domingo, 22 de abril de 2012

Esboço Imperfeito do Amor Contemporâneo [PARTE IV]


   Amar ou não amar, eis o problema?
“[...] O amor por Ulisses veio como uma onda que ela tivesse podido controlar até então. Mas de repente ela não queria mais controlar.
E quando  notou que aceitava em pleno amor ,sua alegria foi tão grande que o coração lhe batia por todo o corpo,parecia-lhe que mil corações  batiam- lhe  nas profundezas de sua pessoa. .  Um direito de ser tomou-a, como se ela  tivesse acabado de chorar ao nascer. Como? Como prolongar o nascimento pela vida inteira? Foi depressa ao espelho para saber quem era Loreley  e para saber se podia ser amada. Mas assustou-se a se ver.” .
Eu existo, estou vendo, mas quem sou eu? E ela teve medo. Parecia-lhe que sentindo menos dor, perdera a vantagem da dor como aviso ou sintoma.  Estivera incomparavelmente mais serena porém  em grande perigo de vida: podia estar a um passo da morte da alma,a um passo desta já ter morrido, e sem o benefício  de seu próprio aviso prévio. “ CLARICE LISPECTOR


Naiana Freitas, 22 de abril de 2012.

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