quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O dois de janeiro e a copa: uma eterna ressaca de feriado




A partir de hoje não tenho mais dúvida sobre o que será decido para nós pobres habitantes da cidade na copa de 2014 em Salvador.  Essa certeza não nasceu de nenhuma revelação, calendário, ser mitológico. Não.  Na verdade eu já duvidava que esta fosse à reposta ao enigma: o que fazer com os habitantes de Salvador durante o período minguado de copa em 2014? A princípio, eu conjecturava a possibilidade de um convênio, entre o município e o governo do Estado, para fretar uma espaçonave gigante para por todos fora da órbita terrestre. Mas, depois que foi comprovado o déficit financeiro que assola a capital, dissolvi a ideia. Então, hoje sem mais nem menos, obtive a resposta, a lâmpada reacendeu!
Qual a resposta? Antes de respondê-la preciso contar o que aconteceu no dia 02 de janeiro de 2013. A cidade estava vazia, ônibus vazio, ausência de ladrão, pouquíssimas pessoas na praia, nenhum engarrafamento e discussão no coletivo. Sai de casa como de costume, no horário de costume. Cheguei ao destino em 1h. Normalmente faço o percurso em 2h ou 2h30. Ainda por cima, fui sentada durante todo o tempo. Essa atmosfera ludibriou-me, pois eu consegui pensar que realmente um novo ano surgia.  E eu nem acreditava! Tanto que olhei o relógio milhões de vezes. Estava em um dia de semana em Salvador? E tudo a minha volta confirmava um sim, cheio e redondo como a barriga do “bom velhinho”.
Por isso, desejei que o dois de janeiro continuasse eterno. (Não enquanto dure, porque acaba.) Eu quero que amanhã seja dois de janeiro, depois da manhã e consequentemente. De hoje em diante, todos os calendários precisam ter 365 dias, dois de janeiro! Aliás, como não sou de ferro, aceitaria o primeiro de janeiro. Desta forma, “o dois” não se tornaria um dia sozinho.  E repetidamente permaneceríamos em uma eterna ressaca de feriado. Desejo em alto e bom som: essa ressaca de feriado eterna! Nesta cidade bagunçada. De mar bom, calor nem tanto, educação insatisfatória, trânsito nem existe porque nada transita.
Quase me esqueci da resposta, tão explicita que cega.  Ah em 2014! A segunda opção que tinha pensado além da espaçonave era um grande carpete para jogar em baixo todo o povo. Mas, é imaginação além da conta... Então, a opção prática que agora eu vou acreditar é: compulsoriamente entraremos em um feriado municipal. Como antes de ser executada a ideia é louvável, o feriado se estenderá ao estado da Bahia, e se não existir reclamações teremos compridíssimos feriados nacionais! Do jeito que me amofino rápido, vou cansar dos feriados, dos dias 2, e etc. Sendo assim, vou iniciar uma campanha de assinaturas na internet para a aprovação de uma bolsa-fora-da cidade, fora-do-país, pode ser que agora, a população torne-se um empecilho aos interesses econômicos da nação.  Caso, eu não tenha um quórum de assinaturas, sinto-me na obrigação de ir ou rir...

Naiana Freitas, 03 de janeiro de 2013.


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