segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Em 2013...






Criação Naiana Freitas
     

A postagem 200 de 2012!

Naiana Freitas, 31 de dezembro de 2012.

domingo, 30 de dezembro de 2012

As duas almas do homem de acordo com Machado de Assis...



“[...] Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro*... Espantem-se à vontade, podem ficar de boca aberta, dar de ombros, tudo; não admito réplica. Se me replicarem, acabo o charuto e vou dormir. A alma exterior pode ser um espírito, um fluido, um homem, muitos homens, um objeto, uma operação. Há casos, por exemplo, em que um simples botão de camisa é a alma exterior de uma pessoa; - e assim também a polca, o voltarete, um livro, uma máquina, um par de botas, uma cavatina, um tambor, etc. Está claro que o ofício dessa segunda alma é transmitir a vida, como a primeira; as duas completam o homem, que é, metafisicamente falando, uma laranja. Quem perde uma das metades, perde naturalmente metade da existência; e casos há, não raros, em que a perda da alma exterior implica a da existência inteira”


ASSIS, Machado de. O Espelho. In: Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar 1994. v. II.

Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000240.pdf
(* A letra em vermelho, eu acrescentei)


Esse texto é um manancial para discussões, fora que a escrita preenche a lacuna dos amantes do passado.  Sugiro a leitura integral do conto e o site da biblioteca digital: http://www.dominiopublico.gov.br/ .

Naiana Freitas, 30 de dezembro de 2012. 

P.S:
(* A letra em vermelho, eu acrescentei)

Trecho de "A mensagem" Clarice Lispector


“[...] Sobretudo a moça já começara a não sentir prazer em ser condecorada com o titulo de homem ao menor sinal que apresentava de... de ser uma pessoa. Ao mesmo tempo que isso a lisonjeava, ofendia um pouco: era como se ele se surpreendesse de ela ser capaz, exatamente por não julgá-la capaz. Embora, se ambos não tomassem cuidado, o fato dela ser mulher poderia de súbito vir à tona. Eles tomavam cuidado.”


LISPECTOR, Clarice. A mensagem. In: idem. A legião estrangeira. Rio de janeiro: Rocco, 1999.p.31

Naiana Freitas, 30 de dezembro de 2012

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

...


"[...]Se tanto amor dentro de mim
Eu tenho, mas no entanto
Continuo inquieto
É que eu preciso que o Deus venha
Antes que seja tarde demais."

Trecho da canção: Que o Deus Venha/Cazuza.

Naiana Freitas, 26 de dezembro de 2012.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Feliz Natal!



Naiana Freitas, 23 de dezembro de 2012.

Lugares Proibidos/Adriana Calcanhoto


Eu gosto do claro quando é claro que você me ama
Eu gosto do escuro no escuro com você na cama
Eu gosto do não se você diz não viver sem mim
Eu gosto de tudo, tudo o que traz você aqui
Eu gosto do nada, nada que te leve para longe
Eu amo a demora sempre que o nosso beijo é longo
Adoro a pressa quando sinto
Sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby, com você já, já...

Mande um buquê de rosas, rosa ou salmão
Versos e beijos e o seu nome no cartão
Me leve café na cama amanhã
Eu finjo que eu não esperava
Gosto de fazer amor fora de hora
Lugares proibidos com você na estrada
Adoro surpresas sem datas
Chega mais cedo amor
Eu finjo que eu não esperava

Eu gosto da falta quando falta mais juízo em nós
E de telefone, se do outro lado é a sua voz
Adoro a pressa quando sinto
Sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby com você chegando já...

Gosto de fazer amor fora de hora
Lugares proibidos com você na estrada
Adoro surpresas sem datas
Chega mais cedo amor
Eu finjo que eu não esperava...

 disponível em:

Link: http://www.vagalume.com.br/adriana-calcanhoto/lugares-proibidos.html#ixzz2FvL2Gd3W

Naiana Freitas, 23 de dezembro de 2012.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Feliz 2013! (Cartãozinho de natal)


O  mundo está muito árido, não por falta de água,  mas por falta de alma, ou coração.Por isso, fiz este cartão de natal. Seguem duas versões.
Criação: Naiana Freitas

Criação: Naiana Freitas

Naiana Freitas, 22 de dezembro de 2012. 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Fênix/Jorge Vercillo



Eu!
Prisioneiro meu
Descobri no breu
Uma constelação...

Céus!
Conheci os céus
Pelos olhos seus
Véu de contemplação...

Deus!
Condenado eu fui
A forjar o amor
No aço do rancor
E a transpor as leis
Mesquinhas dos mortais...

Vou!
Entre a redenção
E o esplendor
De por você viver...

Sim!
Quis sair de mim
Esquecer quem sou
E respirar por ti
E assim transpor as leis
Mesquinhas dos mortais...

Agoniza virgem Fênix
O amor!
Entre cinzas arco-íris
Esplendor!
Por viver às juras
De satisfazer o ego mortal...

Coisa pequenina
Centelha divina
Renasceu das cinzas
Onde foi ruína
Pássaro ferido
Hoje é paraíso...

Luz da minha vida
Pedra de alquimia
Tudo o que eu queria
Renascer das cinzas...

E eu!
Quando o frio vem
Nos aquecer o coração
Quando a noite faz nascer
A luz da escuridão
E a dor revela a mais
Esplêndida emoção...

O amor!
Quando o frio vem
Nos aquecer o coração
Quando a noite faz nascer
A luz da escuridão
E a dor revela a mais
Esplêndida emoção...

Quando o frio vem
Nos aquecer o coração
Quando a noite faz nascer
A luz da escuridão
E a dor revela a mais
Esplêndida emoção
O amor!...(2x)

Disponível em:

Naiana Freitas, 21 de dezembro de 2012.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

A brutalidade




Que a brutalidade nem tente lançar suas garras para dentro de meu texto.


Naiana Freitas, 18 de dezembro de 2012.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Carpinteiro do Universo/ Raul Seixas


Para registrar a canção que nunca vou esquecer...

***************************
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.

Não sei por que nasci
pra querer ajudar a querer consertar
O que não pode ser...

Não sei pois nasci para isso, e aquilo,
E o inguiço de tanto querer.

Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.

Humm...Estou sempre,
pensando em aparar o cabelo de alguém.
E sempre tentando mudar a direção do trem.
À noite a luz do meu quarto eu não quero apagar,
Pra que você não tropece na escada, quando chegar.

Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
O meu egoismo, é tão egoísta,
que o auge do meu egoismo é querer ajudar.
Mas Não sei por que nasci
pra querer ajudar a querer consertar
O que não pode ser...

Não sei pois nasci para isso, e aquilo,
E o inguiço de tanto querer

Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.

Carpinteiro do universo inteiro eu sou (Ah eu sou assim!).
No final,
Carpinteiro de mim!

Referência: http://letras.mus.br/raul-seixas/68662/

Naiana Freitas, 17 de novembro de 2012.

[...]escrever não é o bastante...

[Gostar de ] escrever não é o bastante...

Naiana Freitas, 23 de novembro de 2012

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Nas palavras de Mary Wollstonecraft ....


The art of travelling is branch of the art of thinking”

Mary Wollstonecraft

Naiana Freitas, 13 de dezembro de 2012.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

“Mãe, eu ganhei um bebê no ônibus”.



Há uns três meses, eu peguei um ônibus. No meio do caminho, esbarrei com uma mulher e uma criança, lamentavelmente não foi com uma pedra. A mulher transtornada entrou no ônibus com um bebê no colo, novinho.  Como eu estava nas cadeiras da frente, ela quase jogou a criança no meu colo para que carregasse. Disse- me: “segura para mim!” Eu recusei, levantei e dei o meu lugar. Ela não quis. Empurrava-me o menino para que eu o segurasse.  Neguei, neguei e neguei.  Não havia lógica nisso... a passageira que estava ao meu lado se comoveu com o empurra-empurra e carregou. A mãe, ou a criatura que entrou com ele no colo, iniciou uma doutrinação no ônibus. Se eu acreditava ser ilógico segurar aquela criança, imagina agora que descobri que a ele na verdade era apenas uma sacola. A mulher iniciou as orações... Indignada virei para a passageira e disse: “Não tem lógica isso...”. Após um tempo, a passageira ao meu lado, esticou as mãos e me entregou a criança dizendo: “vou soltar!”. Simples, assim. O menino veio para meu colo. Eu não fazia ideia de como segurá-lo. Estava com minha bolsa, livros e etc. Uma senhora sentou ao lado e me ajudou com a bolsa. E, eu fui com o bebê, estranhamente fui. A senhora estava com a filha e elas acreditaram que fosse meu filho. Um filho concebido em moldes de ficção cientifica. Novo modelo de gerar bebês: você entra no ônibus pela porta traseira e desce a dianteira com um bebê em seu colo. O menino era uma criança linda. Eu perguntava à senhora: “é assim que segura, né? eu não sei, eu estou apenas segurando para a mãe...” A senhora e a filha assustadas disseram em coro: Como não é seu filho? Cadê a mãe?”“. Suando como aquelas personagens de Mangá de tão sem graça, repliquei: “a mãe é essa que está falando e pedindo dinheiro”.  Pronto, a desordem se aproximou mais de mim. Elas ficaram achando que a criatura iria descer do ônibus e largar o filho comigo, e eu já estava pensando que iria parar na delegacia, para devolver a criança.  Depois, uma tocante piedade se apossou de mim, o menino dormia tão bem nos braços de uma desconhecida sem jeito. Que cheguei a cogitar um telefonema a minha mãe: “mãe, ganhei um bebê no ônibus”. As senhoras desceram e eu continuava com a criancinha. Um rapaz achou que o era meu e começou a me ajudar... Ele já iria me perguntar o nome, essas coisas assim. Quando a criatura terminou sua ladainha e puxou o menino de mim. Ela puxou por cima da cadeira, o bebê que dormia e nem sei se disse obrigada. O rapaz, coitado, olhou para minha cara sem entender... Eu disse: “O filho não é meu não, eu só estou segurando.”  Nesse desfecho, provavelmente fui julgada por ele, como uma mãe desnaturada.
Sim, sim podem rir. Agora tudo para mim tornou-se engraçado, mas suei frio nesse episódio. E desse dia para cá, venho coletando situações mais grotescas que não me deixam escapar à afirmativa: Salvador entrou no hall das metrópoles. Muitas pessoas com transtornos mentais, emocionais, financeiros. Enormes engarrafamentos a qualquer hora do dia. A cidade tornou-se comprida e empalideceu também. Fanáticos religiosos profetizando o fim do mundo.   E de quebra disseminando a contradição. Como esta senhora no ônibus que lia as vantagens do Reino dos Céus e em contrapartida usava o filho tão terno como chamariz para receber algumas moedas.

Naiana Freitas, 11 de dezembro de 2012.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O supérfluo do amor...

Se os amores custam dinheiro, realmente nós estamos perdidos...
E muitos dizem que amam, como? Se compram tudo?É... Eu  registro um novo termo: O supérfluo do amor!
Eles  são os compradores do supérfluo de tudo e do amor também...e o mais angustiante é que nem sabem...estão vivendo e amando e cobrando o tempo que perderam com o outro...perderam tempo e amaram. A contradição das mais loucas...é por isso que a lei foi convocada para obrigar os caloteiros do amor a pagar o que devem aos seus amantes... 

Que coisa!

Naiana Freitas, 10 de dezembro de 2012.

domingo, 9 de dezembro de 2012

O Lutador/ Carlos Drummond de Andrade




Lutar com palavras
é a luta mais vã.
Entanto lutamos
mal rompe a manhã.
São muitas, eu pouco.
Algumas, tão fortes
como o javali.
Não me julgo louco.
Se o fosse, teria
poder de encantá-las.
Mas lúcido e frio,
apareço e tento
apanhar algumas
para meu sustento
num dia de vida.
Deixam-se enlaçar,
tontas à carícia
e súbito fogem
e não há ameaça
e nem há sevícia
que as traga de novo
ao centro da praça.

Insisto solerte.
Busco persuadi-las.
Ser-lhes-ei escravo
de rara humildade.
Guardarei sigilo
de nosso comércio.
Na voz, nenhum travo
de zanga ou desgosto.
Sem me ouvir deslizam,
perpassam levíssimas
e viram-me o rosto.
Lutar com palavras
parece sem fruto.
Não têm carne e sangue…
Entretanto, luto.

Palavra, palavra
(digo exasperado),
se me desafias,
aceito o combate.
Quisera possuir-te
neste descampado,
sem roteiro de unha
ou marca de dente
nessa pele clara.
Preferes o amor
de uma posse impura
e que venha o gozo
da maior tortura.

Luto corpo a corpo,
luto todo o tempo,
sem maior proveito
que o da caça ao vento.
Não encontro vestes,
não seguro formas,
é fluido inimigo
que me dobra os músculos
e ri-se das normas
da boa peleja.

Iludo-me às vezes,
pressinto que a entrega
se consumará.
Já vejo palavras
em coro submisso,
esta me ofertando
seu velho calor,
aquela sua glória
feita de mistério,
outra seu desdém,
outra seu ciúme,
e um sapiente amor
me ensina a fruir
de cada palavra
a essência captada,
o sutil queixume.
Mas ai! é o instante
de entreabrir os olhos:
entre beijo e boca,
tudo se evapora.

O ciclo do dia
ora se consuma
e o inútil duelo
jamais se resolve.
O teu rosto belo,
ó palavra, esplende
na curva da noite
que toda me envolve.
Tamanha paixão
e nenhum pecúlio.
Cerradas as portas,
a luta prossegue
nas ruas do sono.


Drummond de ANDRADE, Carlos. Antologia poética. 7º ed. Rio de Janeiro: Sabiá, 1973. p.195-196.

sábado, 8 de dezembro de 2012

O que fazes meu bem tão longe?


O que fazes meu bem tão longe?
Será que dormes no vazio?
Ou estas pintando setes, oitos e noves para mim...
O que fazes e eu aqui...
Será que dormes sem mim na madrugada
Ou estou a escrever mil palavras assim...
De tudo que fazes, não esqueça!
que dormindo não estou a sua espera
E sem primavera, outonos ou verões...
Eu espero por ti, em sins e nãos



Naiana Freitas, 10 de junho de 2012.
 

“Ando devagar /Porque já tive pressa”.



Ando devagar
Porque já tive pressa
[...]
Só levo a certeza
De que muito pouco sei,
Ou nada sei
[...]
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz


Trecho da canção : Tocando em Frente de Almir Sater.


Naiana Freitas, 08 de dezembro de 2012. 



quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Bem-aventurado...


Bem-aventurado aquele que não precisa utilizar o transporte público da cidade do Salvador...
Tenho minhas dúvidas se o transporte público existe aqui ou é invenção minha...ou de todos nós...

Naiana Freitas, 06 de dezembro de 2012