domingo, 9 de junho de 2013

Análise dos fenômenos semânticos: hiperonímia, hiponímia, polissemia no poema "Nome não " de Arnaldo Antunes.

O texto que analisamos em nosso trabalho intitula-se: Nome não de autoria de Arnaldo Antunes. Neste poema foi possível analisar os fenômenos semânticos estudados  como: hiperonímia, hiponímia, polissemia.
Desta forma elaboramos campos lexicais com palavras que nomeiam experiências semelhantes, ou seja, grupos de palavras que se relacionam a partir de uma mesma significação. Ou melhor, fizemos “[...] o levantamento de todas as palavras ligadas a uma noção.” (VANOYE, 1996, p.28). Assim, Arnaldo Antunes ao citar as palavras “bichos”; “cores” enumera outros termos que fazem parte destas categorias. O texto estudado se tornou uma fonte de campos lexicais com a presença de hiperonímia/hiponímia, pois além dos termos genéricos “bichos”; “cores” foi possível observar a freqüência de elementos mais específicos, como “plástico”, “pedra”, “sol” etc. Exemplificados em:

BICHOS(hiperônimo):macaco,gato,peixe,cavalo, vaca, elefante, baleia, galinha.          (hipônimos)
  •       MAMÍFEROS. (hipônimo em relação a bichos e hiperônimo em relação aos nomes dos        animais): macaco, gato, cavalo, vaca, elefante, baleia.
  •        MARINHOS (hipônimo em relação a bichos): peixe, baleia.
  •        AVES (hiperônimo em relação aos nomes dos animais): galinha


CORES: preto, azul, amarelo, vermelho, verde, marrom.
  •        PRIMÁRIAS: azul, amarelo, vermelho.
  •     SECUNDÁRIAS: preto, verde, marrom.


MATERIAIS: plástico, pedra, pelúcia, ferro, madeira, cristal, porcelana, papel.
  •   MATERIAL FRÁGIL: pelúcia, cristal porcelana, papel.
  •   MATERIAL RESISTENTE: pedra, ferro, madeira.

ELEMENTOS DA NATUREZA: sol, arco-íris.
DIVERSÃO: cinema, TV.
Após estabelecer a relação de hiperonímia/ hiponímia, nós procuramos observar no poema termos que em contextos diferenciados possuíssem significados diferentes, é o caso do fenômeno chamado de polissemia. Desta forma, os vocábulos utilizados como exemplos no contexto literário significam o que são, ou seja, os bichos são bichos, as cores são cores e etc. Já nos exemplos elaborados pela equipe, cada termo assume outra significação devido à mudança de contexto. Assim:

  • “Cavalo” (ANIMAL      POEMA) = Ele é um cavalo (PESSOA BRUTA     OUTRO CONTEXTO)
  • “Amarelo” (COR      POEMA) = Ele está amarelo (PESSOA ABATIDA      OUTRO CONTEXTO)

  • “Porcelana” (MATERIAL    POEMA) = Ela é de porcelana (PESSOA    FRÁGIL         OUTRO CONTEXTO)
Nosso trabalho caracterizou-se pela observação dos fenômenos: hiperonímia, hiponímia, polissemia. Aparentemente, poucos foram os elementos analisados, no entanto várias foram as tentativas de encontrar um texto que trouxesse em sua formação um maior número de “ocorrências semânticas”. Assim, antes de chegar a Arnaldo Antunes, nós percorremos Graciliano Ramos, Myriam fraga e Clarice Lispector. Como a apresentação deveria ser realizada a partir de dados coletados e não a partir de dados não coletados, cancelamos a apresentação dos fenômenos encontrados nos outros textos e nos concentramos em Nome não.
Vale ressaltar que a atividade mostrou-se bastante positiva, visto que observamos a nossa “naturalização” diante de fenômenos lingüísticos amplamente usados por nós enquanto falantes. Assim, acreditamos que após “quebrar nossas cabeças” analisando estes textos como estudantes da língua, alcançamos uma compreensão da teoria com a prática cotidiana (esse foi o objetivo do trabalho).




Naiana Freitas, 09 de junho de 2013.

Nota blogueira:
Esse texto é um breve relato de uma apresentação ocorrida em 30/10/09, na disciplina LET A20 INTRODUÇÃO A SEMÂNTICA na UFBA.  A apresentação foi realizada em trio. (Iraildes, Naiana, Rafaela.)








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