quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Bahia do carnaval aos “ismos”...



Os acontecimentos dessa semana na Bahia permitem afirmar que a terra da alegria é essa, pois nem bem saímos do carnaval e já estamos envoltos em novas questões bem mais ideológicas. O povo da Bahia tem vigor... As manifestações estão se tornando frequentes em nossa região, e adquirindo índoles diversas: seja queimar um pneu, seja levantar uma bandeira teórica.

No primeiro caso, algumas más línguas, afirmam que são bárbaros que promovem esse tipo de ato, pois é povo sem educação que queima pneu impossibilitando os transeuntes. Isso é claro, só pode ser visto em bairros periféricos. No segundo caso, são intelectuais saídos da universidade ou ainda universitários promovendo marchas e raspas ao modelo de sociedade vigente. Em ambas as ocasiões, a figura do questionar está sem sombra de dúvidas presente. Pena que a opinião pública legitima sempre os segundos em prejuízo dos primeiros.

Em Ruy Barbosa, uma feminista exaltada ao ser entrevistada afirmou: “apenas 2% dos responsáveis por violência sexual a mulher são punidos, como ele quer que fiquemos caladas?” [Mais ou menos isso, ela disse]. O ele explícito nessa fala refere-se ao comandante da polícia militar que tentava por ordem no local. Enquanto isso, (mais) uma mulher morria na capital vítima de violência doméstica, provocada por seu marido. Ela foi tortura e incendiada, como a jovem-esposa que faleceu no interior semana passada.

Até os comunistas apareceram depois do carnaval. Mesmo que alguns deles tivessem na mão um I-phone e chegassem com um carro importado. Gritavam: Fora, imperialista!( ou qualquer outra coisa muito parecida).Na verdade, nunca pensei que poderia ver uma manifestação como essa em nossa região. E pensei, as dicotomias estão mais fortes do que nunca. Mesmo que os teóricos me afirmem o contrário...

Eu fiquei embasbacada porque nessa semana descobri que a Bahia abriga os herdeiros de todas as teorias.   O velho comunismo ressurge em faces tão jovens... Essa juventude deve fazer falta para o Fidel. Para os desavisados, não discuto o cerne dessa teoria. Indago algo mais profundo: onde está esse comunismo puro? E quem são esses comunistas baianos?

É nessa semana descobri que a Bahia “é de todos enfim...” E o baiano é mais que carnaval. Que se cuide o resto do País... Pois, os filhos do comunismo na Bahia são convincentes, mas não para mim.

Naiana Freitas, 20 de fevereiro de 2013.

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