terça-feira, 24 de setembro de 2013

XXXI/ Olavo Bilac

Longe de ti, se escuto, porventura,
Teu nome, que uma boca indiferente
Entre outros nomes de mulher murmura,
Sobe-me o pranto aos olhos, de repente...
Tal aquele, que, mísero, a tortura
Sofre de amargo exílio, e tristemente
A linguagem natal, maviosa e pura,
Ouve falada por estranha gente...
Porque teu nome é para mim o nome
De uma pátria distante e idolatrada,
Cuja saudade ardente me consome:
E ouvi-lo é ver a eterna primavera
E a eterna luz da terra abençoada,
Onde, entre flores, teu amor me espera

BILAC, Olavo. Antologia : Poesias. São Paulo : Martin Claret, 2002. p. 37-55 : Via-Láctea.(Coleção a obra-prima de cada autor).[Texto proveniente de:

A Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro ]

Naiana Freitas, 24 de setembro de 2013. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada!!!