quarta-feira, 10 de abril de 2013

Desencanto /Manuel Bandeira


Eu faço versos como quem chora

De desalento... de desencanto...

Fecha o meu livro, se por agora

Não tens motivo nenhum de pranto.


Meu verso é sangue. Volúpia ardente...

Tristeza esparsa... remorso vão...

Dói-me nas veias. Amargo e quente,

Cai, gota a gota, do coração.


E nestes versos de angústia rouca,

Assim dos lábios a vida corre,

Deixando um acre sabor na boca.

Eu faço versos como quem morre.





Disponível em: http://anagabrielavieira.blogspot.com.br/2009/09/generos-literarios.html. Acesso em: 10 de abril de 2013. 


Naiana Freitas, 10 de abril de 2013. 





Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada!!!