domingo, 30 de setembro de 2012

As três fases do horário político:

As três fases do horário político:

1º indignação, revolta, falei sem parar
2º morri de rir
3º Agora só dá vontade de vomitar.

Eles dizem que eu sou povo. Para mim, eles que são um povo. Ainda por cima nojentos. Por um lado, estou apenas alterando o sujeito que julgo povo, porque no final  estou usando o termo no mesmo sentido que aprendi deles. Quem sabe, retirando toda a crítica esteja alterando alguma coisa. E como a linguagem ajuda, para ser povo eles estão usando o a gente, excesso de gírias, amiguismo...Eu já disse: sou povo, mas sou inteligente.

Naiana Freitas, 30 de Setembro de 2012

sábado, 29 de setembro de 2012

Breve Canção De Sonho/Zélia Duncan




Dormi sozinha e acordei
Cantando a nossa canção
Canção que só escutei
Num sonho que eu não lembrei
Mas juro havia paixão

Ainda vou me lembrar
De cada nota e refrão
Só sei que cê tava lá
E tudo o que aconteceu
Fugiu pra outro lugar

Não sei se posso falar assim do que vi
Você cantava pra mim
Suspiros, flores, perdão
Canção de amor é assim

Dormi sozinha e acordei
Cantando a nossa canção
Canção que só escutei
Num sonho que eu não lembrei
Mas juro havia paixão

Não sei se posso falar assim do que vi
Você cantava pra mim
Suspiros, flores, perdão
Canção de amor é assim

Não sei se posso falar assim do que vi sem saber
Você cantava pra mim
Se é ato falho, não sei
Canção de amor é assim

Você cantava pra mim
Se é ato falho, não sei
Canção de amor é assim

Você cantava pra mim
Suspiros, flores, perdão
Canção de amor é assim

Naiana Freitas, 29 de setembro de 2012.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Eu devia ter amado os números....

Eu devia ter amado os números. Poderia ter me tornado bancária.Estaria em greve agora.Você me diz: toda a categoria fez greve esse ano, até a minha. Tudo bem, a única diferença é que  a categoria dos bancários....conseguirá a vitória...E bons cifrões.

Naiana Freitas, 26 de Setembro de 2012.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Trecho Sidarta....


“Escrever é bom. Pensar é melhor. A inteligência é boa. A paciência é melhor.”


In: HESSE, Hermann. Sidarta. Tradução Herbert Caro. 9º edição. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 1972.  p.56


Naiana Freitas, 21 de setembro de 2012.

domingo, 16 de setembro de 2012

Eu, você e os formulários virtuais.



Vocês conhecem aqueles formulários para a confirmação de envios na internet? Aqueles que perguntam: diga-me que você não é um robô. E aparecem as letras distorcidas em uma caixinha.  Na verdade, acho que a pergunta deveria ser alterada para: diga-me que você não tem problemas visuais. Particularmente ler aquelas letrinhas para mim é um transtorno. Não sei se é porque eu faço parte do público usuário de lentes corretivas... Essas letras de segurança. São tão seguras que impedem o envio dos formulários. Todas às vezes, eu preciso pedir novas letras para confirmação...  Ontem, eu fui ao extremo: pedi para ouvir... E fui pura gargalhada. Não entendi uma letra. Saíram todas emboladas... Só não foi mais irritante do que aquelas atendentes virtuais que a cada opção escolhida por você replica: desculpe, não entendi. Fale de novo. Ou, não consegui identificar o seu CPF, seu número do cartão e blás-blás –blás virtuais mais. Felizmente, eu não sou um robô, porque posso quando todos esses sistemas travam (ou quando minha paciência se afasta) desligar o computador e o telefone sem nenhum aviso prévio. As duas qualidades que amo na tecnologia: estar e ao mesmo não estar em nenhuma parte.

Naiana Freitas, 14 de julho de 2012. 

O desautomatizar...


Quando estou demasiado robô: escrevo, escrevo e escrevo. E depois leio, leio, leio e leio ainda mais.


Naiana Freitas, 14 de setembro de 2012. 

sábado, 15 de setembro de 2012

Trecho do diálogo entre Sidarta e Kamasvami



– Cada um dá o que tem. O guerreiro dá a sua força; o comerciante, a sua mercadoria; o mestre, a sua doutrina; o pescador, os seus peixes.

- Ótimo. E qual será o bem que tu poderás oferecer? Que aprendeste? Que sabes fazer?

-Sei pensar. Sei esperar. Sei jejuar.


In: HESSE, Hermann. Sidarta. Tradução Herbert Caro. 9º edição. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 1972.  p.55

Naiana Freitas, 15 de Setembro de 2012.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Tem gente...


Tem gente que fala com planta, 
Tem gente que fala com bicho
Tem gente que fala com bebê e espírito. 
Tem gente que fala com texto...
Como eu. 



Naiana Freitas, 11 de agosto de 2012.


Nota:
O que é isso? (Risos)
é um fato. Não é nenhum texto não. 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

“Uma única Sabedoria, que se acha em toda a parte” /Herman Hesse.




“[...] Sempre almejei o conhecimento; sempre abriguei em mim grande número de perguntas. Consultei os brâmanes, ano por ano, e consultei os sagrados vedas, ano por ano, e consultei os piedosos samanas, ano por ano. Talvez, ó Govinda, fosse igualmente oportuno, sensato e proveitoso interrogar uma ave ou um chimpanzé. Gastei muito tempo e ainda não cheguei ao fim, para apenas aprender isto: que não se pode aprender nada! Acho eu que a tal coisa que chamamos “aprender” de fato não existe. Existe, sim, meu amigo, uma única sabedoria, que se acha em toda a parte. É o Átman, que está em mim e em ti e em qualquer criatura. E por isso começo a crer que o pior inimigo dessa sabedoria é a sede de saber, é a aprendizagem.”


In: HESSE, Hermann. Sidarta. Tradução Herbert Caro. 9º edição. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 1972.  p.18

domingo, 9 de setembro de 2012

Selo: Mar


Naiana Freitas, 09 de setembro de 2012.

Ó Mar...

Foto: Naiana Freitas
Salvador/BA

Foto: Naiana Freitas
Salvador/BA

Foto: Naiana Freitas
Salvador/BA

Ó Mar, 
posso não te entender, 
Mas, gosto de te olhar. 
(Risos)

Naiana Freitas, 09 de setembro de 2012. 

sábado, 8 de setembro de 2012

Eu Que Não Sei Quase Nada do Mar/ (por) Ana Carolina

Eu Que Não Sei Quase Nada do Mar/ (por) Ana Carolina

Garimpeira da beleza
Te achei na beira de você me achar
Me agarra na cintura, me segura e jura que não vai soltar
E vem me bebendo toda, me deixando tonta de tanto prazer
Navegando nos meios seios, mar partindo ao meio
Não vou esquecer

Eu que não sei quase nada do mar
Descobri que não sei nada de mim

Clara, noite rara, nos levando além
Da arrebentação
Já não tenho medo de saber quem somos
na escuridão

Me agarrei nos seus cabelos
Sua boca quente pra não me afogar
Tua língua correnteza lambe minhas pernas
Como faz o mar
E vem me bebendo toda, me deixando tonta de tanto prazer
Navegando nos meus seios, mar partindo ao meio
Não vou esquecer

Eu que não sei quase nada do mar
Descobri que não sei nada de mim


Naiana Freitas, 08 de setembro de 2012. 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Ó inocência, tu existes?



Greve boa é essa nossa, com data de fim. Será que é greve mesmo ou é novela. É Narrativa e ponto final. E eu, continuo intensamente tola. A crença está ai para quem quiser crer. Não creio não. Só na minha indignação. Antes ser tolo do que inocente. Ó inocência, tu existes? Se sim salvou ( salva)muita gente!


Naiana Freitas,06 de setembro de 2012

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Minha Casa/ Zeca Baleiro



É mais fácil

Cultuar os mortos

Que os vivos

Mais fácil viver

De sombras que de sóis

É mais fácil

Mimeografar o passado

Que imprimir o futuro...

Como o poeta que envelhece

Lendo Maiakóvski

Na loja de conveniência

Não quero ser alegre

Como o cão que sai a passear

Com o seu dono alegre

Sob o sol de domingo...

Como quem constrói estradas

E não anda

Quero no escuro

Como um cego tatear

Estrelas distraídas

Quero no escuro

Como um cego tatear

Estrelas distraídas...

No passeio público

Amores secretos

Debaixo dos guarda-chuvas

Tempestades que não param

Pára-raios quem não tem

Mesmo que não venha o trem

Não posso parar

Tempestades que não param

Pára-raios quem não tem

Mesmo que não venha o trem

Não posso parar...

Como passa

Uma escola de samba

Que atravessa

Pergunto onde estão

Teus tamborins?

Pergunto onde estão

Teus tamborins?

Sentado na porta

De minha casa

A mesma e única casa

A casa onde eu sempre morei

A casa onde eu sempre morei

A casa onde eu sempre morei..


Naiana Freitas, 03 de setembro de 2012.