domingo, 16 de setembro de 2012

Eu, você e os formulários virtuais.



Vocês conhecem aqueles formulários para a confirmação de envios na internet? Aqueles que perguntam: diga-me que você não é um robô. E aparecem as letras distorcidas em uma caixinha.  Na verdade, acho que a pergunta deveria ser alterada para: diga-me que você não tem problemas visuais. Particularmente ler aquelas letrinhas para mim é um transtorno. Não sei se é porque eu faço parte do público usuário de lentes corretivas... Essas letras de segurança. São tão seguras que impedem o envio dos formulários. Todas às vezes, eu preciso pedir novas letras para confirmação...  Ontem, eu fui ao extremo: pedi para ouvir... E fui pura gargalhada. Não entendi uma letra. Saíram todas emboladas... Só não foi mais irritante do que aquelas atendentes virtuais que a cada opção escolhida por você replica: desculpe, não entendi. Fale de novo. Ou, não consegui identificar o seu CPF, seu número do cartão e blás-blás –blás virtuais mais. Felizmente, eu não sou um robô, porque posso quando todos esses sistemas travam (ou quando minha paciência se afasta) desligar o computador e o telefone sem nenhum aviso prévio. As duas qualidades que amo na tecnologia: estar e ao mesmo não estar em nenhuma parte.

Naiana Freitas, 14 de julho de 2012. 

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