor
de uma posse impura
e que venha o gozo
da maior tortura.

Luto corpo a corpo,
luto todo o tempo,
sem maior proveito
que o da caça ao vento.
Não encontro vestes,
não seguro formas,
é fluido inimigo
que me dobra os músculos
e ri-se das normas
da boa peleja.

Iludo-me às vezes,
pressinto que a entrega
se consumará.
Já vejo palavras
em coro submisso,
esta me ofertando
seu velho calor,
aquela sua glória
feita de mistério,
outra seu desdém,
outra seu ciúme,
e um sapiente amor
me ensina a fruir
de cada palavra
a essência captada,
o sutil queixume.
Mas ai! é o instante
de entreabrir os olhos:
entre beijo e boca,
tudo se evapora.

O ciclo do dia
ora se consuma
e o inútil duelo
jamais se resolve.
O teu rosto belo,
ó palavra, esplende
na curva da noite
que toda me envolve.
Tamanha paixão
e nenhum pecúlio.
Cerradas as portas,
a luta prossegue
nas ruas do sono.


Drummond de ANDRADE, Carlos. Antologia poética. 7º ed. Rio de Janeiro: Sabiá, 1973. p.195-196.

sábado, 8 de dezembro de 2012

O que fazes meu bem tão longe?


O que fazes meu bem tão longe?
Será que dormes no vazio?
Ou estas pintando setes, oitos e noves para mim...
O que fazes e eu aqui...
Será que dormes sem mim na madrugada
Ou estou a escrever mil palavras assim...
De tudo que fazes, não esqueça!
que dormindo não estou a sua espera
E sem primavera, outonos ou verões...
Eu espero por ti, em sins e nãos



Naiana Freitas, 10 de junho de 2012.
 

“Ando devagar /Porque já tive pressa”.



Ando devagar
Porque já tive pressa
[...]
Só levo a certeza
De que muito pouco sei,
Ou nada sei
[...]
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz


Trecho da canção : Tocando em Frente de Almir Sater.


Naiana Freitas, 08 de dezembro de 2012. 



quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Bem-aventurado...


Bem-aventurado aquele que não precisa utilizar o transporte público da cidade do Salvador...
Tenho minhas dúvidas se o transporte público existe aqui ou é invenção minha...ou de todos nós...

Naiana Freitas, 06 de dezembro de 2012

sábado, 24 de novembro de 2012

Jacobina/Bahia

foto:NPF

foto:NPF

foto:NPF

foto:NPF


Estas fotos foram tiradas em novembro na cidade de Jacobina/BA.  Cinco horas em média é o tempo gasto de ônibus para completar o percurso: Salvador - Jacobina.  É uma cidade bonita, agradável  com um pessoal hospitaleiro.  Na medida do possível é urbana, já que é encravada no meio das serras. É válido passar por lá, para respirar um ar menos pesado em dióxido de carbono.  Nas andanças pelas ruas com paralelipípedos   é possível observar que a cidade é do "interior" porque muitas vezes você é encarado ao caminhar pela cidade. Acho que em salvador temos perdido um pouco disso, um ou outro se mostra curioso pelo outro...Nas cidades do interior da Bahia que tenho passado, posso observar esse rastro de curiosidade por parte dos habitantes locais. Andei muito, mas não o suficiente para conhecer as cadeias de montanhas de perto, nem as cachoeiras.  A única que conheci estava seca. A cidade enfrenta um estiagem violenta. E como não fui preparada para fazer trilhas em rochedos é melhor deixar para próxima... É um bom lugar para  pagar promessa já tem um cruzeiro com quatrocentas e pouquinhas escadas com uma cruz ao cume.(Risos). Estas fotos foram tiradas do alto, do fim das escadarias. É preciso fôlego,  só esse é o custo para vislumbrar a paisagem de lá.. A cidade possui uma boa oferta de hospedarias o que é melhor ainda, com um bom café da manhã. Quem quiser sair do ritmo, perder a noção de tempo, é bom viajar...se puder escolher melhor...acho que Jacobina me fez bem.  A cidade funcionou como um remédio, bem à moda de séculos passados. 

Naiana Freitas, 24 de outubro de 2012. 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Entre mim e ti



Entre mim e ti,
O que sempre há...
É a dor
Não a dor de nós.

Entre mim e ti,
O que sempre há...
É a dor sua:
Da vida;
Do existir;
Do corpo.

Não quer nenhuma dor sua em mim
Sou demais viva para a sua morte
Disse-me não uma, mas mais de dez vezes.

Eu não quero nenhuma dor sua em você próprio.
Se a vivez minha fosse tão forte...
Destronava a sua dor
Desde a raiz.

 Naiana  Freitas, 02 de setembro de 2012.

acostumar...

Para me acostumar e não perder a piada: Coloquei um dos três anéis que ganhei de formatura no dedo, na intenção de lembrar: você é professora agora! Vá procurar fazer alguma coisa na vida... Como trabalhar por exemplo. (risos)
 :D

Naiana Freitas, 23  de novembro de 2012.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Em um ponto qualquer do Subúrbio Ferroviário da Cidade de Salvador.







Estas fotografias foram tiradas em outubro de 2012.

Muitas pessoas vão duvidar da origem destas fotos...Isto porque, elas vêem esta cena todos os dias e creio que não encontram nada de belo...

Em um ponto qualquer do subúrbio ferroviário da Cidade de Salvador eis que surge aos meus olhos estas belezas!

Naiana Freitas, 13 de novembro de 2012.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O Próximo...



“[...] E, quando fui escrever, topei com ela já nas primeiras palavras. Suas asas fizeram sombra na página; ouvi o farfalhar de suas saias no quarto. Quer dizer, na hora em que peguei a caneta para resenhar aquele romance de um homem famoso, ela logo apareceu atrás de mim e sussurrou: “Querida, você é uma moça. Está escrevendo sobre um livro que foi escrito por um homem. Seja afável; seja meiga; lisonjeie; engane; use todas as artes e manhas de nosso sexo. Nunca deixe ninguém perceber que você tem opinião própria. E principalmente seja pura [...] Fui para cima dela e agarrei-a pela garganta. Fiz de tudo para esganá-la. Minha desculpa, se tivesse de comparecer a um tribunal, seria legítima defesa. Se eu não a matasse, ela é que me mataria. Arrancaria o coração de minha escrita.[...] Assim, toda vez que eu percebia a sombra de sua asa ou o brilho de sua auréola em cima da página, eu pegava o tinteiro e atirava nela. Demorou para morrer. Sua natureza fictícia lhe foi de grande ajuda. É muito mais difícil matar um fantasma do que uma realidade...”

Woolf, Virginia. Profissões para mulheres e outros artigos feministas. Tradução de Denise Bottmann. Porto alegre: L&PM, 2012. p. 9-15.

Este é um trecho do próximo livro que lerei. Encontrei por acaso no site da editora LPM. Li a amostra que eles disponibilizam lá.  Será que se pode indicar um livro lendo apenas seis páginas? Só sei que as seis páginas me convenceram a ler o livro inteiro. Espero encontrá-lo... Porque tem um tempinho que busco o “Um teto todo seu” da própria autora...

Segue o link do site da editora L&PM:

Naiana Freitas, 09 de novembro  de 2012.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Enfim, graduada...




Hoje, 08 de novembro de 2012, faz oito dias que colei grau. Colei grau, diplomei, virei professora formada como alguns ficaram brincando comigo. Nessa passagem, receber um canudo com um papel dentro não reflete em nada o que passei durante os cinco anos na universidade pública.  Os anos iniciais foram marcados por insegurança, medo de ter largado oportunidades de emprego, que para uma jovem suburbana no Brasil eram perfeitas, depois chegaram os tempos em que pensei: passarei pela universidade intocável, sem conhecer ninguém, sem reconhecer ninguém, sem participar de nada... Foram cinco anos aparentemente longos quando escrevo hoje, mas no exercício deles considerei-os pesados. Cursei cinquenta disciplinas, divididas entre as línguas: inglesa e portuguesa. Foram cinco anos de esforço. Puro esforço.

Como diz uma amiga: “Desde o segundo semestre sabíamos quem iria sobreviver” e todas as vezes que nos encontrávamos dizíamos: “estamos sobrevivendo...”. Eu posso dizer agora: sobrevivi! Porque formalmente completei uma parte de minha trajetória. Recebi o diploma. Fiquei olhando para ele, bastante desconfiada: és tu? O tão desejado... Antes de tê-lo nas mãos, tive um semestre conturbado no meio do caminho. Semestre de greves, assombros, doenças familiares, disciplinas noturnas, aulas de estágio supervisionado puxadas, dolorosas, cansativas... Volta para casa às 23h. Ida para a faculdade às 7h. Noites insones, preocupações, preocupações, CANSAÇO!  Nunca escrevi tanto em agenda, o esquecimento foi constante, uma consequência de ter os nervos tensionados ao limite. A mente cansada e o corpo fragilizado. Neste contexto, necessário não foi à inteligência, mas a vontade de querer chegar com vida a outro ponto. Ainda por cima, “Cai de gaiata” em uma comissão de formatura.

Até ontem, me perguntava: onde você foi parar? Como eu fui parar aqui... Parecendo aquela sensação nonsense de Lewis Carroll. A diferença é que não havia toca de coelho, gato falante... Eu fui adentrando o espaço, porque eu disse: sim, Posso! Poderia ter dito: não, não obrigada. Não, não estou interessada... Mas, fui pega por uma coisa que amo: ESCREVER.  Devido a esse ato de escrevinhar me envolvi nos papéis da comissão de formatura... Depois de tudo, aconselho a qualquer um, diga: não! Desista de qualquer atividade intitulada com esse nome: COMISSÃO. (risos) Depois que elaboramos o convite, nós fizemos muito trabalho braçal. Muita paciência. Nós fomos sugadas para um buraco negro intergaláctico chamado: solenidade. Todos os esforços foram para que esse dia acontecesse. Tudo. Nunca falei tanto ao telefone, nunca respondi tantos e-mails, nunca tive que decidir tanto por outras pessoas, pois nunca podíamos dizer: amanhã resolveremos.  Isso sim foi um rito de passagem. Isso foi crescer, ou como disse em um agradecimento: AGIGANTEI-ME de tal forma que assustei as minhas vibras, emoção e alma.  Nessa comissão o importante ainda estava por nascer: laços de amizade. Laços afetivos entre meninas tão-tão diferentes. E todas as palavras escritas aqui, nunca alcançarão o grau máximo de lisonja.  Às vezes você inspira confiança sem perceber.  E parece que expirei tanto segurança, ou gosto por trabalho que recebi até uma homenagem. Linda homenagem, que sinceramente nunca pensei receber. Nunca esquecerei.

Nesse último semestre, minha sensação foi que eu estava sob e sobre camadas.  Camadas que se interligavam e outras não.  Pessoas do início de graduação eu reencontrei, outras nunca havia cruzado pelas esquinas do ILUFBA.  Eu era mil pessoas dentro de mim. E em cada espaço uma de mim se comportava de maneira tão exemplar, transparecendo pouco o que cada uma de mim sentia.  A verdade, é que tive apoio. Como diz minha mãe, quando você deseja e se esforça o universo ajuda. Minha família, meu bem mais precioso, ou o único bem que tenho na vida foi o meu refúgio e fortaleza contra tudo, contra o mal. A felicidade deles, tornou-se minha, pois até a solenidade: eu era apenas cansaço! Minha irmã estava tão feliz, ela era a formanda, gritou tanto, fez tanta festa. Meu irmão: o piadista, o fotógrafo. Meu avô: só dizia foi lindo demais. Ele aos 84 anos dizendo isso é mais lindo ainda. Meus pais foram: nervoso e choro. E nunca vão esquecer a filha deles, brilhando... Essa minha família é estendida. Estende-se até você, minha companhia durante esse tempo inteiro. Meus amigos (de longe e de perto) eu sei o quanto torceram por mim, vibraram e curtiram todas as fotos do Facebook. Se se pode escolher, escolhi muito bem, as POUCAS pessoas presentes em minha vida.

Neste instante, penso como meus medos dos anos iniciais foram superados. Conheci muita gente na Universidade, fiz amigos de pura afinidade, como também colegas de trabalho. Nossa! Conheço professores que acenam para mim, e sempre respondo: oi professor (A), não por ter esquecido o nome deles, mas porque chamar professor, para mim, é um orgulho e um respeito. Eu que pensei que passaria pela universidade: sem participar de nada, tornei-me arroz de evento... Eu que pensei que passaria pela universidade: Sem ser percebida, fui aceita na pesquisa, e gosto de pesquisar e descobrir. Vejo quanto o que pesquiso se amplia para fora de mim, o quanto admiro quem me guia. Ontem, sete dias após a colação de grau, recebi: parabéns. Parabéns de professoras que tanto gosto...

O que farei agora? Continuarei andando um pouco mais segura pelos caminhos acadêmicos e além-acadêmicos. Buscarei mais força, persistência e paciência em mim, porque sei onde quero chegar. Hoje, tenho menos pressa. Porque a ânsia atrapalha a vida. Tenho que plantar, para colher alguma coisa que valha. Nestes oito dias passados, o rastro da euforia vai desaparecendo e eu vou retornando ao meu dia-dia sem nenhuma mudança.  Quer dizer, no perfil do blog, sou licenciada... Dentro de mim CONTINUO eu. Acho que menos vacilante, menos  criança, menos frágil .... De uma coisa não tenho medo: dinheiro. Ele nunca encheu meus olhos, só minha barriga nos momentos necessários.  E realmente, sou uma fora de moda. Gosto de fazer o que gosto, eu pago caro pela liberdade que tenho, e posso andar de chinelo sem problemas. Hoje, depois de oito dias com o diploma na mão, posso dizer, como resposta a pergunta: o que você quer fazer da vida? Sem hesitar, responderia: escolho o caminho das letras.

Naiana Freitas, 08 de novembro de 2012.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Lástima...


É lastimável haver 2000 vagas para a segurança...e minguadas vagas para a educação...É melhor pagar para coibir do que para instruir!!

Naiana Freitas, 30 de novembro de 2012.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Refúgio...



“[...] No teu íntimo há calma e asilo, e a qualquer instante podes retirar-te dali, para estares a sós contigo mesma, assim como eu também o sei fazer. Poucos homens tem essa faculdade e, todavia, não há nenhum que não possa gozar dela.”

In: HESSE, Hermann. Sidarta. Tradução Herbert Caro. 9º edição. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 1972. p.61