domingo, 30 de junho de 2013

Pronto. It's over....

Pronto. It's over. A copa vai terminando, o Brasil ganhanhando e o povo lucrando. Parece que" em sua maioria", os brasileiros lucraram com a copinha...gritos e festas Brasil a fora...(apaga-se todos os protestos...um gol é uma borracha grande!) Dinheiro mesmo só a Fifa arrecadou...e os seus comerciantes. Eu não sou ESPANHA, eu sou eu. E sou do CONTRA. E felizmente "não sou o cão cão que sai a passear com o seu dono alegre sob o sol de domingo..." FELIZMENTE!



Naiana Freitas, 30 de junho de 2013.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Citação de Raul Seixas


"[...]Se eu quero e você quer
Tomar banho de chapéu
Ou esperar Papai Noel
Ou discutir Carlos Gardel
Então vá!
Faz o que tu queres
Pois é tudo
Da Lei! Da Lei!
Viva! Viva!."

Raul Seixas



Naiana Freitas, 28 de junho de 2013

quarta-feira, 26 de junho de 2013

estranho, ou ESTRATÉGICO? Pec37.

De repente, 430 votos a nove e a PEC 37 foi derrubada na Câmara.... muitos tirando foto, e desmentindo o boato que não era do contra...Muito estranho, ou ESTRATÉGICO?

Naiana Freitas, 26 de junho de 2013. 

segunda-feira, 24 de junho de 2013

A Reunião emergencial...

Primeira reunião no Brasil com duração de 3h que se consegue solucionar todos os “problemas” que o país vem enfrentando nos últimos dias... Quem anda em qualquer tipo de reunião deve saber que se leva 3 horas para, talvez, resolver o primeiro item da pauta.  [Se existir pauta] Mas, a reunião emergencial foi celestial... E como um feitiço eles todos desejaram ao fim: voltem para casa, sentem para assistir o resto da “Copinha”, já foi tudo resolvido... Quem quiser acreditar, acredita. EU NÃO ACREDITO. 



Naiana Freitas, 24 de junho de 2013.

sábado, 22 de junho de 2013

Salvador: Uma cidade limpa para o jogo Brasil X Itália


O processo de higienização da cidade está completo. Hoje, 22 de junho de 2013, dia que a trupe gloriosa chamada seleção jogará na Arena Fonte Nova, o cerco de policiais, exército, aeronáutica e qualquer outra forma oficial de coerção foi intensificado. A cidade está limpa. Poucos manifestantes se arriscaram a sair de casa, para não apanhar da polícia. A nossa polícia querida, e tão suave com todos nós, está de parabéns, o governador do Estado está de parabéns, o prefeito também...seguiram a risca o pedido de ORDEM da presidenta.  


Naiana Freitas, 22 de junho de 2013.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Um grupo minoritário de vândalos, que de vez em quando trabalha em Brasília...

Um grupo minoritário de vândalos, que de vez em quando trabalha em Brasília, vem destruindo o Brasil, vandalizando a população durante um tempão. Mas, eles estão protegidos em suas mansões, em seus carros blindados, decoros ....Esses arruaceiros que praticam violências simbólicas que vão no âmago do brasileiro, não encontram a polícia com cavalo nem bomba...são sujeitos que defendem os nossos direitos.

Naiana Freitas, 21 de junho de 2013. 

Se eu fosse “político” agora...

Se eu fosse “político” agora estaria embaixo da cama, tremendo de medo. Assim como vinagre está faltando no Brasil, cama também pode estar. Deve ser por isso, que muitos deles estão se fingindo de morto agora. Não é mesmo?


Naiana Freitas, 21 de junho de 2013.

BRASIL: Um guarda-chuva de indignações...

As insatisfações da população brasileira nestas manifestações foram abrigadas sob um guarda-chuva de indignações.  É tanto descontentamento que um guarda-chuva só não cabia, por isso virou tempestade. E a tempestade ventou, encharcou toda uma nação.


Naiana Freitas, 21 de junho de 2013.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Citação Machado de Assis_Trio em lá menor


“[...] Ninguém lhe nega coração excelente e claro espírito; mas a imaginação é que é o mal, uma imaginação adusta e cobiçosa, insaciável principalmente, avessa à realidade, sobrepondo às coisas da vida outras de si mesma; daí curiosidades irremediáveis."
Machado de Assis


ASSIS, Machado. Trio em lá menor. In: __________. Os melhores contos de Machado de Assis. 12ed. São Paulo: Global. 1997. p.268.


Naiana Freitas, 20 de junho de 2013. 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Por favor, uma bolsa paciência para Salvador!

Em dias normais é difícil se locomover  em Salvador, em dias de chuva é desastroso , em dias de chuva e copa já deve-se decretar estado de emergência...como não poderiam de uma hora outra para outra decretar isto, fizeram uma reunião..(cantei isso, há um tempo antes e nem precisei me reunir com ninguém...) e na reunião decidiram decretar feriado. Mas, não pensaram que o feriado seria ótimo para "se jogar em uma manifestação".  Existe  bolsa paciência? Preciso de uma, porque não existe canto em Salvador que não tenha congestionamento, engarrafamento, buraco, ônibus lotado e blá, blá blá...isso são as coisas práticas, nem ouso falar das teóricas...



Naiana Freitas, 19 de junho de 2013. 

terça-feira, 18 de junho de 2013

Os manifestantes e a Copa...

Nunca ouvi tanto a palavra manifestante! Muito melhor que seleção!! Tanto que o editor do JN deixou de ser o âncora das notícias da copa...por um "simples" motivo: as notícias do campo, não interessam...as notícias da rua que são estimulantes! Perder mais dinheiro, ela não poderia...

Naiana Freitas, 18 de junho de 2013. 

. Pacífico nós estamos durante séculos.

Querem um protesto pacífico. Pacífico nós estamos durante séculos. Cansada desse nosso pacifismo besta, Deus meu... Meus inimigos estão no poder, e agora estão rolando em suas camas de luxo, em seus carros importados... Acho compreensível que eles  agora, sintam medo. Porque meu protesto é contra vocês políticos que se acham os reis da cocada preta!



Naiana Freitas, 18 de junho de 2013.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Seleção Brasileira...



Sortudo é aquele que tem uma seleção para crer e torcer. Eu sou azarada.



Naiana Freitas, 17 de junho de 2013.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Carta aos indignados ou a qualquer um que a carapaça servir ...

Salvador, 13 de junho de 2013.

Aos indignados,

Diante de tantos fatos nessa semana que me deram dor de cabeça, alegria e ao mesmo tempo asco, optei por escrever uma carta endereçada a qualquer um que a carapaça servir. Estou muito cansada de tanta asneira nessa terra chamada Brasil. Vejo que não importa quantos livros você leia, quantas línguas você fale, quantos diplomas você tenha, nada disso vale aqui. Tudo diante dessas “maracutaias” seculares é nada.  Nada não diz respeito a dinheiro, fama, ou qualquer coisa do gênero. Nada é você como sujeito que sofre dia-a-dia não poder dizer não. Sem tomar um murro na cara, sem ser despedido, sofrer perseguição... Nós não sairemos da faixa de pobreza com a bolsa família, melhor casa, ou o quer que seja.  Estamos na miséria por estarmos sempre enredados a alguma posição que nos faz calar. Porque dizem por ai, que por estas terras não se resolve nada... (para nós população).
Sem saber o que fazer, com essa minha indignação que transborda, criei um grupo na Rede social, que mais desconfio.  Foi uma espécie de grito de socorro. Não sei mais para quem apelar, então apelarei para os meus. Por isso pensei, em um canal onde as pessoas pudessem discutir numa quase terapia em grupo a favor da indignação... Se isso dará certo, discretamente duvido. Porque duvido de tudo mesmo. E, no campo virtual tudo é perfeito e discutível. Encontrei uns 15 indignados como eu. Que interagem comigo. Meio um Clubinho particular... Soteropolitanos no divã, vamos lá. Risos!
Nessa semana escuto que para o governador, prefeito, da maior cidade do Brasil, os protestantes de SP são uns arruaceiros, vândalos. Claro que a situação pode fugir de controle, já que até a própria polícia pode matar um “inocente” e depois dizer que estava cumprindo o seu dever. Alguém será contra eles? Muitos. Alguém terá poder contra eles? ... Esses cidadãos acima citados, tão compromissados com a população de bem, que está sendo vilipendiada pelos protestantes, disseram com todas as letras que não vão baixar o preço da passagem.  Só que eles se esqueceram de dizer acerca da violência simbólica que nos mina a cada dia, somente porque eles e os amiguinhos deles existem. No fim, são levantes no Brasil, que mesmo os governantes querendo "tapar o sol com a peneira", já explodiram para mundo inteiro.
 O engraçado é que seus policiais não estão contendo a arma "Povo”, mas, sim mostrando a todos como é que a polícia funciona nesse país de ninguém. Os protestantes de SP são bravos. Se há fundo partidário, não duvido. Aqui tudo é enlameado por esses partidos de poucos. O que eu vejo como encantador é um grito de não passividade.  Resumindo, somos maioria, cada dia que passa, nós temos consciência disso. Se aqui, não há espaço para diálogo que venha a violência. Se essa violência tem objetivo comum para uma coletividade, melhor ainda. Até hoje, fazem muxoxo contra as cotas nas universidades. Afianço, não sou bolsista, e sou politicamente negra. Logo, não defendo as cotas, porque é a minha sardinha. Defendo porque é possível. É necessário. Voltando ao assunto da semana, como posso escutar um “criaturo” desses acima dizer: como eles podem buscar direito por violência? Direito. Que direito? Só temos o direito de calar a boca e baixar a cabeça e esquecer. Não venha me dizer a frase célebre: Cada povo tem o político que merece... Se, uma pessoa espera por um ônibus 1h e 40 min, depois segue nesse ônibus sujo, cheio e em pé, (Por exemplo, os ônibus de Salvador têm baratas passeando, cadeira em falta, porque aqui é a cidade com maior número de cadeirantes!), pega um engarrafamento de duas horas ainda em pé, e quando faltam dois pontos para chegar ao destino, à pessoa consegue sentar. O que acontece? Essa pessoa esquece todo o sofrimento daquele dia e passa para o outro. Adeus, blasfêmias ao motorista, ao vizinho, ao patrão. Eu que não quero esquecer-me desses políticos, e farei o máximo de gente “lembrar deles”, por isso sou professora. Então, para mim essa frase é puro clichê.
Como eu posso gritar espernear, soluçar que tudo isso poderia ser diferente, se na minha primeira tentativa de conversa eu posso tomar um tapão na cara? Não tenho dinheiro, gosto de andar de sandália de dedo, e bolsa de pano. Não imponho “Respeito”. Conversar é algo que sei. Antes de ser professora e leitora de tanta coisa, eu já sabia falar. Quem tem mais poder? Eu? Ou um estado com um bando de peões brabos chamados policiais? Eu? Ou um bando de duques, rainhas politicamente incorretos chamados políticos? Eu estou escrevendo esse meio texto aqui, enquanto eles estão rindo da “dignação” forçada do povo, e dos peões que se submetem a um regime de trabalho que mais absorve na carreira pública...
Minha melhor forma de protesto, boicotar essa copa. Torcer para que esse timeco chamado seleção brasileira, morra na praia. Eu investi alguma coisa? Não. Quem vendeu a alma a FIFA ou a sei lá quem, que peça, implore para que esse protesto de SP termine bem antes da Copa das confederações, mas acho que em Salvador pode até começar... Sei lá, vai saber... Tem uma greve suspensa no ar ai...
 Se descabelem seus cretinos!


Naiana P. de Freitas.

terça-feira, 11 de junho de 2013

CRONOLOGIA VIVA / Anton Tchekov

O salão do Conselheiro de Estado Charamikin está mergulhado em agradável penumbra. A grande lâmpada de bronze, com seu quebra-luz verde, tinge, à maneira de uma "noite da Ucrânia", as paredes, os móveis, as fisionomias... De quando em quando, na lareira expirante, abrasa-se uma acha que se consome, e por um instante projeta nos rostos um clarão de incêndio. Isto, porém, não perturba a harmonia geral das luzes. O tom de conjunto, como diriam os pintores, mantém-se.

Ao pé da lareira, acha-se afundado em uma poltrona, na postura dum homem que acaba de jantar, Charamikin em pessoa, senhor idoso, de suíças cinzentas de funcionário, olhos de um azul doce. Transparece-lhe no rosto a benignidade. Um sorriso melancólico franze-lhe os lábios. A seus pés, sobre um mocho, com as pernas voltadas para a lareira e estirando-se preguiçosamente, está sentado o Vice-Governador Lopnef, galharda figura de cerca de quarenta anos.

Junto ao piano brincam os filhos de Charamikin – Nina, Kólia, Nádia e Vânia.
Do salão da Sra. Charamikin chega, pela porta entreaberta, uma luz tímida. Ali, sentada à secretária, vê-se Ana Pavlovna, presidenta do Comitê das damas da cidade — jovem senhora, viva e picante, dos seus trinta anos e mais alguma coisa. Através do lornhom, os olhos negros e vivos deslizam pelas páginas de um romance francês. Sob o romance encontra-se, dilacerado, um relatório do Comitê, do ano anterior.

— Antigamente, nesse ponto de vista — diz Charamikin, piscando os olhos pacatos à claridade dos tições morrediços —, nossa cidade era mais favorecida. Não se passava um inverno que não aparecesse alguma estrela. Tivemos atores e cantores célebres. E agora?... Sabe o diabo o que é! Afora prestidigitadores e tocadores de realejo, não vem mais ninguém. Nenhum prazer estético... Parece que vivemos no mato... Sim... Lembra-se, Excelência, daquele trágico italiano?... Como se chamava mesmo?... Um moreno, alto... Queira Deus que eu me lembre! Ah! sim! Luigi Ernesto di Ruggiero. Um talento notável... Que força! Era ele abrir a boca, e o teatro em peso estremecia. A minha Anniutotchka se interessava muito pelo talento dele. Conseguiu-lhe o teatro e vendeu bilhetes para dez espetáculos... Ele, em recompensa, lhe deu lições de declamação e de música. Um amor de homem! Ele esteve aqui... não vá eu enganar-me... há doze anos... Não, estou enganado... Menos, apenas dez. Anniutotchka, que idade tem a nossa Nina?

— Vai fazer dez anos — gritou Ana Pavlovna lá do seu escritório. — Por quê?

— Nada, minha filhinha, só para saber... E às vezes também vinham bons cantores... Lembra-se do tenore di grazia Priliptchin? Que amor de homem! Que aparência!... Um louro... semblante expressivo, maneiras parisienses... E que voz, Excelência! Só tinha um defeito: cantava algumas notas com o ventre e emitia o ré em falsete; no mais, tudo era bom. Dizia-se aluno de Tamberlick... Anniutotchka e eu conseguimos para ele o salão do Círculo, e, como prova de gratidão, ele cantava em nossa casa, dias e noites... Ensinava canto a Anniutotchka... Esteve aqui, lembro-me bem, pela Quaresma, isto há... doze anos. Não, mais!... Que memória, santo Deus! Anniutotchka, quantos anos tem a nossa pequena Nádia?

— Doze anos.

— Doze... se acrescentarmos dez meses... Exatamente... treze anos!... Antigamente havia na cidade — como direi? — mais vida... Vejamos, por exemplo, os nossos saraus de beneficência. Que belos saraus que houve... Que encanto! Tocava-se, cantava-se, declamava-se... Depois da guerra, lembro-me bem, houve aqui prisioneiros turcos. Anniutotchka organizou um sarau em benefício dos feridos. Rendeu mil e cem rublos... Os oficiais turcos ficaram doidos com a voz de Anniutotchka, e levavam o tempo a lhe beijar a mão. Eh! eh!... Apesar de asiáticos, são pessoas reconhecidas, os turcos. O sarau alcançou tamanho êxito que — imagine V. Exa. — eu anotei no meu diário. Isto foi, se estou bem lembrado, em 76... Não... Em 77... Não! Um momento! Quando foi mesmo que tivemos os turcos? Anniutotchka, quantos anos tem o nosso Kolitchka?

— Eu tenho sete anos, papai — disse Kólia, garoto trigueiro, de cabelos pretos como carvão.

— Sim, a gente envelhece — assenta Charamikin, sorrindo. — A nossa energia já não é a mesma... Eis aí a razão de tudo... A velhice, meu caro! Faltam precursores novos, e os velhos envelheceram... Já não se tem o mesmo ardor. Quando eu era mais moço, não gostava que as pessoas se aborrecessem... Era o primeiro a ajudar a nossa Ana Pavlovna... Tratava-se de organizar um sarau de beneficência, uma tômbola, de dar apoio a uma celebridade estrangeira? Eu largava tudo e metia mãos à obra... Um inverno, recordo-me bem, corri tanto, trabalhei tanto, que caí doente... Não posso esquecer esse inverno... Lembra-se do espetáculo que organizamos com a nossa Ana Pavlovna em benefício das vítimas do incêndio?

— Em que ano foi isso?

— Não faz muito tempo... Em 79. Não, creio que em 80. Um momento. Que idade tem nosso Vânia?

— Cinco anos — grita Ana Pavlovna lá do seu salão.

— Então foi há seis anos... Sim, meu caro, tantas coisas... Agora já não há nada disso! O ardor já não é o mesmo.

Lopnef e Charamikin meditam. A acha morrediça aviva-se pela última vez e se cobre de cinza.


(Aurélio Buarque de Holanda Ferreira e Paulo Rónai, Mar de histórias – Nova Fronteira, vol. 5, p. 126)




Naiana Freitas, 11 de junho de 2013.

Nota da blogueira: 

Ri assustadoramente com esse conto. Literatura, literatura....

domingo, 9 de junho de 2013

Análise dos fenômenos semânticos: hiperonímia, hiponímia, polissemia no poema "Nome não " de Arnaldo Antunes.

O texto que analisamos em nosso trabalho intitula-se: Nome não de autoria de Arnaldo Antunes. Neste poema foi possível analisar os fenômenos semânticos estudados  como: hiperonímia, hiponímia, polissemia.
Desta forma elaboramos campos lexicais com palavras que nomeiam experiências semelhantes, ou seja, grupos de palavras que se relacionam a partir de uma mesma significação. Ou melhor, fizemos “[...] o levantamento de todas as palavras ligadas a uma noção.” (VANOYE, 1996, p.28). Assim, Arnaldo Antunes ao citar as palavras “bichos”; “cores” enumera outros termos que fazem parte destas categorias. O texto estudado se tornou uma fonte de campos lexicais com a presença de hiperonímia/hiponímia, pois além dos termos genéricos “bichos”; “cores” foi possível observar a freqüência de elementos mais específicos, como “plástico”, “pedra”, “sol” etc. Exemplificados em:

BICHOS(hiperônimo):macaco,gato,peixe,cavalo, vaca, elefante, baleia, galinha.          (hipônimos)
  •       MAMÍFEROS. (hipônimo em relação a bichos e hiperônimo em relação aos nomes dos        animais): macaco, gato, cavalo, vaca, elefante, baleia.
  •        MARINHOS (hipônimo em relação a bichos): peixe, baleia.
  •        AVES (hiperônimo em relação aos nomes dos animais): galinha


CORES: preto, azul, amarelo, vermelho, verde, marrom.
  •        PRIMÁRIAS: azul, amarelo, vermelho.
  •     SECUNDÁRIAS: preto, verde, marrom.


MATERIAIS: plástico, pedra, pelúcia, ferro, madeira, cristal, porcelana, papel.
  •   MATERIAL FRÁGIL: pelúcia, cristal porcelana, papel.
  •   MATERIAL RESISTENTE: pedra, ferro, madeira.

ELEMENTOS DA NATUREZA: sol, arco-íris.
DIVERSÃO: cinema, TV.
Após estabelecer a relação de hiperonímia/ hiponímia, nós procuramos observar no poema termos que em contextos diferenciados possuíssem significados diferentes, é o caso do fenômeno chamado de polissemia. Desta forma, os vocábulos utilizados como exemplos no contexto literário significam o que são, ou seja, os bichos são bichos, as cores são cores e etc. Já nos exemplos elaborados pela equipe, cada termo assume outra significação devido à mudança de contexto. Assim:

  • “Cavalo” (ANIMAL      POEMA) = Ele é um cavalo (PESSOA BRUTA     OUTRO CONTEXTO)
  • “Amarelo” (COR      POEMA) = Ele está amarelo (PESSOA ABATIDA      OUTRO CONTEXTO)

  • “Porcelana” (MATERIAL    POEMA) = Ela é de porcelana (PESSOA    FRÁGIL         OUTRO CONTEXTO)
Nosso trabalho caracterizou-se pela observação dos fenômenos: hiperonímia, hiponímia, polissemia. Aparentemente, poucos foram os elementos analisados, no entanto várias foram as tentativas de encontrar um texto que trouxesse em sua formação um maior número de “ocorrências semânticas”. Assim, antes de chegar a Arnaldo Antunes, nós percorremos Graciliano Ramos, Myriam fraga e Clarice Lispector. Como a apresentação deveria ser realizada a partir de dados coletados e não a partir de dados não coletados, cancelamos a apresentação dos fenômenos encontrados nos outros textos e nos concentramos em Nome não.
Vale ressaltar que a atividade mostrou-se bastante positiva, visto que observamos a nossa “naturalização” diante de fenômenos lingüísticos amplamente usados por nós enquanto falantes. Assim, acreditamos que após “quebrar nossas cabeças” analisando estes textos como estudantes da língua, alcançamos uma compreensão da teoria com a prática cotidiana (esse foi o objetivo do trabalho).




Naiana Freitas, 09 de junho de 2013.

Nota blogueira:
Esse texto é um breve relato de uma apresentação ocorrida em 30/10/09, na disciplina LET A20 INTRODUÇÃO A SEMÂNTICA na UFBA.  A apresentação foi realizada em trio. (Iraildes, Naiana, Rafaela.)








quinta-feira, 6 de junho de 2013

Não sou o Alienista, mas estou louca.

Definitivamente estou louca. Acordei essa manhã com essa frase na cabeça: estou louca! Depois, pensei: dizem por ai que loucos nunca se denominam loucos, nesse sentido eu não posso ser. O que posso é estar definitivamente louca. Cheguei à conclusão, porque me encontrei com, o personagem de Machado de Assis, o Dr. Simão Bacamarte.

Diferente dele, eu não irei fundar uma casa de loucos, nem desvendar o mistério da loucura, nem vou apontar os doidos na rua. Não, assim como ele, deveria me trancar em uma casa de “Orates”, pois, descobri que não posso mais definir os sãos dos não sãos. Como não sei mais o nível em que anda minha sanidade mental, peço ao Bacamarte que me leve para as sua Casa verde.




Naiana Freitas, 06 de junho de 2013.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Retiraram os ônibus das ruas,(hoje, 05 de junho)

O problema não é vir no ônibus lotado, já enfrentamos isso.
O problema não é pegar o ônibus sem horário, já nos atrasamos por isso.
O problema é a sensação de não saber se o ônibus passará e nos levará para casa, depois de trabalho e estudo o dia inteiro. 

Retiraram os ônibus das ruas,(hoje, 05 de junho) à noite para causar pânico a população. Nós somos maioria não? Mas, só somos maioria para torcer por uma idiota seleção!




Naiana Freitas, 05 de junho de 2013.

O que?

E o que o meio ambiente tem a comemorar hoje? 



Naiana Freitas, 05 de junho de 2013. 

terça-feira, 4 de junho de 2013

English Test_4th year_A/An and sports

School:.................................................................
Date: ............./................/....................
Student:...............................................................
Teacher: ………………………………………..year: 4th




English Test (9.0 pts.)                                                                                                                      

  •                            Use A or An  (Use A ou An:) (5.0)



1………………..backpack
2………………..book
3……………….Folder
4……………..eraser
5……………..scissors
6………………apple
7…………..dictionary
8……………..car
9……………..notebook
10…………….pencil

  •                                         Select the name of a sport below and write down each Picture. (Escolha o nome de um esporte abaixo e escreva abaixo de cada figura) (3.2)

image: Extracted from: http://aulasdeinglescriativas.blogspot.com.br/2011/03/sports.html

  •              Find the 7 differences. (Encontre as 7 diferenças.) (0.8)

image: Extracted from:  http://aulasdeinglescriativas.blogspot.com.br/2011/03/sports_30.html



Naiana Freitas, 04 de junho de 2013. 

English test_Second Year_Body and Toys

SCHOOL: ____________________________________               
DISCIPLINE: ENGLISH LANGUAGE
STUDENT____________________________Second Year



 ENGLISH TEST – IVª UNI. (10)                                                                                           

01. Escreva os nomes abaixo, em seu local correto. (4.0)



02. Assinale a alternativa certa: (5.0)
A. boneca em inglês é...?
a. (  ) doll
b. (    ) Ball
c. (    ) banana
B. carro em inglês é…?
a. (     ) Teddy
b. (     ) Apple
c. (     ) car
C. trem em inglês é…?
a. (     ) pear
b. (    ) train
c. (     ) three
D. bicicleta em inglês é….?
a. (    ) eye
b. (     ) hand
C. (    ) bike
E. Bola em inglês é
a. (     ) train
b. (      ) theater
c. (      ) ball

03. DOT TO DOT! Ligue os pontos e descubra o desenho!(1.0)
Good luck!                                                            

Naiana Freitas, 04 de junho de 2013.



sábado, 1 de junho de 2013

XXXII_ “A um poeta ”_ Olavo Bilac ( In: Via-Láctea)



XXXII
A um poeta
Leio-te: - o pranto dos meus olhos rola:
- Do seu cabelo o delicado cheiro,
Da sua voz o timbre prazenteiro,
Tudo do livro sinto que se evola...

Todo o nosso romance: - a doce esmola
Do seu primeiro olhas, o seu primeiro
Sorriso, - neste poema verdadeiro,
Tudo ao meu triste olhar se desenrola.

Sinto animar-se todo o meu passado:
E quanto mais as páginas folheio,
Mais vejo em tudo aquele vulto amado.

Ouço junto de mim bater-lhe o seio,
E cuido vê-la, plácida, a meu lado,
Lendo comigo a página que leio.



Naiana Freitas, 01 de junho de 2013.



XXX_ “Ao coração que sofre, separado”_ Olavo Bilac (Via-Láctea)



Ao coração que sofre, separado
Do teu, no exílio em que a chorar me vejo,
Não basta o afeto simples e sagrado
Com que das desventuras me protejo

Não me basta saber que sou amado,
Nem só desejo o teu amor: desejo
Ter nos braços teu corpo delicado,
Ter na boca a doçura de teu beijo

E as justas ambições que me consomem
Não me envergonham: pois maior baixeza
Não há que a terra pelo céu trocar;

E mais eleva o coração de um homem
Ser de homem sempre e, na maior pureza,
Ficar na terra e humanamente amar.


Naiana Freitas, 01 de junho de 2013.