terça-feira, 30 de outubro de 2012

Lástima...


É lastimável haver 2000 vagas para a segurança...e minguadas vagas para a educação...É melhor pagar para coibir do que para instruir!!

Naiana Freitas, 30 de novembro de 2012.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Refúgio...



“[...] No teu íntimo há calma e asilo, e a qualquer instante podes retirar-te dali, para estares a sós contigo mesma, assim como eu também o sei fazer. Poucos homens tem essa faculdade e, todavia, não há nenhum que não possa gozar dela.”

In: HESSE, Hermann. Sidarta. Tradução Herbert Caro. 9º edição. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 1972. p.61

domingo, 28 de outubro de 2012

Que seja!


Fui nulo, sou nulo e isso é uma opção, nunca neutra. 
Reflete o meu profundo descontentamento com essa máquina política ..Eu não perdi, porque se posso parafrasear, ou brincar um pouco, afirmo: Todas as propostas políticas são ridículas, e são ridículas..Risos...Desejo, sinceramente desejo aos que acreditam na mudança, que suas expectativas sejam satisfeitas. Que sejam! Eu não acredito nem espero por nada...Só na festa da copa, para criar um estranhamento...chamado ironia.

Naiana Freitas, 28 de outubro de 2012.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

E quem engana quem?



Todos deveriam se perguntar: Não quem matou o Max ou a novela inteira... Mas a propaganda eleitoral de quem engana quem?  Eu sujeito da periferia de Salvador, nunca vi o jovem herdeiro da política na Bahia, nem o esquerdista, (que de tão esquerdo não consegue seguir direto ao gabinete de prefeito de Salvador a não sei quantos anos), perto daqui. Agora, como eles precisam de nós, do “buzu” lotado, do churrasquinho na laje, do "pagodão", aparecem aqui por turno. De manhã vem um com seu séquito... De tarde outro. De manhã os muros estão de uma cor, à tarde de outra... A única coisa que não muda: muita gente na rua abraçando, pulando, gritando pelo seu candidato do coração. Vai saber qual, como nem quis perguntar sobre o assassinato da dramaturgia recente...

Como por aqui, quadrilha só é quadrilha por ter realizado crimes de sangue, imagine? É por isso que os crimes de colarinho branco são melhores do que o sangue derramado de cada um de nós nessa vida indigna de verdade.

Eu não deveria reclamar não, deveria festejar. Brasileiro é bom no festejar e na cervejinha, esquece-se de todos os seus percalços em um dia finito de domingo.
Ninguém pode reclamar, eu acho que já estou reclamando, que está se vendo na TV.

Naiana Freitas, 23 de outubro de 2012.

sábado, 20 de outubro de 2012

Os convites em exposição...



Os convites demoraram de chegar, mas chegaram. Como estão lindos, vou expô-los como uma obra de arte. Mostrá-los é registrá-los. E também, extrair o melhor de um momento tão tenso como o nosso:Ocupar cadeira na Comissão de formatura...


foto: Naiana Freitas

Foto: Naiana Freitas

Foto: Naiana Freitas

Naiana Freitas, 20 de outubro de 2012

Confesso...

Confesso, simplesmente confesso: gostaria de ser "alguém" nessa nessa segunda eleição...Mas, isso é como fé. Quem tem tem, quem não tem, lê outras páginas...

Naiana Freitas, 20 de outubro de 2012

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Da série: Poderia ter dito, ou já disse, mas citando está bem melhor...




"[...] O avanço na cultura e nos costumes é mais difícil. “Enquanto a mulher brasileira for liberal na rua mas machista em casa, o avanço será apenas econômico”, afirma a historiadora Mary Del Priore. A mulher brasileira também se apega mais a tradição do que a americana e a europeia. O casamento, no país, ainda tem um valor social tão ou mais forte que o afetivo. “Ter marido e filhos, no Brasil, ainda parece prova que você é bem sucedida”. Diz a antropóloga Mirian Goldenberg, professora da Universidade federal do Rio de Janeiro.  “É o que chamamos de marido como capital.” A importância dada ao casamento no Brasil cria mulheres mais ansiosas e submissas nos relacionamentos.”


Retirado de: CORONATO, Marcos et al. A guerra dos sexos acabou?. In: Revista época, 8 out.2012. p.74 (grifo meu)

Naiana Freitas, 19 de outubro de 2012.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Uma direta imersão em Nietzsche...



A postagem é apenas sinalizadora. É para o blog registrar mais uma leitura de “alemães” minha. Depois de Rilke, Goethe, Freud, Schnitzler, Hesse... Falta mais alguém?  Iniciei um contato de primeiro grau com Nietzsche. É de primeiro grau, porque até hoje só o li por terceiros.  E nessa leitura, me dei conta que conheci até alguns escritores alemães. Nada premeditado. Encontrei com eles em momentos diferentes, mas sempre trazem a inquietude dosada a bons conselhos ao silêncio íntimo.  Também não sei se estou recordando disto devido a umas aulas de alemão que estou frequentando. Ouvir o alemão é cômodo para mim, muito mais suave do que o espanhol ou português lusitano. Embora, seja menos compreendido...
Eu estou em falta com Hesse, porque prometi falar dele no blog. Agora me pergunto, prometi a quem? Acho que a ele. (risos). Sem disponibilidade para escrever um texto sobre ele, pois meu texto não captaria de jeito à euforia que o li. Deixei passar... E passando de mão em mão, eis que alcanço o Nietzsche.  Eu até fiquei temerosa de lê-lo, mas a curiosidade nestes tempos mata algum leitor? Acho que mata de raiva de vez enquanto... Fogueiras só metafóricas ou simbólicas para ser mais precisa...
Como homens de tempos diferentes, posições ideológicas distintas e algumas vezes discordantes, podem tocar a existência para frente, enxotar os embaralhementos sociais? Como eu posso lê-los de forma desesperada? E arregalando os olhos e dizendo: Nossa... Verdade... Esse cara pensou sobre isso... Não você é louco... Discordo... Eu falaria isso... Que raiva hein? Nunca pensei... Realmente para a época... Ou: sublinhando as frases, escrevo risos, digo alto tudo isso... E minha irmã sempre me responde achando que converso com ela. Tenho que parar e dizer: nada não, tô falando com o texto...
Ainda estou no meio do livro, atravessando as limitações do tempo em um exercício na busca de refúgio, de conversa, silêncio, euforia, dissipar e reunir meu pensamento com a leitura... E o Ecce homo, está todo retalhado em meus pedacinhos de papel. Estou me contendo para não riscá-lo... O livro nem meu é... Ou será? sabe-se lá...
Para comemorar a imersão, selecionei esse trecho inserido no fim do texto. Acho que é isso que faço: leio para me livrar de mim, conhecer o desconhecido, retirar-me de minha seriedade ou do mundo inteiro... Na verdade, o título desse texto deveria ser uma segunda imersão do livro... Pois, foi o livro que mergulhou em minha bolsa um dia desses nessa chuva fora de estação de Salvador. Tentando ser prática... Crio situações engraçadas. Situações-piada. O bom é que molhado o livro materialmente me retirou da condensação de seriedade da qual sou composta... Esse causo resultou em muito riso, em gargalhada. Nietzsche, eu estou te vasculhando, eu espero encontrar discordâncias e afinidades com a sua leitura.

“[...] No meu caso, faz parte da minha recreação ler tudo: consequentemente, ler aquilo que me livra de mim mesmo, que me deixa passear em ciências e almas desconhecidas- aquilo que não levo mais a sério. Ler me relaxa de minha própria seriedade.”

Nietzsche, Friedrich Wilhelm. Ecce homo: de como a gente se torna o que a gente é. Tradução e organização Marcelo Backes. Porto alegre: L&PM, 2012. Coleção L&PM Pocket. p.51

Naiana Freitas, 12 de outubro de 2012.

domingo, 7 de outubro de 2012

Selo: Eleição



Naiana Freitas, 07 de outubro de 2012

A Síndrome da eleição...




Em algumas propagandas publicitárias vinculadas neste período eleitoral, uma especifica me chamou atenção: “Vote e seja um cidadão”. Discordo plenamente disto, pois ser cidadão implica em muitas outras atribuições do que o “direito” ao voto.  Esse ser cidadão é mais cidadão votando do que exigindo melhorias, jogando papel na lata do lixo, questionando os poderes instituídos, dando lugar aos idosos no ônibus... etc. Para crer na sentença: voto, logo sou cidadão, eu terei que abrir mão do que concordo plenamente desde os  15 anos de idade, voto no Brasil é obrigação.

Sofro da síndrome de indignação, pois um vereador recebe um salário R$ 10.400,76, para contratação de assessores R$ 53.033,16; vale-combustível R$ 1.865,00; vale-refeição R$ 1.272,00; selos postais R$ 4 mil. O custo de cada vereador por ano é R$ 2,8 milhões!**

Para ser mais irônica, pergunto:

E quem envia tantas correspondências assim no ano? Na época da tecnologia?

*Dados, retirados do Caderno seu voto, Jornal Correio da Bahia, Salvador, 7 de outubro de 2012.

Naiana Freitas, 07 de outubro de 2012.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Da série: Poderia ter dito, ou já disse, mas citando está bem melhor...



“[...] O jeito, portanto, é salve-se quem puder. Se não existem utopias – e toda utopia é um pacto com o futuro- nem se acredita na política, sobra apenas à saída individual”.

DIMENSTEIN, Gilberto. A epidemia da beleza. Folha de são Paulo. São Paulo, 8 de maio  2005.

Naiana Freitas, 05 de outubro de 2012.

Da série: Poderia ter dito, ou já disse, mas citando está bem melhor..


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“[...] O culto a futilidade é não só um transtorno individual – em que a pessoa passa a viver apenas em função do superficial e do fugaz- mas também um transtorno coletivo.”

DIMENSTEIN, Gilberto. A epidemia da beleza. Folha de são Paulo. São Paulo, 8 de maio  2005.


Naiana Freitas, 05 de outubro de 2012.