domingo, 22 de dezembro de 2013

Trecho de "O lustre" _Clarice Lispector


“[...] Um dia porém sentia seu corpo aberto e fino e no fundo uma serenidade que não podia conter, ora se desconhecendo ora respirando em alegria, as coisas incompletas. Ela mesma insone como luz-esgazeada, fugaz, vazia, mas no fundo  um ardor que era vontade de guiar-se a uma só coisa, um interesse que fazia  o  coração acelerar-se sem ritmo...de súbito como era vago viver.”



LISPECTOR, Clarice. O lustre. Rio de janeiro: Rocco, 1999. p.45.


Naiana Freitas, 22 de dezembro de 2013. 

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