quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Obrigada, 2015!







Em 2014, pedi inspiração. Elemento chave para quem não quer ser tragada pelo tédio. A inspiração não me abandonou. Também, ela foi nutrida pelo alimento profissão. Esse foi o meu presente inesperado de 2015. E, isso me manteve de pé. Porque “quando estou professora” eu entro em uma terceira dimensão e lá acredito que útil estou sendo. Talvez mais útil a mim mesma do que para qualquer aluno que esteja ali. Por isso, o trabalho apareceu, a inspiração não poderia vir sozinha e confesso que chegou bem acompanhada. Tenho paixão e de igual modo lucidez pela docência. Deve ser por isso que os meus passos se tornaram menos vacilantes em 2015. Duas coisas eu sou em igual medida: professora e estudante. Não me vejo apartada de nenhuma parte. As duas funções exigem inspiração, disciplina e cada dia em 2015 exigiu de mim coragem, bravura e destreza. Estou feliz por ter sofrido em 2015, (menos com a Universidade e mais com a vida real) não porque almejo purificação. Mas, porque eu dei um salto gigante como pessoa e fiz o que mais gosto de fazer na vida aprender. Em 2016, desejo mais uma vez que a inspiração me acompanhe, o carinho pela docência e a paciência para não ser engolida pela violência do mundo. O texto abaixo é uma síntese do que aprendi em 2015.
(é com muita coragem que estou postando...  Que em 2016... mais palavras venham...e que palavras eu tenha para agradecer a todos vocês  porque estão TODOS em meu coração: OBRIGADA! ,♥)

                             
Parei
Para minha tia ( in memoriam)
Parei de reclamar da vida.
A vida é triste, dolorosa
Com mortes conhecidas e desconhecidas
Parei de chorar por pouca coisa
Não ser aprovada ou não saber vírgulas
Talvez importe: em um dia, em dois dias
Em três dias já se amnesiou
Parei de pensar:
“o que poderia ter sido...”
“O que poderia fazer...”
“O que poderia?”
Só existe reclamação para a morte
É dela as lágrimas mais sentidas
Ser reprovada é o movimento da vida
E vírgula é continuidade e não ponto final
Parei de estar presa ao passado
Parei de estar suspensa pelo futuro
Comecei ser o agora.
Naiana Freitas, 13 de dezembro de 2015

domingo, 6 de dezembro de 2015

Posso ter perdido o que não precisava....

E, hoje após refletir descobri que não perdi uma terceira perna, ganhei um tiro no pé que pela hiperbólica capacidade metafórica incomodou feito lança na carne.... Mas, sorte foi a minha em perceber que posso ter perdido o que não precisava....Lendo um trecho da Paixão Segundo G.H cheguei a esta conclusão... Clarice Lispector disse-me o que senti ontem, talvez anteontem: “[...]estou procurando, estou procurando. Estou tentando entender[...]Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda.[...] A isso quereria chamar desorganização, e teria a segurança de me aventurar, porque saberia depois para onde voltar: para a organização anterior. Isso prefiro chamar desorganização pois não quero me confirmar no que vivi....” E, por não aceitar o que vivi como parte de mim, é melhor acreditar que estava sob a égide de uma “desorganização profunda”.... Em lucidez percebi que eu preciso mesmo é retornar a minha “organização anterior” porque isso para mim é confirmar o que sou, ou melhor, “a minha montagem humana.”

Naiana Freitas, 03 de dezembro de 2015. 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Um amor à segunda vista....

Para quem NÃO Gostava de W. Benjamin ... Vejo-o ágora Tão poético: são "folhagens da sociedade", "colmeia da Memória PARA O enxame do Pensamento". Em sintese, Walter Benjamim E um amor à Segunda Vista. 

Naiana Freitas, 04 de dezembro de 2015.