quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Feliz 2015!


Naiana Freitas, 31 de dezembro de 2014.

Não me abandone neste ano ímpar..

Neste último acontecimento escrito de 2014, não escreverei sobre as nossas famosas e seculares licitações entre o serviço público e as empresas particulares, nem sobre o aumento da tarifa do transporte soteropolitano, que só aumenta o preço e a frota sempre diminui…Não escreverei sobre nada disso... Deixa para o ano novo, que de novo só o nome tem, as minhas indignantes e solitárias revoltas... Hoje, vou escrever sobre a inspiração....
Uma pessoa desavisada pode pensar que para ter inspiração é necessário apenas um bom alçapão. Discordo, a inspiração demanda força mental, domesticação do corpo e energia criativa para alcançar um fim. Caso contrário, se apossa e se estagna, apresenta-se e se esvai, fugaz … A inspiração é como o exercício de respiração: inspira-se e expira-se... Engano, quem pensa que os trabalhos acadêmicos não exigem de mim criatividade, às vezes, acho que eles demandam mais isto, do que qualquer outra coisa besta que faça, porque preciso direcionar essa espécie de entusiasmo criador para um fim aparentemente nada criativo. Só aparentemente, porque ruminar os pensamentos dos outros e transformá-los em seus é um movimento pela busca do alimento...

Disseram-me estes dias que sou uma pessoa inspirada, eu não sou... Na verdade, sou uma perseguidora de inspiração, que por não torturá-la, tornei-me algoz de mim mesma…E, talvez por isto, ela me acompanhe quase sempre...Respeito demais as suas vontades...Ela, nem tanto as minhas...
Em 2015, não desejo ser um estorvo para esta apaziguadora e raivosa jovem- senhora que me envia para trabalhosos exercícios quase todos os dias...E, hoje beirando o fim de 2014, me encontro escrevendo um texto extenso, insensível e acadêmico...De repente, aparece a ousada inspiração me fazendo mudar de rumo. Acadêmico sim, insensível nunca...
 Inspiração, por favor, não me abandone neste ano ímpar...



Naiana Freitas, 31 de dezembro de 2014.

sábado, 22 de novembro de 2014

O que é romper o silêncio...

Uma tímida como eu sabe muito bem o que é romper o silêncio... Tarefa similar a lapidar rochosos pedregulhos... Exercitar todos os músculos flexionando um peso de uma tonelada... Esse exercício íntimo, ninguém no mundo inteiro perceberá, jamais perceberá... Então, as explicações são superficiais como estas palavras... Do meu centro o que irradia é a inteira certeza de que sou fruto da minha artimanha: em um dia qualquer, no ensino médio resolvi levantar a mão para externar o  que pensava....Esse foi o gatilho desencadeador do processo no qual estou inteiramente submersa neste momento. Submersa e em movimento... E, por isso, cada dia mais escapo das comparações e das interferências nefastas de terceiros. O que desejo aos meus ilustres e inteligentíssimos amigos introvertidos como eu? Se esforcem para não permitir que “um outro”- tolo - fale por você...tornando vocês  coadjuvantes nesse teatro de loucos e de vozes dissonantes... Satisfaço-me em ser sozinha no sentido bem amplo: associo-me e dissocio-me ao mesmo tempo... Isso para mim é ter liberdade... Logo, identidade.


Naiana Freitas, 22 de novembro de 2014.

sábado, 8 de novembro de 2014

Os meus olhos...


Hoje, três imagens trouxeram frescor ao meu dia. Três imagens poesia: primeiro vi três garis risonhos recolhendo o lixo bem de manhãzinha. Segundo, vi um pai surdo conversar com sua filha, de seis anos de idade, através da linguagem de sinais. Terceiro, vi um Husky Siberiano com o pelo branco esvoaçando pela avenida... Lindo e alegre levava o seu dono... E, só vi tudo isso graças aos meus olhos.Olhos que resistem a essa brutalidade que chamamos vida... Estes mesmos olhos que fotografam...



Naiana Freitas, 08 de novembro de 2014

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Boa viagem...


Hoje só desejo boa viagem aos inconformados da "elite do Brasil”... Confesso que estou até emocionada de ver tanta discussão em torno de um segundo turno... Sem dúvida, isso sim é benéfico para este país... Sim, meu voto foi pela Educação... E pelo que sei, consigo fazer um ó com o copo... Ainda bem, caso contrário estaria grunhindo como um animal... Mas, estou emitindo sons com as vozes das palavras... Logo, sou um animal que escreve o que é pouco útil, mas, palavras também são medicamentos, prontuários, injeções...

Bye-Bye esdrúxula "elite” brasileira, pena que vocês não enxergam como estamos mais para um “Frankenstein” do que para o belo de uma “Mona Lisa”. 


Naiana Freitas, 27 de outubro de 2014.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A verdade....

“[...] para colocar em cena, sessenta por cento de sinceridade, é preciso quarenta por cento de artifícios. A verdade tem a necessidade de ser verossímil.” (Dany Laferrièrre,2000) 


Naiana Freitas, 20 de outubro de 2014

O escritor é ....

“ O escritor é alguém que morre a vida inteira em frases compridas e palavras curtas”
Michel Schneider (2009)


Naiana Freitas, 20 de outubro de 2014


domingo, 19 de outubro de 2014

O fracasso da política brasileira faz parte de um estratégico planejamento, novidade?


Estou imensamente lúcida, a palavra MUDANÇA na propaganda do PSDB me fez gargalhar... E analisar como esta disputa eleitoral é uma das mais visíveis “luta de classes” que lembro ter visto na TV. Particularmente, faço parte dos milhões de brasileiros lúcidos que não veem políticos, mas quadrilhas de gravata... Sou pelo nulo, abaixo escória, sanguessugas...
Então, agora só para afirmar que quem sustenta esse país é o povo, e não o contrário, e como ainda não alcancei um nível mais alto de niilismo e como também desejo  provocar  a elite brasileira e a elite baiana, estrategicamente votarei no PT. Não porque acredite que ela é a melhor, que o dito cujo. JAMAIS! Eu não acredito nisto mesmo, mas se já foram eleitos torturadores e “palhaços” para Deputado Federal nessa eleição... Um neto já é demais...
Não estou queimando minha mão, não a coloco no fogo por ninguém, quanto mais por partido político, mas tenho ouvido tanta bobagem que me atinge diretamente, porque sou POVO e pior ainda, uma nordestina de boa memória. Deixo bem claro, que não sou cabo eleitoral, não recebo assistência dos Programas Federais, não sou cantor da MPB brasileira, não tenho a ilusão de me considerar elite porque tenho um papel com o nome diploma escrito em letras garrafais e timbrado por uma Instituição Federal, não pretendo alcançar seguidores tampouco abrir Igreja ou partido... Esse texto deve-se ao fato que cheguei ao limite, tento sempre ficar com “cara de paisagem” porque nada adianta e falar com “porta” nunca é uma boa opção.
 Pelos motivos que seguem, penso, estrategicamente em votar no PT. E o motivo principal que me leva a isso é o reconhecimento das políticas ao acesso ao saber formal superior e técnico oferecido às camadas populares à força através do PROUNI, PRONATEC, as novas configurações do FIES e aumento de vagas nas Universidades Federais. Segundo, como eu sou POVO e serei acusada pelo futuro do país, votando ou não, através da frase: Cada povo tem o político que merece... Vou votar “para merecer”. (muitos risos). Só através de um acesso ao saber em longo prazo (bem longo mesmo), possa acontecer um desamarro discursivo desse nó que se diz aparentemente “natural” diante de tudo que acontece aqui. Nó que nos persegue, enquanto colonizados Ad infinitum.  Por isso, nós somos carentes desejando sempre um salvador da pátria, herói e curiosamente um descendente de Clark Kant. O terceiro motivo é aversão a esse povo “que não tem onde cair morto, que é mais brasileiro que eu”, mas, desejo tanto ser “burguês”... Cansada, dessas categorias profissionais como os médicos, advogados que se acham na ponta do iceberg da hierarquia social... Claro que, os primeiros estão irritadíssimos devido à intromissão de “não seus” ao seu fechado e sagaz sistema organizacional...
Como ouvi recentemente em uma palestra lá em Letras, repetirei essa frase dita pela palestrante “O fracasso da educação brasileira é um sucesso planejado” (Darcy Ribeiro), digo mais, o fracasso da política brasileira faz parte deste mesmo planejamento.
Naiana Freitas, 19 de outubro de 2014.



terça-feira, 14 de outubro de 2014

É tão claro isso....

A elite brasileira está arrancando seus cabelos, lisos, diante da marcha do “pobre”, “negro”  e  favelado que anda subindo os degraus das Faculdades particulares com o Prouni, e dos que andam circulando nas Universidades Públicas Federais...Para conter  esta violência  simbólica a tradição, grita-se fora PT...e para conter a violência urbana que emana destes mesmos “pobres”, “negros”, “favelados” grita-se é urgente a minoridade penal...Claro, qualquer categoria que fuja do sistema não natural estabelecido deve ser afastado...É tão claro isso, amplo ....Para os mais radicais entenda-se “negro” , “pobre”, “favelado” como aqueles sujeitos que não compartilham das mesmas oportunidades culturais, e também, capitais dos pretendentes diretos da tradição ocidental...É uma análise, não militância.

Naiana Freitas, 14 de outubro de 2014.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Confesso meu voto agora...

É diante de tanta incoerência nesta DEMOcracia, para não passar despercebidamente na discussão política atual- já que meu não voto colaborou para esse arranca-rabo nacional e virtual-só queria dizer ao meu voto nulo que ele lembra muito bem do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) que por coincidência faz parte do presidenciável atual, Aécio Neves (PSDB), como lembra também do mensalão. Só me admira, ou melhor, só comprovo que política brasileira é situação quando vejo “pessoas” que antes eram “do contra – PSDB” e Agora são a favor! Confesso, sinceramente confesso,meu voto é de Luciana Genro agora...


Naiana Freitas, 08 de outubro de 2014

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Felicidade

Sinto felicidade em votar nulo. É uma espécie de indenização, compensação psíquica... Por sofrer a violência desmedida desses violadores legitimados por uma eleição de iguais. Sou plenamente responsável por minhas escolhas e votar nulo é uma escolha e qualquer escolha sempre é POLÍTICA.


Naiana Freitas, 01 de outubro de 2014

domingo, 7 de setembro de 2014

Viva a independência do Brasil! Viva a condição indispensável de colonizados!

Neste 7 de setembro, temo pelo Brasil...a olhos vistos a horda evangélica avança...Em uma engraçada apropriação, de ações, emprestada dos cristãos velhos. Mas, creio que este meu temor é apenas individual, eu que devo estar vendo a praga... Todos estão vendo a salvação. Sem dúvida, é pela fé que se sustenta esse edifício fragilíssimo chamado religião... E com fé não discuto, porque na lógica ela é a portadora de todas as dissensões do mundo.  Esse meu texto é um exemplo de fé genuína, porque acredito absolutamente no que estou escrevendo agora. Viva a independência do Brasil! Viva a condição indispensável de colonizados!  Sem esta característica os políticos brasileiros já estavam ferrados!



Naiana Freitas, 07 de setembro de 2014.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Uma atitude egoisticamente plena: o voto é meu, faço o que quero e não voto em idiota.

Eu odeio políticos e odeio a frase: O povo tem o político que merece! Eu queria saber que político é que tem para escolher, porque não vejo escolha. Não existe opção... Aliás, existe aquela de não votar em nenhum destes parasitas... Mas, as pessoas tem medo de realizar tal artimanha... Pensam que estão desafiando Deus ou o Diabo... Porque no fundo, a descrença nestes homens e mulheres bem intencionados é geral.  Durante três semanas tenho escutado, nos engarrafamentos da vida, frases de pessoas dizendo: “Que odeiam políticos, não prestam, só aparecem na eleição e no bordão.” Mas, o medo de votar em nenhum é tão paralisante, que as pessoas votam no primeiro inútil que aparece com o sorriso amarelo. E sendo assim, não é difícil encontrar um inútil para ser votado. Logo, olha a inutilidade macro zumbizando pelo Brasil a fora... Político para mim é um ser inútil... Não fez nada da vida, mas deseja um cargo público vitalício sem realizar nenhuma marcação em gabarito... E, eu que já estudei tanto e continuo achando que nada avancei, preciso responder provas sem noção para conseguir um emprego público... Da mesma forma que odeio político e a frase... Eu odeio o dogmatismo, a doutrinação, ou melhor, qualquer pressuposto de verdade... Então, outras pessoas acreditam em voto, divisão partidária... E, eu fico feliz. Quem sabe isso é até melhor mesmo? Acreditar? Esse texto é apenas um pensamento cutucador particular. Cada um sabe o que faz com o seu voto “democrático”, ou melhor, com o seu “direito”... Eu estou fazendo alguma coisa com o meu ódio... Pelo menos não apontei uma arma para alguém e disse a frase: “passa logo, que eu tô cheio de ódio” como me disseram há uns meses atrás quando assaltada fui... Então, cheia de ódio diante desses inúteis, INÚTEIS, INÚTEIS... Eles merecem de mim, uma atitude egoisticamente plena: o voto é meu, faço o que quero, e não voto em idiota, logo se todos são... O meu voto é de nenhum! Reluto sempre em opinar em público, porque para mim isso não tem efeito nenhum... É verdade, tem validade pessoal... Implicação social nenhuma...  Mas, como o pensamento fica sempre cutucando, cutucando... Resolvi escrever para descutucar...


Naiana Freitas, 05 de setembro de 2014.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

O regresso de Ulisses...



Nada a falar, apenas uma imagem a deixar...

Odysseus and Penelope, 1563



Francesco Primaticcio - The Yorck Project: 10.000 Meisterwerke der Malerei. DVD-ROM, 2002. ISBN 3936122202. Distributed by DIRECTMEDIA Publishing GmbH. Disponível em:
http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Francesco_Primaticcio_002.jpg#mediaviewer/Ficheiro:Francesco_Primaticcio_002.jpg. acesso em 20 ago 2014. 


Naiana Freitas, 20 de agosto de 2014.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Fanatismo/ Florbela Espanca






Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver !
Não és sequer a razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida !

Não vejo nada assim enlouquecida ...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida !

"Tudo no mundo é frágil, tudo passa ..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim !

E, olhos postos em ti, digo de rastros :
"Ah ! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus : Princípio e Fim ! ..."


ESPANCA, Florbela. Sonetos. 2 ed. São Paulo: Martin Claret ,2012. p.43


Naiana Freitas, 14 de agosto de 2014.

domingo, 10 de agosto de 2014

à procura de fôlego...

Escrever não é fácil... Mas, divertido na medida em que vamos encontrando as nossas ideias no papel... Estou à procura de fôlego... E das palavras sóbrias e daquelas cheias de paixão... Para mim, todas as teorias emanam uma espécie de amor.


Naiana Freitas, 9 de agosto de 2014.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Em intervalo para as submersas horas seguintes..

Jacques Derrida, 32 horas em sua companhia e eu não sei quem de nós dois é mais louco! Se você tivesse um perfil, eu te seguia...

Em intervalo para as submersas horas seguintes...

Naiana Freitas, 06 de agosto de 2014.

domingo, 3 de agosto de 2014

Um fim de semana ao lado de Jacques Derrida e...

Um fim de semana  ao lado de Jacques Derrida e eu não sei mais meu nome próprio quanto mais a minha assinatura!


Naiana Freitas, 03 de agosto de 2014.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Citação_Denis Diderot

“Todos os seres circulam uns nos outros. Tudo é um fluxo perpétuo. O que é um ser? A soma de um certo número de tendências. E a vida? A vida é uma sucessão de ações e reações. Nascer, viver e passar é mudar de formas”.


Denis Diderot (filósofo, escritor, 1713-1784)


KONDER, Leandro. O que é dialética. São Paulo: Brasiliense, 2008.p.16


Naiana Freitas, 29 de julho de 2014.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Blindar um texto....

Esse meu desejo de blindar um texto é assustador e quase jurídico. Talvez, esse exercício seja o mais próximo que eu chegue do direito. Eu não amo as leis, amo as letras!


Naiana Freitas, 28 de julho de 2014.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

sábado, 19 de julho de 2014

Aprender _Citação: Florbela Espanca



foto: Naiana Freitas







"[...]Tanto tenho aprendido e não sei nada. "

Florbela Espanca

in: Poema Caravelas 

Disponível em: http://www.citador.pt/poemas/caravelas-florbela-de-alma-conceicao-espanca. Acesso em: 19 julh.2014.

Naiana Freitas, 19 de julho de 2014.

sábado, 12 de julho de 2014

Vexame, para quem?

Penso que somente os “brasileiros” acreditam que a seleção brasileira joga bola! Os sete gols foram um exagero, concordo. Nem eu, uma brasileira ás avessas esperava uma goleada dessas. Mas, enquanto todos os brasileiros lamentam pelo vexame e procuram respostas ao fracasso...
Eu não!  Por dois motivos: primeiro não torço pela seleção brasileira desde os 10 anos, logo, não é “modinha”... É sólido; depois a seleção brasileira se mostrou tão volúvel a minha não torcida, por isso senti uma urgência em exercer minha Oposição. E, para mim existe um descolamento entre “BRASIL” e “SELEÇÃO BRASILEIRA”, elementos diferentes que se associam, mas não são iguais. Sou tão Brasil que percebo como estamos doentes... Estamos morrendo... Sem precisar de homem-bomba ou “Jihad”...
Não fiquei triste nem um pouquinho. Diante de uma encenação tão cômica como chorar? Dizem por ai, que diante dos períodos mais turbulentos a comédia se tornou tão forte como a tragédia... Qual a vantagem da primeira? Trazer o riso... E como nos dizia Aristóteles ela retrata sempre os homens piores do que são realmente. Eu não sei se tão piores, mas acho que tão iguais... Depois, acho que não é tragédia, porque se fosse estaríamos refletindo sobre isso, posição que não nos encontramos... Quem sabe na Rússia... Mas, lá o frio congelará as pernas dos heróis brasileiros... E sem o craque maior, que terá problema no dedo mindinho a seleção desde pelo ralo...
Para os brasileiros que creem que a seleção joga bola... Só posso dizer: Meus pêsames!  Porque se vocês sofrem por um vexaminho desses, não suportariam encontrar pelas esquinas do Brasil a nossa humilhação diária. Que eu vejo todos os dias, nesta minúscula cidade chamada Salvador! Naturalizamos “de um tudo”, então nada nos causa desgosto não... Tudo é normal, e o que deveria ser normal, não é, é extraterrestre! E, considero o mais simples da normalidade o respeito: à sexualidade, religião do outro... E cor da pele? (perguntarão uns) para mim nem deveria ser o nosso problema...Todo mundo feito do mesmo barro, do mesmo excremento.  
Vexame é esquecer que o outro do seu lado é brasileiro...
Ah, e viva aos holandeses!!
Vocês foram a energia nessa copa, com essa intensa cor laranja! (que amo!)
http://elaseodesporto.blogspot.com.br/2012_06_01_archive.html



Naiana Freitas, 12 de julho de 2014.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Ich liebe die Deutschen!










Viva!!!!
Eu disse, eu disse....
Sou uma não torcedora legítima! 
E não tenho vergonha!!!
Tornei-me uma não torcedora em uma copa que o BRA venceu.....Será que existirão não torcedores em uma copa que o BRA perdeu?
Ich liebe die Deutschen!!!!


Naiana Freitas,08 de julho de 2014.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Unanimidade...

Quando se aprende o caminho da não unanimidade, o que se ganha é o orgulho!
Tenho orgulho de ser uma contra torcedora da seleção brasileira!
Com plena consciência de que sou brasileira fora do circuito: 4/4!
E, para não ser acusada de injusta reconheço apenas o gol de falta, como digno de uma seleção campeã...

É, Naiana você não nasceu para aceitar a ilusão, aliás, só a literária porque é uma ilusão bem feita! Claro, em minha opinião...



Naiana Freitas, 04 de julho de 2014. 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Sintomas de Saudade/Marisa Monte

Eu só quero que você saiba
Que eu estou pensando em você
Agora e sempre mais
Eu só quero que você ouça
A canção que eu fiz pra dizer
Que te adoro cada vez mais
E que eu te quero sempre em paz

Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você e como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor, eu tomo conta de você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai o vento vem

Eu só quero que você caiba
No meu colo, porque eu te adoro cada vez mais
Eu só quero que você siga para onde quiser
Que eu não vou ficar muito atrás

Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você e como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor, eu tomo conta de você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai o vento vem

Eu só quero que você saiba
Que eu estou pensando em você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai o vento vem
Que eu te quero livre também
Como o tempo vai o vento vem


Disponível em: http://letras.mus.br/marisa-monte/sintomas-de-saudade/. Acesso em: 03 de jul.2014

Naiana Freitas, 07 de julho de 2014

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Todas as cartas de amor são/ Álvaro de Campos

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas).
21-10-1935


Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa. Lisboa: Ática, 1944 (imp. 1993).  - 84.

Disponível em : http://arquivopessoa.net/textos/2492. acessado em 02 Jun.2014.

Naiana Freitas, 02 de julho de 2014.

domingo, 29 de junho de 2014

Citação_François Rabelais




"É melhor escrever sobre risos do que sobre  lágrimas, pois o riso é o apanágio do homem"

François Rabelais  




Naiana Freitas, 29 de junho de 2014.

sábado, 28 de junho de 2014

O mecanismo discursivo chamado SELEÇÃO Brasileira! (Viva a Seleção Chilena!)

Nenhuma dúvida, se já tive alguma, que “o brasileiro” é um ser parvo...  Uma seleção dessa não ganha Hexa, não! ...Mas, como SABEMOS nem tudo em uma Copa do mundo gira em torno de uma bola. Acho, que só torcedor que gira em torno de uma bola... Que o Brasil se alimente de outro símbolo nacional, porque futebol, só existe no discurso da tradição. Só.

 E, como ninguém nunca entenderá, como eu também nem quero mais entender, como é torcer pela Seleção... Que ninguém me faça responder a pergunta: você não é brasileira, não? Pois, para os perguntadores de plantão, eu prefiro dizer: é melhor nem comentar!!!!

 Sou uma pessoa exigente, logo uma torcedora exigente... Chilenos, vocês são BRAVOS! Por pouco não destronaram esse “mecanismo discursivo” chamado SELEÇÃO Brasileira!

SORTE a quem torcerá pela Canarinho,  jogando assim, só por sorte ou por outra coisa que esse time ganhará...Nesse caso, é melhor eu não comentar também!
Naiana Freitas, 28 de junho de 2014.

imagem: http://www.zazzle.com.br/bandeira_do_chile_adesivos-128648014572274889

domingo, 22 de junho de 2014

Ciência e esperança/ Carl Sagan

Eu fui criado num tempo de esperança. Queria ser cientista desde os primeiros dias de escola. O momento que marcou essa vontade foi quando entendi pela primeira vez que as estrelas são sóis poderosos, quando comecei a compreender que elas devem estar tremendamente distantes para surgirem como simples pontos de luz no céu. Nem sei se já conhecia a palavra “ciência” naquele tempo, mas queria de algum modo mergulhar em toda essa grandiosidade. Eu estava seduzido pelo esplendor do Universo, deslumbrado pela perspectiva de compreender como as coisas realmente funcionam, de ajudar a revelar mistérios profundos, de explorar novos mundos — talvez até literariamente. Tive a sorte de ver esse sonho em parte concretizado. Para mim, o fascínio da ciência continua tão atraente e novo quanto naquele dia, há mais de meio século, em que me mostraram as maravilhas da Feira Mundial de 1939.
Divulgar a ciência — tentar tornar os seus métodos e descobertas acessíveis aos que não são cientistas — é o passo que se segue natural e imediatamente. Não explicar a ciência me parece perverso. Quando alguém está apaixonado, quer contar a todo o mundo. Este livro é um testemunho pessoal de meu caso de amor com a ciência, que já dura toda uma vida.
Mas há outra razão. A ciência é mais do que um corpo de conhecimento, é um modo de pensar. Tenho um pressentimento sobre a América do Norte dos tempos de meus filhos ou de meus netos — quando os Estados Unidos serão uma economia de serviços e informações; quando quase todas as principais indústrias manufatureiras terão fugido para outros países; quando tremendos poderes tecnológicos estarão nas mãos de uns poucos, e nenhum representante do interesse público poderá sequer compreender de que se trata; quando as pessoas terão perdido a capacidade de estabelecer seus próprios compromissos ou questionar compreensivelmente os das autoridades; quando, agarrando os cristais e consultando nervosamente os horóscopos, com as nossas faculdades críticas em decadência, incapazes de distinguir entre o que nos dá prazer e o que é verdade, voltaremos a escorregar, quase sem notar, para a superstição e a escuridão.
O emburrecimento da América do Norte é muito evidente no lento declínio do conteúdo substantivo nos tão influentes meios de comunicação, nos trinta segundos de informações que fazem furor (que agora já são dez segundos ou menos), na programação de padrão nivelado por baixo, na apresentação crédula da pseudociência e da superstição, mas especialmente numa espécie de celebração da ignorância. No momento em que escrevo, o vídeo mais alugado na América do Norte é o filme Dumb and Dumber [Débi e Lóide]. Beavis and Buthead continuam populares (e influentes) entre os jovens que vêem televisão. A lição clara é que estudar e aprender — e não se trata apenas de ciência, mas de tudo o mais — é evitável, até indesejável.
Nós criamos uma civilização global em que os elementos mais cruciais — o transporte, as comunicações e todas as outras indústrias, a agricultura, a medicina, a educação, o entretenimento, a proteção ao meio ambiente e até a importante instituição democrática do voto — dependem profundamente da ciência e da tecnologia. Também criamos uma ordem em que quase ninguém compreende a ciência e a tecnologia. É uma receita para o desastre. Podemos escapar ilesos por algum tempo, porém mais cedo ou mais tarde essa mistura inflamável de ignorância e poder vai explodir na nossa cara.
A candle in the dark é o título de um livro corajoso, baseado em grande parte na Bíblia, escrito por Thomas Ady e publicado em Londres em 1656, que ataca a caça às bruxas, então na ordem do dia, tachando-a de fraude “para enganar o povo”. Qualquer doença ou tempestade, qualquer coisa fora do comum, era atribuída à bruxaria. As bruxas devem existir, escreveu Ady, citando a argumentação dos “negociantes de bruxas”, “do contrário como é que essas coisas existem ou vêm acontecer?”. Durante grande parte de nossa história tínhamos tanto medo do mundo exterior, com seus perigos imprevisíveis, que aceitávamos de bom grado qualquer coisa que prometesse suavizar ou atenuar o terror por meio de explicações. A ciência é uma tentativa, em grande parte bem-sucedida, de compreender o mundo, de controlar as coisas, de ter domínio sobre nós mesmos, de seguir um rumo seguro. A microbiologia e a meteorologia explicam hoje o que há alguns séculos era considerado causa suficiente para queimar mulheres na fogueira.
Ady também alertava para o perigo de “as nações perecerem por falta de conhecimento”. Com frequência, a desgraça humana evitável é causada menos pela estupidez do que pela ignorância, sobretudo pela nossa ignorância de nós mesmos. Minha preocupação é que, especialmente com a proximidade do fim do milênio, a pseudociência e a superstição parecerão mais sedutoras a cada novo ano, o canto de sereia do irracional mais sonoro e atraente. Onde o escutamos antes? Sempre que nossos preconceitos étnicos ou nacionais são despertados, nos tempos de escassez, em meio a desafios à auto-estima ou à coragem nacional, quando sofremos com nosso diminuto lugar e finalidade no Cosmos, ou quando o fanatismo ferve ao nosso redor — então, hábitos de pensamento conhecidos de eras passadas procuram se apoderar dos controles.
A chama da vela escorre. Seu pequeno lago de luz tremula. A escuridão se avoluma. Os demônios começam a se agitar.


SAGAN, Carl. O mundo assombrado pelos demônios: a ciência vista como uma vela no escuro. São Paulo: Companhia da Letras, 1996. p. 38-40.

Naiana Freitas, 22 de junho de 2014.

"Eu cantarei de amor tão docemente"/ Luís de Camões


Eu cantarei de amor tão docemente,
Por uns termos em si tão concertados,
Que dois mil acidentes namorados
Faça sentir ao peito que não sente.

Farei que amor a todos avivente,
Pintando mil segredos delicados,
Brandas iras, suspiros magoados,
Temerosa ousadia e pena ausente.

Também, Senhora, do desprezo honesto
De vossa vista branda e rigorosa,
Contentar-me-ei dizendo a menor parte.

Porém, para cantar de vosso gesto
A composição alta e milagrosa,
Aqui falta saber, engenho e arte.

Disponível em: 

Naiana Freitas, 05 de janeiro de 2013.

P.S:  espero que este poema tenha sido escrito mesmo por Camões. Não tenho o livro para indagar.

Citação de Hermann Hesse

“[...] Diariamente reiniciava a silenciosa luta da gentileza, a guerra surda da paciência.”
Hermann Hesse

In: HESSE, Hermann. Sidarta. Tradução Herbert Caro. 9º edição. Rio de Janeiro: Civilização brasileira. p.99.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Os escritores mortos

Parece que tenho um profundo amor pelos escritores mortos....


Naiana Freitas, 19 junho de 2014

sábado, 14 de junho de 2014

A tua voz fala amorosa...(Fernando Pessoa)


Tão meiga fala que me esquece
Que é falsa a sua branda prosa.
Meu coração desentristece.
Sim, como a música sugere
O que na música não está,
Meu coração nada mais quer
Que a melodia que em ti há...
Amar-me? Quem o crera? Fala
Na mesma voz que nada diz
Se és uma música que embala.
Eu ouço, ignoro, e sou feliz.
Nem há felicidade falsa,
Enquanto dura é verdadeira.
Que importa o que a verdade exalça
Se sou feliz desta maneira?
22-1-1929

Poesias Inéditas (1919-1930). Fernando Pessoa. (Nota prévia de Vitorino Nemésio e notas de Jorge Nemésio.) Lisboa: Ática, 1956 (imp. 1990). 
 - 108.
Disponível em: http://arquivopessoa.net/textos/3610. acesso em: 14.jun.2014

Naiana Freitas, 14 de junho de 2014. 

sexta-feira, 13 de junho de 2014

quinta-feira, 12 de junho de 2014

A minha indisposição Crônica a seleção Brasileira

A minha indisposição para torcer pela seleção brasileira é crônica. Adquiri essa ferida, na infância. De lá para cá, tal ferida só fez aumentar. Não há mais cura. O elo foi desfeito com essa unicidade, que se chama imaginário brasileiro, ou imaginário de brasileiro. Talvez, bem lá longe, sinta inveja do Brasil que festeja, celebra, ri vendo uma bola em um campo... Inveja de querer tomar para si, essa coisa tão pura que envolve o torcedor... Mas, minha cobiça é meio esquisita: Eu não quero ter para que os outros não tenham, não! Eles devem continuar neste estado de graça, não suportariam viver sem copa do mundo, ou sem “o Brasil da cabeça...” Eles viveriam sem infância. É a minha inveja não é boa, e há inveja boa? Não acredito, não. Só sei que minha inveja é resignada. Ela se acomoda bem, sem possuir.


Naiana Freitas, 12 de junho de 2014 

domingo, 8 de junho de 2014

Trecho da Crônica "Não entender" de Clarice Lispector

“[...] O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender o que eu não entendo.”


LISPECTOR, Clarice. Não entender. In: _______. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.p.172.



Naiana Freitas, 08 de junho 2014. 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

No Brasil da “Copa do mundo"....

No Brasil da “copa do mundo"....
Minha indignação é tão grande, que em palavra alguma cabe....

 Preferi desenhar .


Naiana Freitas, 05 de junho de 2014. 

Meio Ambiente


Pergunto ao ciberespaço inteiro: até quando teremos meios para celebrar o ambiente? Penso que  em breve  as gerações futuras só conhecerão as árvores em museus...


Naiana Freitas, 05 de junho de 2014.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Languidez/Florbela Espanca

Tardes da minha terra, doce encanto,
Tardes duma pureza d´açucenas,
Tardes de sonho, as tardes de novenas,
Tardes de Portugal, as tardes d´ Anto,

Como eu vos quero e amo! Tanto! Tanto!
Horas benditas, leves como penas,
Horas de fumo e cinza, horas serenas,
Minhas horas de dor em que eu sou santo!

Fecho as pálpebras roxas, quase pretas,
Que poisam sobre duas violetas,
Asas leves cansadas de voar ...

E a minha boca tem uns beijos mudos ...
E as minhas mãos, uns pálidos veludos,
Traçam gestos de sonho pelo ar ...

Livro de mágoas (1919)


ESPANCA ,Florbela. Sonetos. São Paulo: Martim Claret,2012.p.33.

Naiana Freitas, o2 de junho de 2014. 

sábado, 31 de maio de 2014

O eterno-jovem mês de Maio *(Der ewig-junge Mai/Georges Ettlin)

foto: Belenus


Para mim o mês de Maio se mantem tão jovem,
Para mim, ele fica mais vivaz a cada ano!
Hoje estou perambulando com ele, .... só que eu com meus cabelos grisalhos!

                                                                                                       
                                                                                                           Georges Ettlin, 2011

foto: Belenus

*tradução livre de: Belenus
Naiana Freitas, 31 de maio de 2014.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

O lindo mês de Maio*(Der schöne Mai/Georges Ettlin)


foto:Belenus

O mês de Maio quer movimentos, sorrisos, largos e encantadores,
Como uma flor nos ramos, alegre e louca, quer gracejos e embalos, ele quer nos levar à dança,
Por isso ficamos felizes, repletos de Amor!

                                                                                                
                                                                                                                   Georges Ettlin, 2009.


*tradução livre de: Belenus











foto:Belenus
























Naiana Freitas, 30 de maio de 2014.