quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Eternamente dois...

Eternamente dois

Eram dias sem noites
E noites sem dias
Eram suas pegadas
Pegadas nas minhas

Eram sóis,
Chuvas
E tempestades,

Eram risos
E gargalhadas,
Eram suas lágrimas,
Lágrimas minhas

Eram dóceis,
Saúvas
E selvagens,
Rolinhas

Eram
Eternamente dois.

©NPFreitas, 26 de janeiro de 2012.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Ao Sintaxe...

Naiana Freitas, 25 de fevereiro de 2012.

Fragmento de "O vendedor de passados"

“[...] A realidade fere, mesmo quando, por instantes, nos parece um sonho. Nos livros está tudo o que existe, muitas vezes em cores mais autênticas, e sem a dor verídica de tudo o que realmente existe. Entre a vida e os livros, meu filho escolhe os livros.”

José Eduardo Agualusa



Em: Agualusa,José Eduardo. O vendedor de passados. Rio de janeiro: Gryphus, 2004. p.102.

Naiana Freitas,25 de fevereiro de 2012.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Um poema lírico musicado: Todo o Sentimento/Chico Buarque



Não ouvi os acordes, nem o som e tampouco os instrumentos. Eu só ouvi a linguagem ritmada que vibra em cada verso, pura canção!

Todo o Sentimento/Chico Buarque

Preciso não dormir
Até se consumar
O tempo da gente.
Preciso conduzir
Um tempo de te amar,
Te amando devagar e urgentemente.

Pretendo descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez,
Que recolhe todo sentimento
E bota no corpo uma outra vez.

Prometo te querer
Até o amor cair
Doente, doente...
Prefiro, então, partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente.

Depois de te perder,
Te encontro, com certeza,
Talvez num tempo da delicadeza,
Onde não diremos nada;
Nada aconteceu.
Apenas seguirei
Como encantado ao lado teu.

Referência: http://letras.terra.com.br/chico-buarque/45181/


NPFreitas,21 de fevereiro de  2012.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Trecho: A paixão segundo G.H


“[...]Mas por que eu? mas porque não eu? Se não tivesse sido eu, eu não saberia, e tendo sido eu, eu soube- apenas isso. O que é que me havia chamado: a loucura ou a realidade?”

Lispector, Clarice. A paixão segundo G.H. Rio de janeiro: Rocco, 1998,p.70.


NPFreitas,21 de fevereiro de  2012

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Vitória da Conquista-BA



Lembrança da visita...


Foto e edição:Naiana Freitas
Naiana Freitas, 20 de fevereiro de 2012.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

"'Que se danem os nós""

"...Outra hora era o nada
A vida presa num barbante
Eu quem dava o nó
[...]
Que se danem os nós "

Ana Carolina





Naiana Freitas, 18 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Arthur Schnitzler e a sua Senhorita Else

Senhorita Else equivale a uma injeção de adrenalina na corrente sanguínea. Li este livro em uma única respiração. Quando cheguei ao fim, precisei de muito ar para voltar a respirar normalmente. O estilo de escrita traz um denso “fluxo de consciência” da protagonista, do princípio ao fim. Devido a essa técnica narrativa, ler este livro causa uma irritação nas primeiras páginas, pois iniciamos sua leitura perdidos. Mas, após uma leitura atenta, nós somos impelidos a agir e a perceber o universo ao redor de Else como se tivéssemos sendo sugados para um mergulho. Ou afogamento? No início, acredito que sentimos por conta própria as braçadas da protagonista, então é uma imersão. Mas, no fim, somos afogados. Somos levados à força a entrar na “psicologisse” da personagem. E na conclusão, estamos nos debatendo, como ela, entre estreitas paredes brancas sem água nenhuma.

Esse livro é de um teor psicológico surpreendente. Somente um iniciado na prática psicanalítica poderia fornecer elementos tão convincentes na elaboração do enredo, atmosfera, personagens. O pequeno romance retrata todo imaginário produzido ao redor das mulheres durante o século XIX e início do XX. Else possui características que a classificariam como a histérica. Questões ligadas ao seu sexo biológico determinam suas reações. Por exemplo, seu útero é o iniciador de sua “loucura”, como em: “[...] Na noite passada  também  já  dormi pessimamente. Evidentemente aproximam-se aqueles dias. Por isso é que sinto dores nas pernas. Hoje é 3 de setembro; provavelmente, portanto no seis. Vou tomar veronal, hoje. Não quero me acostumar com ele.”(SCHNITZLER,1985,p.11). Além disso, os desejos sexuais de Else são reprimidos por ela mesma, ao mesmo tempo em que notamos seu impulso sexual similar a de qualquer humano.

Qualquer palavra escrita aqui, sobre essa senhorita possui um único objetivo: instigar a aventura de ler um livro desassossegado como este. É verdade que por excesso de “frescura” ingressei no enredo tão intensamente que passei mal no final. Foi a Else lá do mundo do maravilhoso me pregando uma peça... Eu que já conhecia esse autor, confirmo em mais essa leitura que ele foi um dos gênios de seu século.  Só tenho uma crítica à edição, percebem-se alguns escorregões na tradução e na escolha de palavras, mas como um passarinho me contou: tradução é um texto novo dentro dos limites daquele produzido pelo autor.


Referência:
Schnitzler, Arthur. Senhorita Else. Tradução: Marijane Lisboa. Rio de Janeiro: Paz e Terra,1985.
©Naiana Freitas, 17 de  Feverreiro de 2012

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Trecho de “O Lustre”




“[...] Quanto a si própria ela não sabia sequer adivinhar o que podia e o que não podia, o que conseguiria apenas com um bater de pálpebras e o que jamais obteria, mesmo cedendo  a vida. Mas a si própria concedia  o privilégio de não exigir gestos e palavras para se manifestar Sentia que embora sem um pensamento, um desejo ou uma lembrança ,ela era imponderavelmente aquilo que ela era e que consistia Deus sabe em quê.”


LISPECTOR, Clarice. O lustre. Rio de janeiro: Rocco, 1999.p.20.

Naiana Freitas, 16 de fevereiro de 2012.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Os três livros de previsão...


Estou hospedando alguns livros que estão de férias... Sim, estão passando as férias comigo... Entre eles consta uma maravilha mística! Uma enciclopédia com 24 anos. Não é qualquer enciclopédia é a “The encyclopedia of fortune Telling”. Adivinhações, sorte, mapa astral, quiromancia, tarô, numerologia etc. Tudo reunido em um livro só. Livro de tamanho grande, com páginas ilustradas em papel couché...

Algumas das ilustrações trazem imagens curiosas sobre as práticas astrológicas da antiguidade a idade moderna. Do Ocidente ao oriente. Eu fico folheando ele, como uma criança com seu álbum de fotografia... Depois, pulo os capítulos, misturo os parágrafos, me esquivo do tarô... Porque essas cartas me trazem um sobressalto... Mas, adoro ficar horas bisbilhotando cada detalhe da carta, cada provável significado... Cada detalhe! Elas me repelem e aproximam. E daqui a pouco estou lá jogando...

Essa jovem enciclopédia está tão paparicada! Pois, livro já é mágico e um com um título desses é feitiço em dobro. É verdade que já tinha na minha estante, dois livros de previsão: um de sonhos e um de leitura de cartas de baralho. Será que se pode prever o próprio futuro? Será que tenho talento?De quem ganho essas coisas? Das pessoas que sabem que adoro ter a curiosidade aguçada para as coisas abstratas, indizíveis. E, depois, sabem como divirto esse meu cérebro louco.

A  The encyclopedia of fortune Telling  é misteriosa, bem afeiçoada, cheira a livro velho, mas, mas é sensacional.

Abaixo trago a imagem do representante do meu signo: Gêmeos. Com a sua respectiva legenda. 
“The Planet Mercury,traditionally the ruler of the Zodiacal sign of Gemini, is associated with travel,communications and,oddly,theft. He is shown here bearing the staff of Hermes,messenger of the gods.”
Referências:

KING,Francis X. The Encyclopedia of fortune Telling. Lodon:Octopus books,1988.p.138.

Naiana Freitas, 15 de fevereiro de 2012.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Para dissipar a minha indignação crônica...

Para dissipar a minha indignação crônica.... E voltar ao meu estado verde. Verde de calma, serenidade. Para aclamar a suposta  cegueira humana que  me faz viver sem muitos arranhamentos.  Para me convencer que estou e sou alienada....E que a literatura se apossou de mim, esquecendo do mundo soteropolitano na fora.. ...Para me certificar que os gênios se foram...Para sentir as palavras poéticas...Para eliminar todas as verdades.
Para tudo isso exponho umas folhas verdinhas que fotografei a uma semana atrás, no inicio da manhã. Aquelas folhas estavam molhadas...A chuva havia tocado nelas na madrugada...e naturalmente belas...sorriram para mim, sem eu pedir. Naquele dia, além de folhas orvalhadas senti o bafo doce e suave da aurora que nascia...






























Naiana Freitas, 09 de fevereiro de 2012.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A ilusão de greve na greve!



Eu fico aqui me indignando e você fica ai preso em casa... E todos eles encenando essa palhaçada toda.... Eles tem a massa de manobra de lá, a gente a de cá, um puxa para o outro e outro para o outro. Nenhum Estado é neutro, nenhuma greve é neutra. Eu não sou neutra estou aqui politicando [para nada] ...quem está igual a você é seu amigo, quem está acima é inimigo é assim a política. Essa é a minha versão de verdade... Esquerdistas, direitistas dependem do ponto referencial. A vida roda... e a política roda roda e volta ao mesmo lugar...com sua verdade, acredita quem quer e eu não acredito...nessa política partidária. Subalterno sozinho não consegue nada, e eu com certeza eu não serei convidada a nenhum bando, Por quê? Porque penso como você\Vocês! 

Texto originalmente postado no Facebook, às 21:30.
Naiana Freitas, 08 de fevereiro de 2012.

Aplausos! Aplausos!!! Para eles...



Já estou cansada desse show.

NPFreitas, 08 de fevereiro de 2012.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

E ... A politicalha da Bahia...




Os acontecimentos recentes na Bahia são resultado de nossa velha “politicalha” de cada dia, como bem assinalou Rui Barbosa.

NPFreitas, 07 de fevereiro de 2012.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Para quê penso e logo existo?

Eu só quero a alienação neste instante, nada mais!Pena que "ela" é para quem pode e não para quem quer...isso me entristece.Para quê penso e logo existo?


[risos,muitos risos...]


NPFreitas, 06 de fevereiro de 2012.

Disco voador...


...

[....]Oh! Oh! Oh! Seu Moço!
Do Disco Voador
Me leve com você
Prá onde você for
Oh! Oh! Oh! Seu Moço!
Mas não me deixe aqui
Enquanto eu sei que tem
Tanta estrela por aí...

Raul Seixas


NPFreitas, 06 de fevereiro de 2012.