segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Vandalismo/Augusto dos Anjos

Meu coração tem catedrais imensas,
Templos de priscas e longínquas datas,
Onde um nume de amor, em serenatas,
Canta a aleluia virginal das crenças.

Na ogiva fúlgida e nas colunatas
Vertem lustrais irradiações intensas
Cintilações de lâmpadas suspensas
E as ametistas e os florões e as pratas.

Como os velhos Templários medievais
Entrei um dia nessas catedrais
E nesses templos claros e risonhos ...

E erguendo os gládios e brandindo as hastas,
No desespero dos iconoclastas
Quebrei a imagem dos meus próprios sonhos!


Disponível em : http://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=511#ixzz2LgAI4j7H. Acesso dia 24. fev. 2014. 



Naiana Freitas, 24 de fevereiro de 2014.

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