quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Trecho de “O Lustre”




“[...] Quanto a si própria ela não sabia sequer adivinhar o que podia e o que não podia, o que conseguiria apenas com um bater de pálpebras e o que jamais obteria, mesmo cedendo  a vida. Mas a si própria concedia  o privilégio de não exigir gestos e palavras para se manifestar Sentia que embora sem um pensamento, um desejo ou uma lembrança ,ela era imponderavelmente aquilo que ela era e que consistia Deus sabe em quê.”


LISPECTOR, Clarice. O lustre. Rio de janeiro: Rocco, 1999.p.20.

Naiana Freitas, 16 de fevereiro de 2012.

Um comentário:

  1. procurando fragmentos do livro achei o seu, rsrsrs, adorei esse livro...

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Obrigada!!!