terça-feira, 29 de abril de 2014

Piratear, é pecado?

Um dia, eu ainda vou investigar a performance dos militantes da “palavra” nos ônibus da capital...O cara de hoje, além da retórica, voz, gestos parecidos com todos que já vi, era um homem santo: Foi traído. Mas, perdoou a mulher. Teve um filho com hidrocefalia, mas Deus o curou. Escreveria um livro esse ano, mas não lembro porque não escreveu. Era um usuário de Crack, mas não é mais. Deus o livrou de 18 tiros na “cara”, também. Contou-nos sobre um Deus vingativo que vingava os inimigos de seu rebanho, por isto exemplificou com a história de uma mulher que falou para ele: “Eu, não gosto de crente!” e ao descer do ônibus, ela quebrou a perna, mais que isso, teve os calcanhares virados ao contrário. (Logo, pensei no Curupira...)..Era grito, língua santa, som alto. Uma espécie de inferno em nome de Deus. Eu, como uma experiente leitora, esperava o desenlace... Estava esperando como o último capítulo da novela. Eis que ele diz: “então, senhoras e senhores, trouxe um presente para vocês!”, depois, ele tirou da bolsa, alguns CDs, com reproduções de músicas evangélicas não suas enfatizando o seu nome e número para contato. Logo, quis perguntar: Piratear, não é pecado? Mas, parece que não. As senhoras e senhores compraram todos os CDs. Ele em grito-agradecimento louvou ao senhor mais uma vez! Relembrou a mulher dos pés virados, como exemplo de perigo ao desafiar “a palavra”... Eu só para sentir uma aventurazinha, estou me ariscando contra o alfabeto inteiro... Penso que, aquele cara precisava de uma biógrafa... Devia ter comprado o CD, para ter o contato dele e perguntar-lhe: você não quer uma mãozinha, para registrar toda a sua ficção?


Naiana Freitas, 29 de abril de 2014

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